
Se alguém acha que Michael Schumacher, aos 40 anos, está velho demais para a Fórmula 1, saiba que o alemão está longe de figurar entre os pilotos mais velhos a correr na categoria.
O mais velho de todos a iniciar uma corrida foi o monegasco Louis Chiron, sexto colocado no GP de Mônaco, em 1955, pilotando uma Lancia, aos 55 anos, 9 meses e 19 dias. Foi neste grande prêmio que Alberto Acari, também com Lancia, mergulhou na baía de Mônaco, acidente que inspirou John Frankenheimer em uma das cenas clássicas do filme Grand Prix.
A lista de cinquentões é extensa, todos pilotos na década de 50, quando a exigência física do esporte era menor. Schumacher também não é o mais velho campeão de F 1 a começar um GP. O título é do prmeiro campeão mundial da Fórmula 1, Giuseppe (Nino) Farina, que disputou o GP da Bélgica de 1953, com 48 anos 7 meses e seis dias.
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2 comentáriosOs últimos a pilotar um carro da BMW na Fórmula 1 serão dois garotos de 17 anos, campeões da Fórmula BMW nas Américas e na Europa. Apesar de deixar a F 1 ao fim desta temporada, a BMW vai honrar o compromisso assumido com os participantes da sua categoria.
De 1 a 3 de dezembro, no circuito espanhol de Jerez de la Frontera, o americano Alexandre Rossi e o mexicano Esteban Gutierrez estarão guiando o carro da BMW. Rossi foi o campeão da F-BMW Americas em 2008, com 10 vitórias e nove poles, e Gutierrez ganhou o título europeu, com sete vitórias.
Vale a pena guardar estes nomes.
Para quem tem dúvidas sobre a forma física de Schumacher e sua velocidade aos 40 anos, olha só o que ele fez em uma corrida de kart uma semana antes do GP da Hungria, organizado por Kubica. O Vitantonio Liuzzi come poeira atrás do alemão.
Capturei a imagem do F1 Around, do Becken Lima.
1 comentárioA Ferrari buscou nada menos que o maior campeão da história para substituir Massa. A notícia mexe com o mundo da Fórmula 1 a seis corridas do fim do campeonato, mas uma incógnita fica no ar. Qual será o desempenho de Schumacher após dois anos e meio fora da Fórmula 1?
Pessoalmente, acho que Schumacher, mesmo aposentado, ainda é melhor que meio grid da F 1 atual. Meio é até pouco. Com Massa fora, o único piloto que lhe pode fazer frente é Fernando Alonso, que, por enquanto, está fora do GP da Europa pela suspensão da Renault.
A dúvida que se coloca é a da adaptação de Schumacher ao novo carro. Neste intervalo da temporada os testes estão proibidos e Schumacher não poderá guiar o carro. Assim, só terá os treinos em Valência para conhecer suas reações e extrair o máximo do equipamento. Mas Schumacher é um piloto acima do normal e não duvido que no sábado da corrida já esteja andando bem rápido.
Considerando que o carro da Ferrari apresentou melhoras no GP da Hungria com o segundo lugar de Kimi Raikkonen, diria que Schumacher já entra na briga pelo pódio em Valência.
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Com um desempenho pífio este ano, contrário às boas temporadas anteriores, a BMW decidiu abandonar a Fórmula 1 ao fim do atual campeonato. A decisão foi comunicada hoje, na sede da BMW, em Munique. A fabricante alemã disse que vai reestruturar suas atividades esportivas, mas com certeza a crise econômica mundial teve papel importante, assim como na saída da Honda ao fim do ano passado.
A BMW estava com equipe própria na Fórmula 1 desde 2006, quando assumiu a suíça Sauber. Seu envolvimento na categoria, porém, é anterior, como fornecedora de motores nos anos 80, inclusive o poderoso turbo que deu a Nelson Piquet o bicampeonato, em 1983, pela Brabham.
A saída da BMW da Fórmula 1 reduz o número de fabricantes com equipe própria e aumenta o de equipes independentes, com a entrada de três novos competidores em 2010. Também joga no mercado dois bons pilotos. O polonês Robert Kubica certamente será disputado pelas equipes de ponta. O alemão Nick Heidfeld também tem a chance de continuar numa equipe grande, mas poderá ajudar a desenvolver carros novos.
3 comentáriosSão boas as notícias vindas de Budapeste. Na manhã desta quarta-feira, Felipe Massa passou por novos exames, que confirmaram a melhoria de suas condições. Um exame de ressonância magnética indicou a diminuição do edema no cérebro e do inchaço no olho esquerdo. Os bons resultados indicaram que o piloto pode deixar a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) ainda hoje.
De acordo com as informações de seu site oficial, Felipe já fala, sentou-se e pôde dar até os primeiros passos. Felipe permanecerá internado no Hospital Militar da capital húngara até que possa ser transferido para outro local.
1 comentárioApesar da melhora de Massa, seu retorno às pistas é imprevisível e a Ferrari precisa de um substituto para o GP da Europa, dia 23 de agosto, em Valência, e para o restante da temporada caso o brasileiro não volte esse ano.
Os nomes já estão circulando, embora a Ferrari possa fazer uma surpresa de última hora, como fez quando Schumacher quebrou a perna, em 1999, e foi substituído por Mika Salo em lugar dos pilotos de teste da escuderia.
Aposto mais neste fator surpresa. A Ferrari tem dois pilotos de teste, Luca Badoer e Marc Gene, mas nenhum dos dois parece capaz de contribuir com o objetivo da equipe de ser a terceira colocada entre os construtores. Luca Badoer é carta fora do baralho, porque tem um problema na costela por conta de um acidente. A opção por Gene seria simpática, já que o piloto é catalão e a próxima prova é na Espanha.
Mas a Ferrari pode optar por uma terceira via. Falou-se em Fernando Alonso, que até o momento está fora do GP da Europa devido à suspensão da Renault. A Ferrari poderia antecipar a estréia do ex-campeão mundial, cotadíssimo para integrar a equipe em 2010. Renault e a própria Ferrari descartaram essa hipótese, mas na Fórmula 1 nada pode ser considerado fora de cogitação.
Outro nome ventilado é o de Michael Schumacher, consultor da equipe, que não tem planos de voltar à F 1, mas poderia aceitar um convite pela emergência da situação. Em relação a Schumacher, também existem ressalvas. O piloto alemão tem 40 anos e ainda estaria sentindo os efeitos no pescoço de um acidente de moto, em fevereiro. Apesar de cuidar bem de sua forma física, talvez não suportasse as exigências de uma corrida inteira de F 1, ainda mais se sofre com as sequelas do acidente de moto.
O ex-píloto brasileiro Luciano Burti disse ao Globo Esporte que um nome em consideração é o do francês Sebastien Bourdais, que foi substituído na Toro Rosso pelo jovem espanhol, Jaime Alguersuari. Bourdais foi um grande piloto na Fórmula Indy, mas não se adaptou bem à F 1. Está com ritmo de corrida, mas não sei até que ponto seria melhor do que um dos pilotos de teste da Ferrari.
O enigma continua e não será surpresa se o nome escolhido não for nenhum dos citados aqui.
1 comentárioDe acordo com as informações divulgadas pelo site oficial de Felipe Massa, nesta manhã, o processo de recuperação do piloto é bastante satisfatório. O médico particular Dino Altmann informou que a diminuição do inchaço do olho esquerdo permitiu a Felipe começar a abri-lo e os medicos constataram que ele está enxergando bem. Possivelmente, qualquer dano a sua vista estaria descartado.
"Suas condições estão melhorando rápida e constantemente. Ele está cada vez mais desperto e reativo" informou o médico. "Ele também está progredindo acentuadamente na parte fisioterápica. Abriu o olho esquerdo e confirmou que pode enxergar com ele. Em relação ao futuro, temos de ser cautelosos, mas devo dizer que hoje há vários sinais positivos".
Felipe também recebeu visitas do dirigente da Ferrari, Stefano Domenicali, e do ex-chefe da escuderia, o francês Jean Todt, pai do atual empresário do piloto, Nicolas Todt.
"Conversei com Felipe e ele foi muito emotivo comigo. Ele me reconheceu e lhe transmiti uma mensagem do pessoal da Ferrari e dos fãs de todo o mundo" relatou Domenicali.
Mesmo com a sensível recuperação, o dirigente da Ferrari foi cauteloso com relação ao retorno de Massa às pistas.
"Disse a ele que seu carro vermelhinho estará esperando por ele até que esteja pronto para correr novamente. Agora temos que dar um passo por vez e continuar cuidadosos, mas é realmente incrível ver todo esse progresso depois de apenas três dias do acidente".
1 comentárioUm novo boletim médico divulgado pelo Hospital Militar de Budapeste, por volta das 12h30 (horário de Brasília), informou que Felipe Massa, após passar por mais uma tomografia computadorizada, não está mais sedado e respira sem a ajuda de aparelhos. O hospital também informou que Massa está enxergando, outra preocupação dos médicos.
Mesmo com a melhora, ainda não há previsão de quando o piloto deve deixar o hospital. Há informações, no entanto, de que Massa deve ser transferido em breve para o hospital Pitié-Salpêtrière, em Paris. Vamos aguardar novas notícias!
1 comentárioUm porta-voz do ministério da Defesa da Hungria disse à TV húngara nesta segunda-feira que Massa já é capaz de se comunicar e pode mover suas mãos e pernas. "Ele está sendo acordado com mais frequência agora e é capaz de se comunicar ativamente, isto é, ele reage quando falam com ele. Estamos otimistas e achamos que uma lenta recuperação está começando", disse Istvan Bocskai.
O pronunciamento de um porta-voz da Defesa se explica pelo fato de Massa estar internado em um hospital do Exército húngaro. Se a manifestação não for apenas a intenção de elogiar a medicina do país, pode ser um bom sinal das possibilidades de recuperação do piloto brasileiro.
A Renault está suspensa do Grande Prêmio da Europa, dia 23 de agosto, em Valência, por ter deixado Fernando Alonso sair dos boxes com a roda dianteira direita não fixada adequadamente. Os comissários da FIA consideraram que a Renault foi negligente.
A punição me parece excessiva. O que aconteceu foi um acidente, típico de pit stops. Quem nunca viu um pneu se soltar após uma parada nos boxes por erro dos mecânicos? Se a Renault soubesse que a roda não estava bem presa não teria deixado Alonso sair. Afinal, ele liderava a corrida e o problema acabou com suas chances.
Acho que a FIA agiu com rigor excessivo por conta dos recentes acidentes com John Surtees, na Fórmula 2, e com Felipe Massa. Os dois foram vítimas de objetos que se desprenderam de outros carros. Mas esses dois acidentes foram involuntários e ninguém pode ser responsabilizado por eles.
A Renault vai recorrer e duvido que a suspensão seja mantida. Ou alguém imagina uma corrida na Espanha sem a presença de Fernando Alonso?
1 comentárioA situação clínica de Felipe Massa continua delicada, e numa hora dessas não cabe otimismo nem pessimismo excessivos. O melhor é ser realista. O piloto sofreu concussão cerebral (abalo violento) provocado por um impacto na sua cabeça equivalente a 150kg da peça que se soltou do carro de Barrichello. Houve, segundo os médico, afundamento craniano, mas sem lesões ao cérebro nesse caso.
Massa continua sedado e será avaliado a cada 48 horas. Cada pequeno passo é uma vitória, mas o desencontro entre opiniões médicas revela que a situação não é tão tranquila assim. O chefe do hospital militar, onde Massa se encontra em Budapeste, falou em risco de morte, mas o médico brasileiro Dino Altman, responsável pelo GP do Brasil e que foi à Hungria com a família de Massa, disse em entrevista à TV Globo não acreditar em risco de morte, embora ressalvando a gravidade da situação.
Até o fim do dia de hoje, um novo boletim médico deverá dar uma posição mais precisa do quadro de saúde do piloto.
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Lewis Hamilton voltou a provar o sabor do lugar mais alto do pódio ao vencer o Grande Prêmio da Hungria em grande estilo. Kimi Raikkonen levou a Ferrari de volta ao pódio na melhor colocação da escuderia esse ano. Mark Weber completou o trio vencedor.
A principal conclusão que se pode tirar da corrida de hoje é que McLaren e Ferrari evoluiram muito e podem se tornar o fiel da balança na disputa entre Brawn e Red Bull, as maiores candidatas ao título de pilotos e construtores.
Se a briga ficasse apenas entre Brawn e Red Bull, esta última levaria vantagem, já que está com o melhor carro e tenderia chegar sempre à frente da rival. Acontece que com a melhora de Ferrari e McLaren, seus pilotos vão estar sempre disputando o pódio, o que poderá dificultar a Red Bull no encalço da Brawn.
Mesmo com um carro inferior ao da Red Bull, a Brawn tem se mantido na zona de pontuação, e Jason Button continua na liderança após 10 das 17 etapas. A diferença de Button caiu para 18,5 pontos e sua regularidade será fundamental nas últimas provas da temporada. Mas o carro precisará melhorar muito para possibilitar ao inglês se manter no páreo.
A F 1 para por três semanas e só volta no GP da Europa, dia 23 de agosto, em Valência, na Espanha.
O acidente de Massa e uma pane no sistema de cronometragem acabaram deixando o resultado do treino final para o GP da Hungria em segundo plano. Fernando Alonso fez a pole-position, que só conseguiu saber bem depois de parar o carro. Com a falha na cronometragem, ninguém sabia onde estava no grid.
A pole de Alonso é uma surpresa na temporada dominada por Brawn e Red Bull, mas provavelemnte foi obtida com um carro mais leve que os demais.
O resultado do treino confirmou a superioridade da Red Bull sobre a Brawn no duelo pelo título deste ano. Vettel e Weber ficaram em segundo e terceiro lugares, respectivamente, entanto Button e Barrichello amargaram a oitava e 13ª posições. No travado circuito de Hungaroring, o favoritismo é dos touros vermelhos.
A Ferrari fez o sétimo lugar, com Kimmi Raikkonen, e Massa ficou em 10º, mesmo com o acidente.
2 comentáriosA foto de Felipe Massa após o acidente mostra que a peça que o atingiu danificou violentamente o seu capacete e feriu seu supercílio e olho esquerdos. O acidente de Massa se assemelha muito ao de Helmut Marko, comentado no post abaixo.
Pela imagem, é possível constatar que Massa dificilmente terá condições de participar da corrida de amanhã.
3 comentáriosNico Rosberg, da Williams, o rei das sextas-feiras, foi superado em Hungaroring pelas McLaren, que dominaram os dois treinos livres. Kovalainen foi o mais rápido na primeira sessão, e Hamilton, na segunda. Isso quer dizer alguma coisa? Provavelmente, não. A McLaren teria que ter dado um salto qualitativo gigantesco para ser a mais rápida do dia. Possivelmente, a escuderia inglesa optou por duas voltas voadoras no dia em que todo mundo se dedica a avaliar os componentes e a acertar o carro para o treino oficial e para a corrida.
Uma análise dos tempos do treino final de hoje mostra a Red Bull bem posicionada, com Weber e Vettel dando praticamente o mesmo número de voltas e com tempos próximos. A disputa entre os dois pilotos da Red Bull está aberta e poder ter lances emocionantes na corrida de domingo. Na Brawn, Barrichello ficou cinco posições à frente de Button, mas se achou um set up melhor para o carro ele será usado por Button, a aposta da equipe para chegar ao título.
A Ferrari não teve um bom dia. Massa teve um problema no carro e acabou com o 18º tempo. Haikkonen andou um pouco melhor e ficou em 11º lugar. A Ferrari se concentrou no acerto para a corrida, com os diferentes tipos de pneus. O estreante Jaime Alguersuari, da Toro Rosso, ficou em último lugar, como esperado, mas rodou no mesmo segundo que o companheiro de equipe Sebatien Buemi.
Sábado pode mudar tudo. Vamos aguardar.
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Em imagem publicada no site oficial da Ferrari, o vermelho característico da escuderia dá lugar ao preto, em sinal de luto
A Ferrari está de luto pela morte de Henry Surtees, filho do ex-campeão mundial de Fórmula 1 John Surtees, vítima de um acidente em prova da F 2, no último domingo, em Brands Hatch. O presidente da Ferrari, Luca di Montezemolo, manifestou seu pesar e solidariedade a Big John, campeão pela Ferrari, em 1964.
Felipe Massa também se mostrou sentido pela morte do filho de Surtees, de 18 anos, e alertou sobre a necessidade de atenção às questões de segurança. Henry Surtees morreu depois que uma roda solta de outro carro o atingiu na cabeça.
"Essas coisas nos lembram o quanto a segurança deve permanecer prioritária nas pistas de todas as categorias do automobilismo. Muito foi feito nos últimos anos, mas não podemos deixar de estar atentos", disse Massa, no site oficial da Ferrari.
Com a proximidade do GP da Hungria, Nelsinho Piquet postou em seu Twitter aquela que é considerada uma das mais espetaculares ultrapassagens da Fórmula 1, feita por seu pai, Nelson Piquet, com Williams-Honda, sobre Ayrton Senna, com Lotus-Renault, no primeiro ano de disputa da prova. Em um circuito praticamente sem ponto de ultrapassagem, Piquet descobriu um. Na primeira tentativa, coloca o carro por dentro, mas escorrega muito na freada e Senna recupera a posição. Na segunda, retarda novamente a freada, vai por fora, escorrega nas quatro rodas e ultrapassa Senna com o carro atravessado.
A frase de Jack Stewart ao final do vídeo diz tudo sobre a ousadia da manobra, digna dos grandes campeões.
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Ayrton Senna merece ser lembrado todas as horas e quem o viu correr ao vivo não esquece da sua incrível capacidade sob chuva. As três fotos acima mostram o talento de Senna em condições adversas, momentos históricos da Fórmula 1.
Ao estrear na principal categoria do automobilismo, com uma Toleman de motor Hart, distante dos melhores carros da temporada, Senna aproveitou o toró que caiu sobre Mônaco para eliminar a desvantagem de equipamento. Após uma série de ultrapassagens, iniciou a perseguição ao líder Alain Prost e já tinha reduzido a diferença de 34 para 4 segundos, quando Jacky Ickx, o diretor de prova, interrompeu a corrida por falta de segurança. Alguns dizem que o alemão Stefan Bellof poderia ter ultrapassado Senna se a corrida continuasse, mas uma coisa era chegar em Senna, outra, ultrapassá-lo. Ainda mais em Mônaco. Que o diga Nigel Mansell, que em 1992, quase chegou a colocar sua poderosa Williams sobre a McLaren de Senna, mas não conseguiu a ultrapassagem.
A primeira vitóiria de Senna na F1 ficou para o ano seguinte, quando estreou na Lotus. Sob chuva torrencial no GP de Portugal, liderou de ponta ponta em condições de pista que considerou piores que as de Mônaco no ano anterior. A corrida foi interrompida após 2 horas, com 67 das 69 voltas completadas. Mas desta vez, ninguém ameaçava o líder. Michelle Alboreto, da Ferrari, cruzou a linha mais de 1 minutos depois.
Em Donnington Park, em 1993, Senna deu o que foi considerado o seu maior espetáculo sob chuva. Além de mais uma vez não contar com o melhor equipamento - sua McLaren-Ford estava há anos luz da Williams-Renault -, só precisou de uma volta para chegar da quarta posição à liderança. Senna ultrapassou Schumacher, Wendlinger, Hill e Prost na primeira volta da prova, que foi considerada a mais brilhante de todos os tempos.
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Depois de falar dos capacetes históricos da Fórmula 1, não podia deixar de me referir também aos pilotos brasileiros.
Nelson Piquet transformou a gota vermelha horizontalizada que ladeava seu capacete em marca registrada, e as gotas amarelas sobre o fundo verde no capacete de Wilsinho Fittipaldi são inesquecíveis. Seu filho Christian inverteu as cores, mantendo a tradição de família.
O capacete de Emerson Fittipaldi marcou época desde a Lotus preta e manteve a identidade visual com as alterações sofridas nos tempos da Indy. O de Ayrton Senna, amarelo com listras verdes e azuis, reflefia bem a nacionalidade exarcebada e inspirou o inglês Lewis Hamilton.
Um dos casos mais curiosos é o de José Carlos Pace. O Moco usava um capacete azul escuro com uma flecha amarela apontada para a viseira (belíssimo), que acabou alterando em 1974, quando corria pela Brabham, por superstição. Muitos gostavam mais do primeiro, mas foi com o segundo que venceu o GP do Brasil em 75. Por via das dúvidas, na sua estátua em Interlagos está representado sem o capacete.
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3 comentáriosIdentidade fundamental para os pilotos, os capacetes vêm sendo desfigurados pelos excessos de alguns patrocinadores. O caso mais emblemático é o do alemão Sebastian Vettel, cujo capacete parece a lata do energético que patrocina a sua equipe. Antigamente, identificávamos os pilotos pelos capacetes. Alguns tornaram-se lendários como o do inglês Graham Hill, preto com barras brancas em seu entorno, reproduzido anos mais tarde por seu filho Damon, também campeão mundial.
Elegância semelhante tinha o capacete de Chris Amon, branco com duas listras verticais em azul e vermelho que se alargavam ao descer até a viseira. Mesmo quem não viu o azarado neozelandês correr deve lembrar do seu capacete, usado por Pete Aaron (James Garner) no clássico filme Grand Prix, de John Frankenheimer.
Clay Regazzoni também tinha um belo capacete, com a cruz helvética à frente, que pode ser considerado uma variação do de seu conterrâneo Jo Siffert, só que mais branco do que vermelho.
No estilo minimalista, para mim são imbatíveis os capacetes de Jacky Ickx, todo preto com uma linha branca contornando a viseira, e o inteiramente verde de Henri Pescarolo.
Outro que incluo no meu rol de favoritos, pela leveza do design, é o de Riccardo Patrese, branco com listras horizontais azuis, que alargam do topo para a base.
3 comentáriosPilotos fora de série, em geral, se revelam logo ao chegar à Fórmula 1. Existem casos de pilotos que não apareceram logo nos primeiros anos, foram amadurecendo e só sobressaíram quando tiveram um carro competitivo nas mãos, mas quem é bom por natureza já mostra talento de cara. Foi assim com Ayrton Senna (a histórica corrida de Mônaco em 84) e com Michael Schumacher, que estreou pela Jordan em 1992 e na corrida seguinte já estava na Benetton, pela qual viria a conquistar seus dois primeiros títulos.
Sebastian Vettel, da Red Bull, tem esse pedigree. É piloto vencedor e futuro campeão. Mostrou as credenciais logo ao aparecer na F1. Marcou ponto em sua primeira corrida, quando substituiu Kubica, na BMW, no GP dos EUA, em 2007, e confirmou a categoria ao ocupar o cockpit da Toro Rosso, equipe reserva da RB, com um quato lugar na China. E era apenas a quarta corrida que ele fazia pela equipe, depois de substituir Scot Speed a partir do GP da Hungria.
Em sua primeira temporada completa na Toro Rosso, foi avassalador. Venceu o GP da Itália, em Monza, e terminou o ano em oitavo lugar. À sua frente, apenas as duplas Ferrari, McLaren, BMW e Alonso. A Red Bull tratou de garantí-lo logo para 2009. Com os progressos do carro do mago Adrian Newey, é candidato ao título deste ano.
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1 comentárioUtilizado inicialmente nos carros da Lotus, o efeito-solo era obtido pelo desenho do assoalho do carro, em forma de asa de avião invertida, que criava uma zona de baixa pressão sob ele, colando-o ao chão. As velocidades obtidas nas curvas passaram a ser crescentes e perigosas, o que levou a sua proibição em 1984, depois que outras equipes também exploraram essa vantagem aerodinâmica, valendo-se, sobretudo, das saias laterais. Quem quiser conhecer os detalhes do pioneirismo da Lotus no uso do efeito-solo, há um ótimo título em inglês "Lotus 78-79 - The Ground-Effect Cars", de John Tipler, editora The Crowood Press.
1 comentárioO SpeedBlog está de volta no momento em que a temporada da Fórmula 1 esquenta com as duas vitórias consecutivas da Red Bull, na Inglaterra e na Alemanha, e a ameaça a um título que parecia favas contadas para Jenson Button.
Estaremos aqui e em outros espaços da web com comentários, notícias, histórias e casos da principal categoria do automobilismo mundial. Grato pelas palavras de Estela Craveiro e está dada a largada.
Olá, caros leitores!
É um prazer anunciar que o SpeedBlog está de volta para acompanhar com vocês o campeonato da Fórmula 1, e particularmente a evolução da equipe Ferrari, até o Grande Prêmio do Brasil de 2009. Foi uma honra ter sido convidada pela Cajá Comunicação, a criadora deste blog, para ser a blogueira da edição de estreia, em 2008, e uma satisfação ter realizado aquele trabalho que informou e divertiu tanta gente.
Mas, nesta temporada, estou envolvida com outros projetos, sobre os quais no futuro espero lhes dar notícias, e serei uma leitora, como vocês, que ficarão em boas mãos, com o Mair Pena Neto, a quem estou passando o bastão. Jornalista do Rio de Janeiro, ele cobre automobilismo desde os anos 1980 e, entre outras experiências, foi correspondente do Jornal do Brasil e da Agência Estado em Londres, acompanhando ao vivo todo o campeonato da Fórmula 1.
Desejo tudo de bom a todos e que tenhamos um grande GP do Brasil!
- Estela Craveiro
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