O chefe da Red Bull, Christian Horner, disse à Autosport que Monza é o ponto fraco da equipe na temporada, e que o objetivo no GP da Itália, no próximo dia 12 de setembro é administrar o prejuízo, antes das últimas provas que serão mais à feição do RB6.
McLaren e Ferrari são as favoritas em Monza pela pouca pressão aerodinâmica exigida nas longas retas do circuito italiano, mas o que vem depois é bem favorável à Red Bull. "Cingapura deve ser boa para nós, Japão será bom para nós e a Coréia também nos será favorável. Nós sabemos que Spa e Monza seriam território da McLaren e temos apenas que limitar os danos como fizemos com Mark na Bélgica. O segundo lugar foi um tremendo resultado para nós", disse Horner.
Limitar os danos pode incluir até um pódio, principalmente se chover. "Monza, com certeza, será um duro fim de semana para nós. Mas tivemos um desempenho acima do esperado em Montreal e Valência e estou muito animado pelo que já conquistamos."
AlbertoPq esse excesso de patrulha? Sera que Alonso, Button, Hamilton e até o Massa vão conseguir tirar proveito disso? Essa eu quero ver..Postado às 11:36 do dia 01/09/2010
JoãoMas já jogaram a toalha? E se chover???Postado às 12:36 do dia 31/08/2010
Para alguns especialistas, Vettel perdeu a chance de ser campeão com o novo acidente, em Spa. Foto: Mark Thompson/Getty Images
Sebastian Vettel surgiu na Fórmula 1 como um furacão ao vencer o GP da Itália pela pequena Toro Rosso, em 2008, e no ano seguinte já disputava o título mundial pela Red Bull. Com essas credenciais, começou a atual temporada entre os favoritos e poderia até estar na liderança se não tivesse enfrentado problemas de confiabilidade logo nas primeiras corridas. Com o desenrolar do campeonato e a pressão sofrida dos rivais, principalmente do companheiro de equipe, Mark Webber, Vettel acusou a imaturidade dos seus 23 anos e passou a cometer muitos erros.
Os mais crassos foram no GP da Turquia, quando arruinou a corrida da Red Bull ao forçar ultrapassagem sobre Webber e bater no companheiro de equipe, e agora na Bélgica, quando perdeu o controle do carro e atingiu Jenson Button em cheio, afetando outro concorrente ao título mundial. Os erros de Vettel despertaram reações em grande parte da imprensa e dos especialistas, que acham que ele está jogando fora suas chances de se tornar o mais jovem campeão da história da Fórmula 1.
O jornal italiano La Repubblica disse que Vettel se envolve em acidentes a cada corrida, e que poderia facilmente conquistar o título mundial, "mas certamente não vai". O Corriere della Sera foi na mesma linha, afirmando que Vettel é o "grande perdedor dessa temporada".
O ex-piloto alemão Christian Danner, que correu na F1 na segunda metade dos anos 80, acha que o problema de Vettel é a impaciência para esperar o momento certo para as ultrapassagens, e Niki Lauda diz que o piloto da Red Bull precisa lidar melhor com a pressão. "Nós ainda vamos ver se esse erro [de Spa] lhe custou o título mundial", disse o tricampeão.
O ex-piloto suíço Marc Surer, atual comentarista de televisão, foi mais condescendente com Vettel, e disse que não se pode culpar o jovem piloto alemão por tentar a ultrapassagem. "Dessa vez deu errado, mas você tem que atacar. Ficar seguindo alguém não é o estilo dele e eu gosto disso", disse Surer.
O heptacampeão Michael Schumacher, a quem Vettel é apontado como sucessor, disse que o melhor é esquecer o erro e olhar para frente. "A pior coisa é quando os chamados experts, e eu devo me incluir entre eles, dão a ele toda sorte de conselhos. Ele sabe o que aconteceu e o que poderia ter sido diferente", afirmou Schumacher, acrescentando que ainda falta muito para o fim da temporada.
Não falta tanto assim, apenas seis corridas, mas Vettel realmente tem condições de se recuperar se voltar a vencer, o que não acontece desde o GP da Europa, em junho, e se contar com problemas de seus principais rivais, principalmente Lewis Hamilton e Mark Webber, que já abriram sobre ele vantagem superior à pontuação de uma vitória.
CarolinaVettel é realmente um piloto acima da média, mas acho que ainda falta algo nele.
Concordo o campeonato ainda está em aberto. Tanto Alonso, Vettel e Button ainda estão na disputa. Só que agora eles estão dependendo além de seus bons resultados de contar com o azar dos líderes do campeonato Hamilton e Webber. Vettel está na vantagem porque tem o melhor carro nas mãos.Postado às 14:12 do dia 02/09/2010
Marcelvettel é o novo alvo de criticas da f1.. o que é ironico, pois é uma grande promessa do esporte... ele é mto novo e está sob enorme pressão!Postado às 12:25 do dia 31/08/2010
mas a impulsividade do piloto não anula seu talento... e se ele souber aprender com seus erros ainda vai longePostado às 11:01 do dia 31/08/2010
DiegoVettel precisa crescer! Se ele não consegue se controlar em provas de início de temporada, imagina com a pressão do final. Vai virar "cachorro louco" e sairá fazendo besteiras! aguardem!Postado às 10:59 do dia 31/08/2010
No momento, McLaren e Red Bull encabeçam a disputa, mas tudo pode mudar - Foto: GettyImages
Depois da corrida de ontem, o campeonato da Fórmula 1 parece começar a ganhar forma para as seis últimas corridas do ano. Cerca de dez pilotos continuam com chances de chegar ao título, mas Hamilton, Webber, Vettel, Button e Alonso partem com vantagem conforável para Monza. Massa pode vencer na Itália e Alonso ficar de fora dos dez primeiros que, mesmo assim, o brasileiro não ultrapassa o espanhol.
Entre as equipes, há sim um duelo mais claro entre McLaren e Red Bull. Apenas um ponto separam as duas equipes, que impuseram 79 de vantagem para a Ferrari, que aparece em terceira com mais de 100 pontos de vantagem para a Mercedes.
Postado por Gabriel Schmidt
Veja a situação completa do campeonato nas tabelas abaixo:
O campeão mundial de Fórmula 1 de 2010 tem grandes chances de estar por trás de um destes capacetes. Foto: Paul Gilham/Getty Images
Depois do GP da Bélgica, a tentação é grande de dizer que a disputa do título se transformou num duelo entre Lewis Hamilton e Mark Webber, contrariando as possibilidades matemáticas. Mas se numericamente ainda não é verdade, os dois estão com uma vantagem considerável e haverá a partir de agora uma espécie de marcação homem a homem.
Hamilton e Webber viraram o jogo em relação a seus companheiros de equipe. Vettel e Button começaram melhor na temporada, mas acabaram superados e agora estão bem atrás na classificação. O acidente entre os dois em Spa pode ter selado seus destinos de ver a disputa do título limitada a Webber e Hamilton.
A McLaren falou abertamente que considera Webber o maior adversário na luta pelo campeonato. A opinião da equipe não se baseia apenas no fato de o australiano ser o que está mais próximo de Hamilton, mas, sobretudo, na sua maior consistência em relação a Sebastian Vettel, que está se tornando o rei dos acidentes.
A McLaren garante que continuará tratando os seus pilotos em condição de igualdade e não acredita que a Red Bull irá priorizar Webber a partir de agora. "Eu acho que eles gostam tanto do seu piloto mais novo que duvido que ponham mais peso em Mark", disse Martin Whitmarsh.
Mark Webber sabe dessa predileção por Vettel, demonstrada mais de uma vez ao longo da temporada, e pressiona a equipe com seus bons resultados, Agora com 28 pontos a mais do que Vettel, o australiano afirma que não demorará para a Red Bull definir em quem apostará para chegar a seu primeiro título mundial.
Dependendo do resultado em Monza, um circuito muito mais favorável à McLaren, a Red Bull terá que tomar uma decisão. A característica da McLaren é desenvolver seus carros até a última corrida, e a Red Bull não poderá se dar ao luxo de divdir esforços entre dois pilotos contra uma equipe mais experiente e poderosa.
Vettel não tem maturidade para ganhar este ano. Vai perder para ele mesmo. E Button ainda precisa conquistar mais espaço na McLaren. Está certo que ele é muuuito bom, mas Hamilton é genial.Postado às 10:58 do dia 31/08/2010
César GomesAs pessoas estão se empolgando demais, e esquecendo que o sistema de pontuação mudou. Apenas imagine que na próxima corrida haja algum acidente entre Hamilton e Webber e eles fiquem fora da pontuação. Se Button ficar em primeiro com Vettel em segundo, pronto, tudo embolado outra vez, e essa não é exatamente uma hipótese muito complicada de acontecer...Postado às 12:00 do dia 30/08/2010
Horner: Button freou muito cedo. Fotos: Getty Images
Com o campeonato se aproximando do final e ainda com a possibilidade de que as seis provas que restam se reduzam a cinco, pela incerteza sobre o GP da Coréia, a guerra psicológica será intensa, principalmente entre Red Bull e McLaren e seus pilotos.
O acidente entre Sebastian Vettel e Jenson Button acirrou o conflito, com acusações de parte a parte. O chefe da McLaren, Marin Whitmarsh, disse que o jovem piloto da Red Bull está ganhando o hábito de bater em outros carros e que ainda tem muito o que aprender. Whitmarsh afirmou que um erro como o de Vettel em Spa só se vê nas fórmulas juniores, praticamente desclassificando o alemão como piloto de Fórmula 1.
Christian Horner, chefe da Red Bull, saiu em defesa do seu pupilo, e disse que Button freou mais cedo, Vettel tentou evitar o choque mas perdeu o carro ao frear numa ondulação da pista. O ex-piloto Helmut Marko, consultor esportivo da Red Bull, foi além, e disse que Button estava tão lento que Vettel estava perdendo um segundo por volta para Hamilton.
Horner considerou ainda que Hamilton foi sortudo em Spa por conseguir sair da caixa de brita ao escapar da pista e voltar para vencer a prova. O chefe da Red Bull negou que a equipe vá priorizar Mark Webber, que está a 3 pontos de Hamilton e 28 à frente de Vettel, dizendo que ordens de equipe não são permitidas na Fórmula 1.
A Red Bull, por sinal, está esperançosa de uma punição sobre a Ferrari na reunião do Conselho Mundial da FIA, no dia 8 de setembro, por ordenar uma mudança de posição entre seus pilotos no GP da Alemanha. Vettel foi o terceiro colocado em Hockenheim, e se os dois pilotos da Ferrari forem desclassificados, ele pode ganhar mais 10 pontos. Mas é bom lembrar que nessa hipótese, Hamilton, que foi o quarto colocado, ganharia mais seis pontos; Button, que foi o quinto, ganharia mais cinco, e Webber, o sexto, mais quatro.
A punição à Ferrari não mudaria a atual classificação do campeonato, mas reduziria a distância de Hamilton e Webber para Vettel, reforçando as chances do piloto alemão. Acho que uma punição dessa gravidade à Ferrari pouco provável. Mas considerando que Alonso não foi bem em Spa, e suas chances de chegar ao título são muito remotas, a FIA poderia aproveitar a oportunidade para dar uma certa ordem na casa.
Webber cobra apetite da Red Bull. Foto: Getty Images
A seis corridas do fim do campeonato e com 28 pontos a mais que Sebastian Vettel, Mark Webber acha que em breve a Red Bull terá que definir que piloto priorizar na disputa do título mundial contra a McLaren. As duas equipes mantêm uma política de igualdade de tratamento enquanto houver chances matemáticas, mas poderão ser obrigadas a rever isso caso a disputa se torne um duelo particular entre Webber e Hamilton.
Webber foi bastante claro sobre o assunto quando perguntado na coletiva se a Red Bull deveria favorecê-lo a partir de agora. "A McLaren venceu muitos campeonatos e tem uma boa sala de troféus. A Red Bull também tem uma sala de troféus, mas não tão boa. Eu acho que [a decisão] depende do apetite que nós temos para tentar e fazer isso."
O piloto australiano acha que ainda é cedo para priorizar um piloto, mas que a decisão não tardará.
Hamilton, por sua vez, acredita que a McLaren ainda não está pensando nisso, embora Jenson Button tenha ficado para trás ao não pontuar em Spa. O piloto da Mclaren também refuta que a disputa do título esteja apenas entre ele e Webber.
"Vocês têm visto como as coisas mudam em poucas corridas e existem muitos pontos a serem disputados pelos pilotos que lutam pelo título. Eu acho que o campeonato continua em aberto."
Com o primeiro e o segundo lugares em Spa, Hamilton e Webber deixaram a pressão sobre os rivais na reta final do campeonato. Foto: Paul Gilham/Getty Images
Com o inusitado de três dos cinco candidatos ao título mundial não pontuarem, Lewis Hamilton e Mark Webber abriram uma vantagem importante na reta final do campeonato, com a vitória e o segundo lugar, respectivamente, no tumultuado GP da Bélgica, marcada por chuvas e acidentes.
Contrariando todas as expectativas, que previam a McLaren ainda claudicante em Spa, depois do fiasco nas duas coridas anteriores, a equipe inglesa mostrou uma surpreendente evolução, da qual Hamilton se valeu para conquistar o segundo lugar do grid e assumir a liderança da prova logo na largada, quando o pole Webber teve problemas e caiu para sexta posição. A partir daí, Hamilton dominou toda a corrida, sobrevivendo sem traumas a dois safety car e a uma escapada a nove voltas do final, na curva Rivage, quando foi na brita e por pouco não tocou na barreira de pneus. Como tinha uma vantagem confortável sobre os demais, Hamilton voltou à pista em primeiroe se manteve assim até a bandeirada.
Mark Webber contou com a sorte que costuma acompanhar os campeões. Depois do problema na largada, sua posição natural seria o quinto lugar, atrás de Hamilton, Button, Vettel e Kubica, mas na volta 17 o seu companheiro de Red Bull partiu para o ataque sobre Button, perdeu a traseira do carro e atingiu a McLaren do atual campeão no radiador.Fim da corida para Button e de uma possível dobradinha da McLaren e duas posições de graça para Webber, que subiu para terceiro.
Vettel ainda conseguiu ir aos boxes para trocar o bico do carro, mas pouco depois foi punido com um drive through pelo acidente que provocou. O alemão ainda completou sua desastrada corrida com uma tentativa de ultrapassagem sobre Vitantonio Liuzzi, que terminou com o bico da Force India furando seu pneu traseiro esquerdo. Vettel alcançou os boxes e retornou à pista mais uma vez, mas sua corida estava definitivamente arruinada.
Aí foi a vez de a chuva fazer seu papel. Depois que Hamilton quase bateu na Rivage, foi todo mundo para os boxes calçar pneus intermediários. Robert Kubica entrou mal na sua posição de boxe, quase atingiu os mecânicos e perdeu segundos preciosos. Webber levou vantagem na troca e assumiu o segundo lugar. Kubica foi o terceiro colocado, seguido por Massa, Sutil, Rosberg, Schumacher, Kobayashi, Petrov e Alguersuari.
Fernando Alonso viu sua chances de chegar ao título se reduzirem consideravelmente logo na primeira volta, quando foi atingido por Barrichello na Bus Stop e caiu para a última posição. O espanhol fez uma corrida de recuperação, chegou a entrar na zona de pontuação, mas a seis voltas do fim, quando a chuva apertou, rodou, bateu e ficou com o carro atravessado na pista, o que provocou o ingresso do safety car. Alonso está agora a 41 pontos de Hamilton e sua situação ficou muito difícil.
Com a vitória na Bélgica, Hamilton lidera, com 182 pontos, seguido de perto por Webber, com 179. Vettel é o terceiro, com 151; Button, o quarto, com 147, e Alonso, o quinto, com 141.
Barrichello mal celebrou os 300 GPs, já que abandonou na primeira volta após o toque em Alonso. Foi uma pena, pois largando em sétimo lugar tinha condições de terminar bem a corrida.
O sonho da Red Bull de contar com os motores da Mercedes em 2011 está definitivamente enterrado.Um jornal da Alemanha chegou a noticiar a possibilidade, envolvendo uma troca de motores entre a Red Bull e a Force India. A equipe do energético passaria a usar os motores Mercedes, e a Force India correria com o motor da Renault. Mas a notícia foi desmentida por todas as fontes.
Segundo a publicação alemã, essa troca seria possível eplo atraso de pagamento da Force India pelos motores da Mercedes, mas a escuderia negou qualquer dívida e garantiu que os pagamento estão em dia e assim continuarão. A Mercedes, por sua vez,confirmou que tem contrato com a Force India até o fim de 2012.
O mais interessante da história foi a confirmação por parte do diretor esportivo da Mercedes, Norbert Haug, que a McLaren vetou o fornecimento dos propopulsores alemães à Red Bull. "Nós já teríamos trabalhado com a Red Bull esse ano. Entretanto, nós temos um contrato com a McLaren, que compreensivelmente impôs um veto", disse Haug à TV Sky.
O diretor da Mercedes afirmou que gostaria muito de ver Mark Webber e Vettel pilotando com os motores alemães, mas disse que não é o caso no momento. A McLaren vinha negando ter poder de veto para barrar uma possível negociação entre a Red Bull e a Mercedes, mas agora Huag confirmou que o obstáculo foi mesmo criado pela equipe inglesa.
Com isso, a Red Bull continuará com o motor Renault, possivelmente até 2012, apostando na possibilidade de uma equalização de potência com os da Mercedes e da Ferrari. Mesmo sem o motor mais potente, a Red Bull vem dominando a temporada e tem chances reais de chegar a seu primeiro título mundial.
Uma volta rápida no seco foi o suficiente para que Mark Webber conquistasse o melhor lugar no grid do GP da Bélgica. Foto: Paul Gilham/Getty Images
A loteria com que se transformam os treinos em Spa, com a alternância entre pista seca, úmida e molhada devido à variação climática, favoreceu Mark Webber, que conquistou uma inesperada pole-position, a quinta na temporada, ao cravar um bom tempo em sua primeira tentativa no Q3, antes que começasse a chover.
O líder do campeonato terá a seu lado na primeira fila do grid Lewis Hamilton, que conseguiu seu tempo no final do treino, quando a pista já estava molhada em alguns trechos. Aliás, os dois pilotos da McLaren melhoraram seus tempos em condições adversas, o que revela um avanço no carro até surpreendente, já que a aposta geral era nas Ferraris.
Robert Kubica e Sebastian Vettel dividem a segunda fila com os tempos que fizeram na primeira tentativa, e Jenson Button conquistou a quinta posição no final, empurrando Felipe Massa para o sexto lugar do grid. Rubens Barrichello vai completar 300 grandes prêmios largando de um ótimo sétimo lugar para as condições da Williams, ao lado de Adrian Sutil, que incluiu a Force India no seleto grupo dos top 10.
Nico Hulkenberg é o nono, e Fernando Alonso fecha a quinta fila, depois de uma primeira volta ruim e a tentativa desesperada e infrutífera de melhorar seu tempo com a pista molhada. Para o espanhol que apostava suas fichas nessa corrida para encostar de vez nos líderes, a classificação não foi das melhores, mas tudo pode acontecer em Spa, principalmente se chover, o que é uma real possibilidade.
As duas Mercedes foram eliminadas no Q2, justamente pela Williams de Barrichello e Hulkenberg, que as superaram no final da segunda sessão, quando a pista estava mais seca. Michael Schumacher e Nico Rosberg vão dividir a última fila, já que os dois terão que cumprir punições. Schumacher pela manobra agressiva contra Barrichello no GP da Hungria, e Rosberg por ter trocado a caixa de câmbio antes do treino de hoje.
A primeira sessão foi caótica, com bandeira vermelha logo no início, quando Vitaly Petrov pegou a grama úmida, rodou e bateu na barreira de pneus. O treino ficou interrompido por quatro minutos, e quando foi retomado a chuva caiu novamente. A dois minutos do fim, a pista ficou mais seca e Rosberg, que seria eliminado no Q2 foi o mais rápido.
Essa imprevisibilidade climática é um dos fascínios de Spa, que promete se repetir amanhã, na corrida.
Os tempos: Piloto Equipe Q1 Q2 Q3 1. Webber Red Bull 1m57.352 1m47.253 1m45.778 2. Hamilton McLaren 1m56.706 1m46.211 1m45.863 3. Kubica Renault 1m56.041 1m47.320 1m46.100 4. Vettel Red Bull 1m58.487 1m47.245 1m46.127 5. Button McLaren 1m57.981 1m46.790 1m46.206 6. Massa Ferrari 1m58.323 1m47.322 1m46.314 7. Barrichello Williams 1m55.757 1m47.797 1m46.602 8. Sutil Force India 1m58.730 1m47.292 1m46.659 9. Hulkenberg Williams 1m55.442 1m47.821 1m47.053 10. Alonso Ferrari 1m57.023 1m47.544 1m47.441 11. Schumacher Mercedes 1m56.313 1m47.874 12. Rosberg Mercedes 1m54.826s 1m47.885s 13. Alguersuari Toro Rosso 1m58.944s 1m48.267s 14. Liuzzi Force India 2m01.102s 1m48.680s 15. Buemi Toro Rosso 2m00.386s 1m49.209s 16. Kovalainen Lotus 2m01.343s 1m50.980s 17. Glock Virgin 2m01.316s 1m52.049s 18. Trulli Lotus 2m01.491s 19. Kobayashi Sauber 2m02.284s 20. Senna HRT 2m03.612s 21. Yamamoto HRT 2m03.941s 22. De la Rosa Sauber 2m05.294s 23. Di Grassi Virgin 2m18.754s 24. Petrov Renault sem tempo
Dê uma volta com Mark Webber no belíssimo e super veloz circuito de Spa. Vejam como o simulador da Red Bull oferece uma perfeita sensação da pista,e como as mãos de Webber vibram nas curvas. As longas retas em que os motores funcionam a todo regime podem ser uma desvantagem para a Red Bull, mas Webber está confiante numa boa corrida.
Ferrari é a mais adaptada a exaustores da Red Bull
A Ferrari vem desenvolvendo o sistema de exaustão desde Valência, e em Spa terá o modelo definitivo, o que reforça o seu favoritismo na prova. Foto: Mark Thompson/Getty Images
As asas flexíveis surgiram como o novo assunto da Fórmula 1, mas a maioria das equipes de ponta ainda não resolveu de modo satisfatório a introdução em seus carros do sistema de exaustão mais baixo da Red Bull, que influencia no comportamento do difusor duplo, o mais importante elemento aerodinâmico dos atuais carros da categoria.
Esta foi uma das grandes novidades que a Red Bull trouxe desde o início da temporada, e que as equipes passaram a copiar a partir do GP da Europa, mas sem a mesma eficiência do original. O sistema consiste em direcionar os gases do escapamento através do difusor duplo, contribuindo para uma maior eficiência aerodinâmica da parte traseira do carro.
Mas copiar uma novidade não é tão fácil, pois ela implica uma série de detalhes que não se resolvem de primeira. Para que os gases do escapamento passem através do difusor é preciso criar uma ranhura, o que não é tão simples, porque dependendo da intensidade dos gases da exaustão, o ar nas laterais do difusor se move com maior rapidez, provocando instabilidade.
Outro desafio é como lidar com o calor dos gases do escapamento, que podem chegar a 600 graus centígrados. A alta temperatura provoca danos ao difusor, o que levou algumas equipes a instalar protetores, comprometendo a aerodinâmica. Essas proteções também significam mais peso, o que para a McLaren teria representado cinco quilos adicionais.
A McLaren levou o novo sistema para Silverstone e o abandonou após o treino de sexta-feira. Uma versão melhorada foi utilizada em Hockenheim e em Budapeste, mas não trouxe os ganhos esperados. Só no GP da Bélica a equipe acredita que esteja com o equipamento no ponto para render o que dele se espera. Ou seja, a McLaren precisou de três corridas para acertar o sistema, nas quais perdeu 38 pontos para a Red Bull.
A Mercedes enfrentou problemas semelhantes, embora tenha optado por uma evolução em etapas. A equipe alemã começou a testar o sistema de exaustão antes da McLaren, no GP da Europa, em Valência, e chegou a Hockenheim com o equipamento completo, mas os efeitos do aquecimento foram tão violentos que ela teve que recuar e trabalhar no desenvolvimento de materiais para proteger o difusor do calor excessivo.
A Renault também penou com os escapamentos mais baixos e levou três corridas para acertá-los. Só na Hungria os pilotos consideraram que o carro recuperou a eficiência que mostrara no início da temporada, o que levou o russo Vitaly Petrov a um inédito quinto lugar.
Apenas a Ferrari conseguiu desenvolver a contento o novo equipamento, o que explica a sua recuperação nas últimas corridas. A escuderia italiana acertou de cara no uso do novo sistema, que levou para Valência, e os resultados só não apareceram antes por circunstâncias excepcionais nos GPs da Europa e da Inglaterra. Fernando Alonso venceu na Alemanha e foi segundo colocado na Hungria, o que o incluiu entre os cinco pilotos em condições de conquistar o título mundial.
Apesar do sucesso, o sistema da Ferrari ainda não está completo, e o modelo definitivo será levado para Spa. Se funcionar, Alonso poderá lutar por nova vitória. O GP da Bélgica foi a única corrida vencida pela Ferrari ano passado, quando não tinha um carro tão bom quanto o atual.
McLaren precisa de algo mais para se manter no páreo
Hamilton abandonou na Hungria e pode ter dificuldades em Spa se a McLaren não evoluir o carro. Foto: Mark Thompson/Getty Images
Depois de ter liderado o Mundial de pilotos e construtores por um bom tempo, a McLaren foi superada pela Red Bull nas duas competições, e diante de um cenário não tão favorável nas corridas que restam terá que ser muito inventiva para manter as esperanças de chegar ao título.
A Red Bull tem a liderança e o carro mais rápido, embora Lewis Hamilton esteja apenas quatro pontos atrás de Mark Webber. Martin Whitmarsh, o chefe da McLaren,afirmou que a equipe terá que ser muito criativa para extrair algo mais do carro.
A McLaren vem trabalhando no assoalho desenvolvido pela Red Bull, com os escapamentos mais baixos para aproveitar os gases através do difusor duplo, mas ainda não obteve o sucesso. Whitmarsh disse que o projeto continua, mas que os engenheiros precisam encontrar algo novo no desenvolvimento do MP4-25.
A Red Bull deu um salto qualitativo com a nova asa dianteira flexível, e apesar de a FIA prometer testes mais rigorosos sobre as asas em Spa, a expectativa é que o equipamento seja aprovado. Whitmarsh deu a entender que a McLaren tem uma visão diferente sobre o regulamento e não concorda com a nova peça da Red Bull.
"A FIA precisa esclarecer essas coisas. Se o esclarecimento não vem, nós também podemos ser muito inventivos e criativos", disse ele à italiana Autosporint.
A queixa parece choro de Whitmarsh. A McLaren também trouxe novidades controversas, como a asa-duto, que significa intervenção do piloto na aerodinâmica do carro. O fato é que a Red Bull construiu um carro mais eficiente, e se não fosse por seus próprios problemas estaria com uma vantagem bem maior na liderança.
A título de curiosidade, pela pontuação usada até o ano passado, Hamilton ainda estaria dois pontos à frente de Webber, embora o piloto da Red Bull tenha o dobro de vitórias.
LeonA McLaren ainda tem chances, eu acho. O Button já era, mas Hamilton é um bom piloto embora o carro seja pior que o da Ferrari e da Red Bull. Spa vai dar uma direção pro que vai rolar!! Postado às 14:16 do dia 19/08/2010
Dennisquem diria, tanto tempo liderando o campeonato e agora acuada pela RBR e Ferrari! achei a polemica da flexibilidade da asa meio desnecessaria, claramente chororô da MclarenPostado às 11:47 do dia 19/08/2010
O RB6, aqui com Webber, é favorito em Cingapura, Suzuka e Coréia. Se não cometer erros, a Red Bull chega ao primeiro título mundial. Foto: Paul Gilham/Getty Images
A revista alemã Auto Motor und Sport fez um interessante exercício sobre as possibilidades das três principais equipes nas sete provas que restam para o fim do campeonato, e concluiu que a Red Bull leva ligeira vantagem sobre as adversárias, com a Ferrari se aproximando na reta final e a McLaren com mais dificuldades.
O trunfo da Red Bull é, naturalmente, o mais equilibrado carro do grid, que só não teve chances de vencer em Xangai e Montreal. Das sete provas que faltam, a Red Bull levaria a melhor em três: Cingapura, Suzuka e Coréia. A Ferrari é a favorita para as próximas duas corridas, em Spa e Monza, e também séria candidata à vitória em Abu Dhabi. Para a McLaren, restaria apenas Interlagos, o que reduz o favoritismo de seus pilotos.
Com a vantagem que construiu nos primeiros dois terços do campeonato e com o melhor carro do grid, a Red Bull parece caminhar para o seu primeiro título na Fórmula 1, que só seria perdido por erros táticos ou quebras inesperadas. O tempo parece muito curto para que Ferrari ou McLaren tirem alguma novidade surpreendente da cartola para virar o jogo a seu favor.
Vamos à análise de cada circuito que falta e a previsão da publicação alemã:
Spa - O circuito belga poderia ser comparado a Montreal. A montanha russa nas Ardenas pede uma pressão aerodinâmica média. Normalmente, quanto menos pressão é exigida, menor é a vantagem da Red Bull, como se viu no Canadá. Ano passado, o melhor que a equipe conseguiu foi um terceiro lugar com Sebastian Vettel. Christian Horner já admitiu que o carro da Red Bull perde na descida da Eau Rouge e nas retas longas. Como foram bem em Montreal, Ferrari e McLaren tendem a repetir o desempenho. A Ferrari leva vantagem pelo maior domínio do novo difusor, que aproveita os gases do escapamento, enquanto a McLaren ainda não se acertou com o sistema.
Previsão: 1 Ferrari; 2 Red Bull; 3 McLaren
Monza - O parque de diversões da Ferrari. Não apenas por ser a corrida em casa, mas pelo pacote aerodinâmico único que o circuito mais rápido da Fórmula 1 exige. Os carros da Ferrari são rápidos na reta, bons nas freadas e têm excelente tração. Tudo que se precisa em Monza. A McLaren pode confiar totalmente na asa-duto para ganhar mais velocidade final nas retas e na potência do motor Mercedes. A Red Bull tende a sofrer com a deficiência do V8 da Renault e por ter a asa-duto menos desenvolvida.
Previsão: 1 Ferrari; 2 McLaren; 3 Red Bull
Cingapura - Ondulado, lento e de pouca aderência como Mônaco. Os carros andam com o máximo possível de asa. Vantagem total para a Red Bull. Nenhum outro carro tem um pacote tão efetivo com máxima pressão aerodinâmica. Nenhum carro é tão bom sobre ondulações e zebras. A McLaren tem um ponto fraco nesse tipo de circuito. A vitória de Lewis Hamilton ano passado foi enganadora. A janela aerodinâmica no atual carro é muito pequena para elevar tanto a pressão sem comprometer outros aspectos. Mônaco e Budapeste comprovam isso. A Ferrari deve se sair melhor. Os carros vermelhos se adaptam bem ao freia-acelera que caracteriza a pista.
Previsão: 1 Red Bull; 2 Ferrari; 3 McLaren
Suzuka - Uma pista ao feitio da Red Bull. O domínio de Vettel ano passado comprova isso. As curvas longas e suaves do primeiro setor devem dar uma vantagem considerável aos seus carros, algo como dois ou três décimos. Nas curvas de média e alta velocidade, a McLaren tende a ser ligeiramente superior à Ferrari desde que a equipe tenha a questão do difusor sob controle. A asa-duto também será um elemento favorável à McLaren.
Previsão: 1 Red Bull; 2 Mclaren; 3 Ferrari
Coréia - A grande incógnita na decisão do título, já que o circuito será utilizado pela primeira vez. O desenho da pista mostra três longas retas, uma delas com 1.250 metros. Bom para a McLaren. As retas são interrompidas por curvas fechadas. Muita freada e aceleração. Bom para a Ferrari. A segunda metade do circuito de 5,6 km consiste de uma sequência de 14 curvas, cujas velocidades variam de 105 a 280 km/h. Esse trecho é muito parecido com Hungaroring. Bom para a Red Bull. No conjunto, o circuito coreano se assemelha ao de Istambul. A tendência é de uma corrida muito disputada com foi o GP da Turquia.
Previsão: 1 Red Bull e McLaren; 3 Ferrari
Interlagos - Corrida difícil de planejar porque o clima é imprevisível. A chuva sempre aparece quando ela pode ser decisiva. Em condições normais de pista seca, a McLaren deverá ter uma ligeira vantagem. O percentual de retas é maior que o de curvas. A Red Bull será imbatível no miolo do circuito, mas a longa subida para a reta dos boxes é mortal para o RB6. A McLaren também se sai bem nas curvas lentas do miolo, onde a Ferrari não enfrenta problemas. O clima e a estratégia decidirão essa corrida.
Previsão: 1 McLaren; 2 Red Bull; 3 Ferrari
Abu Dhabi - Curvas de verdade não existem em Abu Dhabi. O que há são três longas retas e muitas freadas fortes. Isso contribui coma Ferrari. A Red Bull ganhou ano passado, beneficiada pelo abandono de Hamilton, mas o carro da McLaren tinha a ajuda do Kers e tração melhor que o atual. Isso pode ser um sério prejuízo para a McLaren.
J. MarazzoQue acabe logo esse intervalo, pelo amor!! Gostei das análises e estou particularmente animado com Monza e Coréia (que é novidade)Postado às 11:51 do dia 19/08/2010
Horner sabe que Red Bull perde nos trechos de alta. Foto: Getty Images
Os Grandes Prêmios da Bélgica e da Itália serão a grande oportunidade de Ferrari e McLaren desafiarem a supremacia da Red Bull. As duas pistas de alta não são as que se encaixam melhor ao carro da equipe do energético, muito mais eficiente em circuitos de alta pressão aerodinâmica.
Em Spa e Monza, os carros da Fórmula 1 andam com pouca asa, e o chefe da Red Bull, Christian Horner, está preocupado com os trechos de alta. Segundo comentou a Auto Motor und Sport, seus pilotos terão que buscar tempo nas curvas do segundo setor, onde o carro tende a ser melhor que todos os demais. "Na descida da Eau Rouge, na longa reta e na volta à linha de largada nós vamos perder", afirmou.
Outro ponto crítico para a Red Bull nestes dois circuitos é o motor Renault, que perde em potência para o motor Ferrari e para os motores Mercedes, que também equipam a McLaren e a Force India, que foi a surpresa ano passado em Spa e Monza.
Diria que a Ferrari, particularmente, pode se sair bem dessas duas corridas. Com o carro em franca progressão e já adaptado ao sistema de exaustão mais baixo lançado pela Red Bull, os carros vermelhos podem equilibrar o jogo e deixar Alonso bem mais perto de Webber e Vettel. A McLaren periga sair destas duas etapas em terceiro lugar, a não ser que consiga algo de extraordinário no pouco tempo que terá para trabalhar o carro. A equipe inglesa, por sinal, já reabriu sua fábrica ontem e o piloto de testes Gary Paffett começou a trabalhar no simulador.
Berger atribui sucesso a Adrian Newey. Foto: Getty Images
Embora previsões sejam sempre arriscadas na Fórmula 1, principalmente quando a disputa é acirrada como na atual temporada, o ex-piloto Gerhard Berger acredita que a Red Bull está a caminho do seu primeiro título mundial e de um domínio que poderá se manter por muitos anos.
E a razão para esse sucesso tem nome e sobrenome: Adrian Newey. Berger conta que aconselhou Dietrich Mateschitz, seu compatriota austríaco e dono da Red Bull, a contratar Adrian Newey e que chegou a ficar tenso com a falta de resultados logo após a chegada do projetista, o que, em sua opinião, se deveu ao fato de Newey ficar envolvido com questões gerenciais.
"Desde que ele se concentrou em sua especialidade, ele demonstrou que está numa categoria à parte", afirmou Berger à Auto Motor und Sport, acrescentando que os pilotos da Red Bull podem cometer erros que eles continuam à frente.
"Aerodinâmica é agora a força vital de um carro de Fórmula 1. É por isso que eu vejo a Red Bull à frente pelos próximos anos."
Na Fórmula 1 nada é tão previsível assim, mas é indiscutível que a Red Bull tem a melhor chance de conquistar o título desse ano. O RB6 tem se mostrado eficiente em todo tipo de circuito, e se Mark Webber e Sebastian Vettel não se envolverem em acidentes estarão sempre entre os primeiros colocados.
Horner acha que o RB6 atende os critérios do regulamento e não precisará ser modificado, e Webber já sonha com vitórias em Spa e Suzuka. Foto: Mark Thompson/Getty Images
Principal alvo de acusação das outras equipes, a Red Bull não está nem um pocuo preocupada com o novo teste de carga que a FIA irá fazer antes do GP da Bélgica para verificar a flexibilidade das asas dianteiras de todos os carros.
Red Bull e Ferrari foram acusadas de terem seus carros andando muito baixo em alta velocidade, o que se daria por uma flexibilidade além do legal em suas asas dianteiras. A FIA nada encontrou de ilegal nas últimas duas corridas, mas decidiu reforçar o teste antes da corrida em Spa.
Christian Horner, o chefe da Red Bull, disse que a correpsondência que recebeu da FIA sobre o teste o leva a crer que o RB6 atende os critérios do regulamento e que não será necessário nenhuma modificação no carro.
Com o aumento da carga de teste, que passaria de 50kg para 100kg sobre os end plates das asas dianteiras, a expectativa era de que todas as equipes precisassem reforçar seus equipamentos. Se a Red Bull realmente não precisar fazer isso, sua vantagem pode se tornar ainda maior.
Mark Webber já disse que os adversários devem parar de buscar ilegalidades no carro, capaz de se adaptar bem a qualquer tipo de circuito. Em gravação no site da Red Bull, o atual líder do campeonato falou em possíveis vitórias em Spa e Suzuka, o que o deixaria bem perto de seu primeiro título mundial.
JuanTão procurando tomada em nariz de porco..... com um projetista como Newey é claro que Webber não tem porque se preocupar.Postado às 14:39 do dia 06/08/2010
A suspeita agora é de que não apenas a asa dianteira, mas toda a parte frontal e até o assoalho do RB6 sejam flexíveis. Foto: Clive Mason/Getty Images
Todo tipo de suspeita já foi levantada sobre a Red Bull, e a última é que não apenas a asa dianteira, mas toda a parte frontal e até o assoalho do RB6 seriam flexíveis, o que explicaria a tremenda vantagem que o carro da equipe do energético leva sobre os concorrentes.
Jenson Button teria comentado na Hungria que não seria só a asa do carro da Red Bull que flexionaria, e uma observação mais detalhada das fotos feitas na Alemanha e na Hungria parece mostrar que todo o bico do carro, e não apenas a asa dianteira e suas extremidades, está bem mais próximo do chão do que o de qualquer equipe, incluindo a Ferrari, sobre a qual também foram levantadas suspeitas de estra freindo o regulamento com o uso de partes móveis.
Outra teoria é que a parte dianteira do assoalho do carro se curva em direção ao chão, enquanto a traseira se eleva. A flexibilidade da parte traseira teria um efeito radical sobre a altura da asa dianteira. O piloto inglês e comentarista da rádio BBC, Anthony Davidson disse ter ouvido todo tipo de comentário sobre o carro da Red Bull, inclusive assoalhos flexíveis.
Me parece pouco provável que a Red Bull tenha conseguido tanto sem que nada fosse percebido pelos comissários da FIA que verificam os carros a cada corrida e têm estado particularmente atentos ao RB6 diante das inúmeras suspeitas levantadas sobre ele. O novo teste de carga a ser feito em Spa poderá esclarecer ou enterrar de vez essa questão.
J. MarazzoEu nao sei pra que tanta rigidez nesse regulamento da FIA. Espero que nao de em nada isso, os bólidos tem mais é que evoluir e serem mais rapidosPostado às 10:18 do dia 05/08/2010
Webber é o campeão da primeira fase do campeonato, encerrada na Hungria, e larga fortalecido para as sete provas finais. Foto: Mark Thompson/Getty Images
Reproduzo a coluna que escrevi para o jornal "Campeão", após o GP da Hungria, que traça um cenário do atual estágio das equipes e da disputa na reta final do campeonato, que está limitada a cinco pilotos. As sete provas finais serão uma guerra de nervos e o psicológico conta muito. Diria que nesse momento, Mark Webber e Fernando Alonso são os pilotos mais bem preparados psicologicamente. Mas só poderemos saber mesmo disso quando os carros voltarem a andar, em Spa, a partir do dia 27.
Webber com sorte de campeão A sorte costuma ajudar os campeões e ela esteve ao lado de Mark Webber no Grande Prêmio da Hungria, o que lhe garantiu a vitória e a liderança do campeonato, com 161 pontos. Webber termina à frente do que podemos chamar de primeira fase do campeonato, que teve 12 corridas disputadas. A Fórmula 1 faz agora um intervalo de três semanas e volta para as sete provas finais. A liderança de Webber nessa primeira etapa é mais do que merecida. O piloto australiano venceu quatro corridas (Espanha, Mônaco, Inglaterra e Hungria), enquanto seus quatro adversários diretos venceram duas corridas cada um. Lewis Hamilton, o segundo colocado no campeonato, com 157 pontos, venceu na Turquia e no Canadá; Sebastian Vettel, o terceiro, com 151 pontos, ganhou na Malásia e em Valência; Jenson Button, quarto colocado, com 147 pontos, foi o primeiro na Austrália e na China, e Fernando Alonso, o quinto, com 141 pontos, chegou na frente no Bahrein e na Alemanha. O campeão sairá de um desses cinco pilotos, e o favoritismo está com a dupla da Red Bull. Desde a primeira etapa do campeonato, o carro da equipe do energético é o mais rápido do grid, e foi o único que se manteve o tempo todo no páreo. A Ferrari venceu a primeira corrida, mas foi logo superada pela McLaren e durante um bom tempo esteve no mesmo nível de Renault e Mercedes. A recuperação da equipe italiana veio nas últimas duas corridas, mas em Hungaroring ficou evidente que ela continua bem atrás da Red Bull. Fernando Alonso disse que a corrida de ontem serviu como alerta para a necessidade de a Ferrari extrair mais velocidade do F10, ainda mais que o campeonato será retomado com as duas provas mais velozes da temporada, em Spa-Francorchamps, na Bélgica, e em Monza, na Itália. A McLaren, mesmo sem nunca ter atingido o mesmo nível da Red Bull, foi quem mais se aproveitou dos problemas de confiabilidade que a equipe do energético teve no início da temporada e dos conflitos entre seus pilotos, e por pouco não fecha essa primeira etapa na liderança de pilotos e construtores. Com as espetaculares corridas de Hamilton e a consistência de Button, a McLaren manteve o domínio das duas competições até ontem, quando perdeu a ponta entre os construtores por apenas oito pontos, e Hamilton foi ultrapassado por Webber, por quatro pontos. O problema da McLaren foi a grande aposta feita pela equipe no desenvolvimento levado para o GP da Inglaterra, e que não deu certo. De lá para cá, ela foi ultrapassada pela Ferrari e ficou ainda mais distante da Red Bull. Hamilton até poderia ter terminado essa primeira fase na liderança se não tivesse abandonado o GP da Hungria com problemas no câmbio. Para o piloto inglês foi o problema errado na hora errada. Mark Webber não tem nada com isso e também entra no período de descanso como o piloto mais constante. Só deixou de pontuar em uma prova, o GP da Europa, em Valência. Button também só não marcou uma vez, em Mônaco, mas perde de 4 a 2 no número de vitórias.
AlbertoLembro quando as declarações confiantes de Alonso, mais pro início do campeonato, pareciam distantes da realidade. Apesar da falta de carisma, o espanhol é muito competitivo. A McLaren acabou comendo poeira com os desenvolvimentos tecnologicos do carro... esse intervalo vai passar arrastaaado.. Abs!Postado às 14:24 do dia 04/08/2010
A Ferrari terá que reforçar sua asa dianteira para suportar o novo teste da FIA, mas garante que não perde competitividade. Foto: Clive Mason/Getty Images
As reclamações contra a asa dianteira flexível da Red Bull e da Ferrari vão se voltar contra todas as equipes. É que com a decisão da FIA de dobrar a carga utilizada para verificar a curvatura da asa, todo mundo será obrigado a reforçar a rigidez da peça aerodinâmica antyes do Grande Prêmio da Bélgica, no fim do mês.
Fotografias e imagens durante as duas últimas corridas mostraram que a asa dianteira da Red Bull, e a da Ferrari em extensão menor, se curvam em direção ao chão, o que contraria norma do regulamento técnico que estabelece que qualquer apêndice do carro deve ser rigidamente fixado a ele e se manter imóvel. A FIA testou as duas asas e não encontrou nenhuma flexibilidade superior a 10 milímetros sob pesos de 50 kg nos end plates.
Mas diante da continuação das queixas, decidiu reforçar o teste em Spa-Francorchamps, e as asas dianteiras de topdas as equipes terão que suportar pesos de 100 kg nos end plates com curvatura máxima de 20 milímetros. O jornal italiano La Stampa, com base em fontes anônimas, disse que quase todas as equipes terão que ajustar o atual desenho de suas asas dianteiras para passar no teste.
Uma fonte da Ferrari disse ao jornal que a equipe terá que se adaptar ao teste, mas que isso não afetará a sua competitividade. Até ontem, dia em que as equipes foram obrigadas a fechar suas instalações, Fernando Alonso estava trabalhando um novo pacote aerodinâmico no simulador, o que já pode incluir uma asa dianteira reforçada.
Os adversários insistem que os end plates da asa dianteira da Red Bull e da Ferrari se curvam em alta velocidade. Foto: Paul Gilham/Getty Images
Os protestos contra o que seria uma flexibilidade não permitida na asa dianteira dos carros da Red Bull e da Ferrari voltaram a acontecer e a FIA deve fazer novos testes, mais rigorosos, durante o fim de semana do GP da Bélgica.
Diante de uma solicitação da McLaren e da Mercedes sobre a legalidade dos carros rivais, a FIA testou as asas antes dos grandes prêmios da Alemanha e da Hungria, e liberou a sua utlização.
McLaren e Mercedes alegam que a asa dianteira usada pela Red Bull e pela Ferrari se flexiona sob alta velocidade, aproximando suas extremidades (end plates) do solo, o que aumenta a pressão aerodinâmica do carro.
Acredita-se que o teste feito pela FIA consiste em colocar pesos de 50 Kg sobre os end plates , com a tolerância de uma flexibilidade máxima de 10 milímetros. O novo teste dobraria a força exercida, o que pode levar Red Bull e Ferrari a modificarem as asas dianteiras antes do GP da Bélgica.
Embora as asas tenham passado no teste, existe um artigo do regulamento técnico (3.15) que diz que qualquer apêndice do carro deve ser rigidamente fixado a ele e se manter imóvel. A regra ainda afirma que qualquer peça desenhada para reduzir a distância entre a parte principal do carro e o chão é proibida sob qualquer circunstância.
Com o domínio da Red Bull desde o início da temporada, as equipes rivais estão sempre tentando encontrar algo de ilegal que possa explicar sua vantagem. A FIA já foi instada a examinar os carros da escuderia do energético pela suspeita de que ela usava algum tipo de suspensão ativa, mas nada de irregular foi encontrado.
Webber é festejado pela equipe ao conquistar sua quarta vitória no ano, que lhe valeu a liderança do campeonato. Foto: Clive Mason/Getty Images
Um safety car e um drive through para Vettel mudaram a ordem natural do que seria o GP da Hungria, e Mark Webber foi o vencedor, retomando a liderança do Mundial de pilotos. A Fórmula 1 faz uma pausa de três semanas e Webber é o líder merecido dessa primeira fase, com quatro vitórias contra duas de cada um dos pilotos que disputam com ele o título desse ano.
Webber perdeu o segundo lugar que tinha na largada para Fernando Alonso, enquanto Vettel manteve a liderança. Felipe Massa sutentou a quarta posição, e Lewis Hamilton foi ultrapassado por Petrova na largada, mas recuperou a quinta pósição logo na segunda volta.
Com a dificuldade de ultrapassagens em Hungaroring, a classificação tenderia a se manter assim pelo menos até a rodada de troca de pneus. Mas na 15ª volta, o safety car entrou na pista para recolher pedaços de carros, e enquanto todo mundo correu para trocar pneus, Webber se manteve na pista com os supermacios.
Vettel que já ia passando da entrada do pit lane quando surgiu o aviso de safety car, jogou o carro sobre a zebra e conseguiu ser o primeiro a entrar nos boxes. Hamilton ganhou o quarto lugar de Massa na troca, e uma série de incidentes mudou a classificação do quinto lugar para trás.
Ao sair dos boxes após seu pit stop, Kubica atingiu a Force India de Sutil, o que acabou lhe custando um stop and go de 10s, que o tirou da zona de pontuação. Nico Rosberg prdeu o pneu trasieor direito e abandonou.
Depois da confusão toda, a corrida normalizou, mas na 24ª volta, Hamilton abandonou com suspeita de falha no câmbio. Logo em seguida, a direção da prova comunicou que o carro de Vettel estava sob investigação por ter excedido a distância máxima de 10 carros para Webber, enquanto seguiam o safety car. Vettel deixara a distância para que Webber ganhasse vantagem e, quem sabe, voltasse à frente de Alonso após sua parada.
Vettel foi punido com um drive through e voltou em terceiro, atrás de Alonso. A corrida parecia se desenhar a favor da Ferrari, já que Webber teria que parar obrigatoriamente. Só que o australiano se valeu do equilíbrio do carro da Red Bull para ir progresivamente aumentando sua vantagem sobre Alonso até alcançar uma distância de mais de 23 segundos, o que lhe permitiu fazer a troca e voltar na liderança.
Daí até o fim, cada um administrou sua corrida, e Vettel, mesmo mais rápido do que Alonso não conseguiu ultrapassar a Ferrari. Rubens Barrichello, que também não trocou pneus quando o safety car entrou e ficou muito tempo na quinta posição, só parou na volta 56, o que o deixou em 11º lugar.
O brasileiro acabou sendo responsável pela melhor disputa da corrida, partindo para cima de Schumacher e conseguindo a ultrapassagem a quatro voltas do final. Barrichello colocou carro por dentro na reta dos boxes, e Schumacher o espremeu contra o muro do pit lane, por pouco não causando um acidente. A manobra perigosa de Schumacher ficou de ser investigada pelos comissários.
Alonso sabe que sua única chance na Hungria é conseguir ultrapassar Vettel na largada. Foto: Mark Thompson/Getty Images
Fernando Alonso sabe que só tem uma chance de conseguir algo melhor do que o terceiro lugar no GP da Hungria. Conquistar alguma posição na largada ou no máximo na primeira volta, já que ultrapassar em Hungaroring é virtualmente impossível.
Na coletiva após o treino que definiu o grid, o espanhol reconheceu a superioridade da Red Bull e disse que a largada será crucial. "A largada, a primeira curva e a primeira volta representam 60 a 70% do resultado final da corrida", comentou Alonso.
O piloto da Ferrari pode se beneficiar de uma disputa entre os pilotos da Red Bull, que largam na primeira fila. Nas últimas duas coridas, Vettel não aproveitou a pole e se preocupou mais em atacar quem largava em segundo lugar. Na Inglaterra, ele espremeu Vettel contra o muro e na Alemanha fez o mesmo com Alonso. Nasduas vezes, perdeu a liderança e até algumas posições. Se Webber fizer uma boa largada e Vettel tentar contê-lo, Alonso poderá se beneficiar.
Essa é a única hipótese real, já que Vettel considerou o carro "maravilhoso" na Hungria e tem o lado limpo da pista para manter sua posição sem maiores problemas. Webber, que larga a seu lado, também jogará suas cartas na largada e acha que depois da primeira volta a corrida tende a se tornar monótona, já que as chances de ultrapassagens são remotas.
Vettel mostra quem é o mais rápido depois de fazer sua sétima pole na temporada, a quarta consecutiva. Foto: Clive Mason/Getty Images
Sebastian Vettel praticamente humilhou o resto do grid da Fórmula 1 ao conquistar em Hungaroring a quarta pole-position consecutiva, colocar quase meio segundo sobre o companheiro de Red Bull e mais de um segundo sobre as outras equipes de ponta.
A Red Bull dominou totalmente os treinos na Hungria e só perde a corrida de amanhã se houver alguma trapalhada entre seus pilotos na largada ou algum problema de confiabilidade. Hungaroring praticamente não tem pontos de ultrapassagens, e Vettel e Webber tendem a abrir vantagem desde o início, já que são bem mais rápdos d que qualquer outro piloto neste circuito.
Vettel conquistou sua sétima pole-position do ano, a 11ª da Red Bull, com uma volta voadora na metade do Q3, e ao entrar na casa de 1m18s mostrou que dificilmente seria alcançado. O único que poderia ameaçá-lo seria Webber, que fora o mais rápido no Q2, mas o australiano errou em sua primeira tentativa e depois só conseguiu chegar a 0,418s do companheiro de equipe.
A Ferrari, que esperava estar no mesmo nível da Red Bull nessa pista, fez o que pode, classificando seus carros na segunda fila. Alonso foi o único piloto, fora os da Red Bull, a baixar de 1m20s.
Lewis Hamilton fez o quinto tempo, confirmando que a McLaren passou a ser a terceira força do campeonato no momento, e Jenson Button sequer passou para o Q3 e vai largar na 11ª posição.
Nico Rosberg classificou a Mercedes em sexto lugar e foi mais uma vez muito superior a SChumacher, que ficou no Q2, na 14ª posição. A Renault classificou seus carros naquarta fila, com a surpresa de Vitaly Petrov pela primeira vez à frente de Robert Kubica.
Pedro de La Rosa, da Sauber, e Nico Hulnberg, da Williams, completaram os 10 primeiros do grid. Rubens Barrichello desa vez não conseguiu chegar ao Q3 e queixou-se de tráfego e de não ter conseguido aquecer devidamente os pneus. Vai largar na 12ª posição, ao lado de Jenson Button.
Os tempos: Pos Piloto Equipe Q1 Q2 Q3 1. Vettel Red Bull 1:20.417 1:19.573 1:18.773 2. Webber Red Bull 1:21.132 1:19.531 1:19.184 3. Alonso Ferrari 1:21.278 1:20.237 1:19.987 4. Massa Ferrari 1:21.299 1:20.857 1:20.331 5. Hamilton McLaren 1:21.455 1:20.877 1:20.499 6. Rosberg Mercedes 1:21.212 1:20.811 1:21.082 7. Petrov Renault 1:21.558 1:20.797 1:21.229 8. Kubica Renault 1:21.159 1:20.867 1:21.328 9. De la Rosa Sauber 1:21.891 1:21.273 1:21.411 10. Hulkenberg Williams 1:21.598 1:21.275 1:21.710 11. Button McLaren 1:21.422 1:21.292 12. Barrichello Williams 1:21.478 1:21.331 13. Sutil Force India 1:22.080 1:21.517 14. Schumacher Mercedes 1:21.840 1:21.630 15. Buemi Toro Rosso 1:21.982 1:21.897 16. Liuzzi Force India 1:21.789 1:21.927 17. Alguersuari Toro Rosso1:21.978 1:21.998 18. Kobayashi Sauber 1:22.222 19. Glock Virgin 1:24.050 20. Kovalainen Lotus 1:24.120 21. Trulli Lotus 1:24.199 22. Di Grassi Virgin 1:25.118 23. Senna HRT 1:26.391 24. Yamamoto HRT 1:26.453
Nesse último fim de semana sem corrida, a Fórmula 1 andou se exibindo pelas ruas do mundo. Vejam os dois vídeos, com Sebastian Vettel em sua cidade natal, Heppenheim, e Jenson Button e Vitaly Petrov andando nas ruas de Moscou.
Vettel levou 120 mil pessoas às ruas de Heppenheim para vê-lo andando em ruas de paralelepípedo, entre cafés, numa daquelas ações promocionais que só a Red Bull sabe fazer. Já Button e Petrov atuaram para promover um futuro GP da Rússia, que seria disputado em 2012. Os dois pilotos andam pelo Kremlin e Petrov usa uma Renault com lugar para dois caronas. Quem será que foram os felizardos?
Webber jogou como estrategista. Foto: Getty Images
O conflito interno na Red Bull fica difícil de administrar quanto mais as partes dão declarações que possibilitam diferentes interpretações. Quando os ânimos pareciam se acalmar, inclusive com Mark Webber afirmando ter se excedido nos comentários em Silverstone, Christian Horner volta à tona afirmando que a aposta de longo prazo da equipe é em Vettel.
"Mark tem mais um, dois, no máximo três anos, enquanto com Sebastian nós temos dez, onde doze anos pela frente. Então, quando falamos do futuro, é Sebastian que permanecerá mais tempo com a equipe", disse Horner à revista alemã Focus.
A declaração faz sentido, mas não precisava ter sido feita nesse momento. Fica cada vez mais evidente a predileção de Horner por Vettel, o que Webber percebeu bem e explicitou para o mundo saber, em Silverstone.
Webber acabou fazendo uma jogada de mestre ao lavar a roupa suja em público, pois obrigou a equipe a afirmar, também publicamente, que não tinha predileções e dar uma explicação da entrega da nova asa dianteira para Vettel. Com o argumento de que o motivo foi a melhor colocação de Vettel no campeonato, Webber pode, agora, pleitear a vantagem em situação semelhante, já que passou à frente.
Mais ainda, Webber conseguiu que o dono da Red Bull, o milionário aiustríaco Dieter Mateschitz, viesse a público dizer que não há primeiro piloto na sua equipe e que os dois devem ser tratados igualmente mesmo sob o risco de que tal política custe o título mundial.
Nelson TavaresEsse povo está precisando de um media training... Cada um vai a público falar uma coisa. A predileção é óbvia, daí me vem o dono da Red Bull dizer que não há??? A que campeonato ele está assistindo?Postado às 11:06 do dia 19/07/2010
Dennismais uma trapalhada da Red Bull.... tentou justificar e acabou se complicando mais... dá até pra concordar com o que ele disse, mas não poderia ser num momento mais inapropriado!!Postado às 10:57 do dia 19/07/2010
Mark Webber soltou nota oficial dizendo que a polêmica em torno do privilégio a Vettel no uso das novas asas dianteiras em Silverstone está encerrada.
Foi o blá-blá-blá de sempre. Que a decisão da equipe seguiu uma determinada lógica, que seus comentários foram feitos no calor da hora, que a Fórmula 1 é muito competitiva e gera desabafos, que a amizade com Christian Horner está mantida e que Sebastian Vettel é um cara legal.
Enfim, a mensagem protocolar para que a vida da equipe siga em frente como se nada tivesse acontecido. Com metade da temporada em disputa, essa é a segunda vez que a Red Bull precisa esclarecer questões publicamente. Restam duas corridas antes do intervalo de três semanas do verão europeu. Vamos ver se até lá a equipe consegue se manter em paz e concentrada na disputa do título quer está acirradíssima.
Só para apimentar mais o assunto, o ex-piloto Hans Stuck, chefe esportivo da Volkswagen, disse que a decisão sobre a asa dianteira em Silverstone, que considerou um ultraje, foi orientação de Helmut Marko, o consultor esportivo da equipe, que seria quem na prática toma as decisões.
Stuck sugeriu a saída de Marko da equipe e sua substituição por Franz Tost, o chefe da Toro Rosso, que considera um dos melhores da Fórmula 1.
Dá para imaginar esses dois cantando "American Pie" poucas horas depois desse cumprimento frio e armado? Foto: Getty Images
No primeiro conflito interno da equipe, a Red Bull tentou passar uma imagem de harmonia publicando em seu site uma foto de Mark Webber e Sebastian Vettel, sorridentes, como se nada tivesse acontecido. Agora a equipe volta a tentar tapar o sol com a peneira, com a declaração de Christian Horner de que depois do GP da Inglaterra, ele, Adrian Newey, Webber e Vettel cantaram juntos a música American Pie, clássico de Don McLean, em versão karaokê.
É muito difícil acreditar que tamanha camaradagem possa ter acontecido horas depois de Webber ter desabafado contra o tratamento preferencial da equipe por Vettel, e ter recebido de cara amarrada o cumprimento do companheiro de equipe por sua vitória em Silverstone.
Na verdade, Webber disse que a equipe precisaria ter uma conversa séria e queria um encontro na segunda-feira, mas Horner afirmou que só estará novamente com o australiano mais perto do fim de semana.
Horner insiste que sua decisão de tirar a segunda asa dianteira nova do carro de Webber e entregá-la a Vettel se baseou na pontuação do campeonato, e que se a situação se repetisse agora o novo componente iria para o carro de Webber.
A verdade é que a atmosfera na Red Bull continua "venenosa", como a descreveu Niki Lauda, e será preciso muita diplomacia para acalmá-la. Quem está gostando do cenário é a McLaren, de onde todos esperavam uma relação explosiva, que está podendo desenvolver seu carro sem precisar administrar crises entre seus pilotos.
Webber relaxa no motorhome em Silverstone. Depois do GP, ele disse que a vitória foi mais saborosa pelo favorecimento da equipe a Vettel. Foto: Mark Thompson/Getty Images
A Red Bull teve que engolir o comentário irônico de Mark Webber na volta da vitória no GP da Inglaterra, porque sabe que foi ela a responsável pelo clima de animosidade entre seus pilotos.
Ao demonstrar mais de uma vez sua predileção por Vettel com a disputa do campeonato totalmente em aberto, a Red Bull despertou a ira de Webber, que aproveitou a situação favorável para desabafar. O australiano não só fez a ironia no rádio para que todo mundo ouvisse, como após a corrida afirmou que se soubesse que seria tratado assim não teria renovado seu contrato por mais um ano.
A disputa interna estaria se movendo para os mecânicos, já que versões dão conta de que a equipe de Webber pegou a asa dianteira antiga, que o australiano foi obrigado a usar, e acenou com ela para o outro lado do boxe, onde os mecânicos de Vettel empacotavam a asa nova.
Christian Horner descreveu a fala de Webber ao rádio como "panfletária" e disse que a equipe certamente vai conversar sobre isso porque o clima precisa ser desanuviado. Horner disse que Webber não assinou contrato como segundo piloto e que a equipe tem lhe dado um equipamento capaz de ganhar corridas e de lutar pelo campeonato. "Duvido muito que ele vá deixar uma situação como essa."
Webber vibra com a vitória conquistada na raça como resposta à predileção da Red Bull por Vettel. Foto: Mark Thompson/Getty Images
Escrevi ontem aqui que Mark Webber iria responder à preferência da Red Bull por Sebastian Vettel tentanto uma ultrapassagem decisiva sobre o companheiro de equipe logo na largada.
E foi o que aconteceu. O australiano, mesmo no lado sujo da pista, largou melhor, Vettel percebeu que ia ser ultrapassado e ainda tentou espremê-lo contra o muro, mas levou um chega pra lá esportivamente correto na tomada da primeira curva, ficando para trás e ainda tendo um pneu furado ao ser tocado por Lewis Hamilton.
A partir daí, Webber dominou totalmente a corrida, chegando a desaparecer da transmissão pela TV, já que nada ameaçava sua vitória. Ao ser cumprimentado pela equipe pela vitória absoluta, foi irônico, respondendo que não era nada mal para um segundo piloto. Era o troco à decisão da Red Bull de entregar a Vettel as duas asas dianteiras novas que levou para Silverstone, deixando-o com a especificação antiga.
Lewis Hamilton, que largou na cola de Webber, foi o segundo colocado, o que lhe garantiu continuar na liderança do campeonato, com 145 pontos. Jenson Button também manteve a segunda colocação, agora com 133 pontos, depois de largar em 14º lugar e cruzar a linha de chegada em quarto. Nico Rosberg completou o pódio e Rubens Barrichello foi o quinto colocado.
Sebastian Vettel, que caiu para último lugar após o pneu furado na largada, foi beneficiado pela entrada do safety car para possibilitar a limpeza da pista suja por pedaços da asa traseira da Sauber de Pedro de La Rosa, atingido por Adrian Sutil, da Force India.
Conseguindo se aproximar dos carros à sua frente, Vettel iniciou uma série de ultrapassagens e entrou na zona de pontuação ao passar Petrov. Depois, ultrapasou Hulkenberg, Schumacher e, na última volta, Sutil, chegando na sétima posição, o que lhe garantiu mais seis preciosos pontos. Vettel está agora em quarto lugar no campeonato, com 121 pontos, atrás de Webber, com 128.
A Ferrari teve mais uma corrida infeliz. Alonso não fez uma boa largada e quando era ultrapassado por Massa as rodas dos dois carros se tocaram e o brasileiro levou a pior, com um pneu furado.
Alonso ficou na quinta posição e ao tentar ultrapassar Kubica, cortou caminho na curva Club, o que lhe valeu um drive through. Para seu azar, o safety car entrou na pista logo em seguida, juntando todo mundo, e fazendo com que perdesse mais posições ao cumprir a punição. Pela segunda corrida consecutiva, Alonso sofre com o safety car.
Kobayashi voltou a fazer uma boa corrida e terminou em sexto lugar, a melhos posição da Sauber na temporada.
JulioGostei da corrida do Webber. Mostrou que ainda é cedo para ter preferencia por piloto...
Barrichello mandou bem! Para quem tinha um carro pior que as Force India até agora, o brasileiro tem se superado e conquistado avanços! Postado às 22:25 do dia 11/07/2010
@rojaummmGostei do que o Webber falou ao rádio dps da corrida, tava marcando território.
E a Williams, duas boas provas em sequência, mostrou que ainda pode ser competitiva. A Sauber tb evoluiu...Postado às 12:03 do dia 11/07/2010
Vettel teve o privilégio de usar as duas novas asas dianteiras que a Red Bull levou para Silverstone. Foto: Mark Thompson/Getty Images
Que a Red Bull tem preferência por Vettel ficou claro no acidente entre seus dois pilotos, na Turquia, quando o próprio comando da equipe responsabilizou Webber. Uma nova sinalização nesse sentido foi dada agora em Silverstone, quando a última asa dianteira nova que restava foi entregue a Vettel.
A Red Bull levou duas asas dianteiras novas para o GP da Inglaterra, mas uma se quebrou ao se soltar do carro de Vettel durante o treino da manhã. A equipe decidiu então colocar a outra asa nova de novo no carro de Vettel deixando Webber com a antiga especificação.
A alegação da Red Bull é que a escolha foi feita com base na atual situação do campeonato, em que Vettel está na frente, mas Webber ficou visivelmente insatisfeito.
O piloto australiano queria a pole, chegou a ser mais rápido no Q2, mas acabou atrás de Vettel. Webber disse que seria melhor ter ficado em terceiro, para evitar o lado sujo da pista, e deu a entender que Alonso irá buscar a segunda posição logo na largada.
Webber não parece muito disposto a ficar de escudeiro de Vettel e das duas uma. Ou tentará ultrapassar Vettel logo de cara, o que é uma opção arriscada para a equipe, ou deixará o caminho livre para que Alonso faça o ataque.
Vettel procurou minimizar o problema, dizendo que a diferença entre as duas asas não é tão grande assim. Mas o ambiente entre os pilotos da Red Bull voltou a ficar carregado.
DennisApesar dos desentendimentos e da colisão entre os dois na Turquia, ficou bem claro que é a própria equipe que fomenta a rivalidade entre dois pilotos tão talentosos. o autor do post cornetou bem o q aconteceria no GP da InglaterraPostado às 13:37 do dia 12/07/2010
Será assim o pódio amanhã? Alonso foi quem mais se aproximou da Red Bull, mesmo assim, ficou a oito décimos da pole de Vettel. Foto: Mark Thompson/Getty Images
A McLaren levou um pacote de novidades para Silverstone, a Ferrari finalmente pode sentir sua evolução após a frustrada corrida de Valência, mas foi a Red Bull quem dominou a cena no renovado circuito inglês, massacrando os adversários.
Sebastian Vettel larga na pole, tendo Mark Webber a seu lado, e a dupla da Red Bull dominou totalmente o treino, colocando oito décimos de segundo sobre Fernando Alonso, o terceiro colocado, o que é uma enormidade em termos de Fórmula 1.
Vettel foi o mais rápido no Q1, Webber, no Q2, e Vettel garantiu a pole no Q3, quando os pilotos da Red Bull foram os únicos a aandar abaixo de 1 minuto e 30. Esta foi a nona pole-position da Red Bull em 10 etapas.
Alonso mostrou que a Ferrari realmente evoluiu e podia até melhorado um pouco seu tempo se não tivesse encontrado Barrichello mais lento em sua última volta no Q3. Massa não conseguiu acompanhar o ritmo do espanhol e ficou na sétima posição.
A McLaren foi a grande decepção do dia. A equipe líder do campeonato queria fazer uma exibição de gala em casa, mas as mudanças que levou para Silverstone não funcionaram. O sistema de exaustão mais baixo, a la Red Bull, foi abandonado após o treino de sexta-feira, e Hamilton ainda conseguiu um honroso quarto lugar. Mas Button se queixou muito de falta de aderência e de equilíbrio e nem chegou ao Q3. Vai largar em 14º lugar, seu pior resultado em classificação no ano.
A Mercedes colocou seus dois carros entre os 10 primeiros, mas com uma diferença significativa entre os pilotos. Enquanto Rosberg foi o quinto mais rápido, Schumacher vai largar cinco posições atrás do companheiro de equipe.
Kubica, como sempre, se garantiu entre os 10, largando na sexta posição, e Barrichello também fez um excelente treino, garantindo o oitavo lugar do grid. O penetra do top 10 foi Pedro de La Rosa, que fez seu melhor treino na temporada e larga na nona posição.
Os tempos: Pos Piloto Equipe Q1 Q2 Q3 1. Vettel Red Bull 1:30.841 1:30.480 1:29.615 2. Webber Red Bull 1:30.858 1:30.114 1:29.758 3. Alonso Ferrari 1:30.997 1:30.700 1:30.426 4. Hamilton McLaren 1:31.297 1:31.118 1:30.556 5. Rosberg Mercedes 1:31.626 1:31.085 1:30.625 6. Kubica Renault 1:31.680 1:31.344 1:31.040 7. Massa Ferrari 1:31.313 1:31.010 1:31.172 8. Barrichello Williams 1:31.424 1:31.126 1:31.175 9. De la Rosa Sauber 1:31.533 1:31.327 1:31.274 10. Schumacher Mercedes 1:32.058 1:31.022 1:31.430 11. Sutil Force India 1:31.109 1:31.399 12. Kobayashi Sauber 1:31.851 1:31.421 13. Hulkenberg Williams 1:32.144 1:31.635 14. Button McLaren 1:31.435 1:31.699 15. Liuzzi Force India1:32.226 1:31.708 16. Petrov Renault 1:31.638 1:31.796 17. Buemi Toro Rosso 1:31.901 1:32.012 18. Alguersuari Toro Rosso 1:32.430 19. Kovalainen Lotus 1:34.405 20. Glock Virgin 1:34.775 21. Trulli Lotus 1:34.864 22. Di Grassi Virgin 1:35.212 23. Chandhok HRT 1:36.576 24. Yamamoto HRT 1:36.968
Mesmo com um problema elétrico que o impediu de dar mais voltas, Webber fez um tempo inalcançável. Foto: Malcolm Girffiths/Getty Images
A Red Bull sinalizou que será forte em Silverstone, dominando os dois primeiros treinos do GP da Inglaterra. Sebastian Vettel foi o mais rápido pela manhã, e Mark Webber foi o primeiro à tarde, quando os tempos baixaram e se aproximaram da estimativa de 1.31.0 feita pelo computador da Sauber.
Mesmo com o chassis antigo de Vettel, Webber cravou 1.31.234, quatro décimos à frente de Fernando Alonso, e a de Vettel, o terceiro colocado. Felipe Massa foi o quarto, posicionando a Ferrari ao lado da Red Bull. Tanto Alonso, quanto Massa, estão usando a asa-duto.
A decepção do treino foi a McLaren, que não conseguiu mais do que o oitavo lugar, com Hamilton, e o 13º com Button, quase dois segundos atrás de Webber. A McLaren parece sofrer para fazer funcionar as novidades aerodinâmicas que levou para Silverstone.
Os dois treinos tiveram muitas escapadas, principalmente nas curvas Becketts e Village. Hamilton, Massa e Schumacher foram alguns dos que passearam por lá. Rosberg e Schumacher colocaram a Mercedes na quinta e sexta posições, respectivamente.
Yamamoto, que substitui Bruno Senna, tomou 1,3s do companheiro de equipe, Karun Chandhok. Trulli ficopu em último, atrás das Hispanias, pois teve problemas no câmbio e só conseguiu completar três voltas.
Os tempos da tarde foram:
1. Webber Red Bull-Renault 1:31.234 2. Alonso Ferrari 1:31.626 3. Vettel Red Bull-Renault 1:31.875 4. Massa Ferrari 1:32.099 5. Rosberg Mercedes 1:32.166 6. Schumacher Mercedes 1:32.660 7. Petrov Renault 1:32.745 8. Hamilton McLaren-Mercedes 1:32.757 9. Sutil Force India-Mercedes 1:32.787 10. Barrichello Williams-Cosworth 1:32.967 11. Kubica Renault 1:33.019 12. Hulkenberg Williams-Cosworth 1:33.164 13. Button McLaren-Mercedes 1:33.200 14. Kobayashi Sauber-Ferrari 1:33.402 15. Liuzzi Force India-Mercedes 1:33.728 16. Buemi Toro Rosso-Ferrari 1:33.836 17. De la Rosa Sauber-Ferrari 1:34.051 18. Alguersuari Toro Rosso-Ferrari 1:34.643 19. Kovalainen Lotus-Cosworth 1:35.465 20. Di Grassi Virgin-Cosworth 1:36.237 21. Glock Virgin-Cosworth 1:36.553 22. Chandhok HRT-Cosworth 1:37.019 23. Yamamoto HRT-Cosworth 1:38.303 24. Trulli Lotus-Cosworth 1:42.901
@rojaummmtodo mundo falando que a pista nova não era uma boa pra Ferrari, mesmo assim conseguiu colocar seus pilotos em #2 e #4. Imagine só se a pista fosse ideal para o carro deles?Postado às 12:38 do dia 09/07/2010
A Red Bull acha que basta um pequeno incidente para o bom relacionamento de Button e Hamilton ir pro brejo. Foto: Bryn Lennon/Getty Images
Bastou o ex-campeão Damon Hill dizer que a relação entre os pilotos da McLaren está em ponto de ebulição e vai começar a ferver para outros se juntarem à sua previsão e secarem os líderes do campeonato.
O mais interessante foi o comentário de Mark Webber reconhecendo que seu relacionamento com Sebastian Vettel não é nenhum paraíso, principalmente depois do acidente entre os dois no GP da Turquia.
A Red Bull tentou fazer com que o episódio ficasse no passado, mas Webber deixou claro que as coisas nunca mais serão as mesmas após o que acontecem em Istambul.
A situação entre os pilotos da McLaren quase desandou também na Turquia, quando Button tentou uma ultrapassagem sobre Hamilton no final da prova, mas a equipe tem divulgado vídeos para mostrar que o relacionamento entre os dois é tranquilo e chega à amizade.
"Acho que eles estão trabalhando duro para manter uma cortina de fumaça, mas os dois estão competindo entre si. Eles ainda não tiveram o tipo de incidente que Seb (Vetttel) e eu tivemos", afirmou Webber. "Lewis e Jenson estão sempre correndo na frente e é inevitável que isso vá acontecer em algum momento", acrescentou.
Christian Horner, o chefe da Red Bull, acha que basta um pequeno incidente para as coisas pegarem fogo na McLaren. Horner deve estar falando de experiência própria, já que fpoi um dos que contribuiu para o incêndio na sua equipe ao tomar partido de Vettel no acidente de Istambul.
As declarações fazem sentido, principalmente porque Button e Hamilton duelam pelo título mundial. Mas parece muito mais secação do adversário principal, que viu a McLaren abrir vantagem mesmo com um carro inferior.
Mark Webber admitiu que provavelmente não estará com gana suficiente para estender sua carreira na Fórmula 1 além de 2011, quando termina seu contrato com a Red Bull.
Webber renovou seu contrato com a Red Bull por apenas mais uma temporada, e disse que deseja administrar sua carreira assim, ano a ano. "Em dois anos, talvez já não tenha a mesma vontade. Mas isso não significa que vou encerrar minha carreira em 2011", disse Webber à publicação alemã Auto Bild Motorsport.
Webber, no entanto, disse que é muito pouco provável que ainda corra por outra equipe depois da Red Bull, o que leva acrer que termina sua carreira mesmo ao fim de 2011.
DaniloPO australiano analisa ano por ano e já tinha dado sinais de que não queria "seguir por seguir" na F1, se bem me recordo. A declaração não surpreende mas parece um pouco precipitada.Postado às 16:09 do dia 04/07/2010
Lucasé uma pena! o cara é talentoso! aposto que alguma grande equipe vai abrir espaço para ele. Quem sabe no lugar de Schumacher ou Massa ?!?!Postado às 15:05 do dia 04/07/2010
Webber arranca após um pit stop de exibição em frente ao parlamento britânico. Foto: Mark Thompson/Getty Images
Enquanto a polêmica sobre o acidente de Webber em Valência prossegue, o piloto australiano se mostrou totalmente recuperado ao participar de uma exibição da Red Bull em frente ao parlamento britânico, atividade promocional da equipe antes do GP da Inglaterra, no próximo dia 11.
Quando o Big Ben bateu 6 horas, Webber cruzou algumas ruas do centro de Londres até os portões do parlamento, onde uma equipe de mecânicos o aguardava para um pit stop, feito em 3s2.
"Não é todo dia que você tem a vista de Londres de dentro de um carro de Fórmula 1", brincou Webber sobre a experiência inédita.
Webber comentou várias vezes seu acidente, mas não mencionou o acionamento da asa-duto, revelado por imagem da câmera do carro. Foto: Vladimir Rys/Getty Images
A asa-duto que a Red Bull estreou no GP da Europa, em Valência, pode ter contribuído para o terrível acidente de Mark Webber. Imagem do próprio carro, momentos antes de Webber entrara na traseira da Lotus de Kavalainen, mostra o piloto ativando o mecanismo que reduz a pressão aerodinâmica da asa traseira.
Diferente do sistema da McLaren, que é acionado pelo joelho do piloto, a asa-duto da Red Bull é ativada com os pilotos bloqueando um buraco com os quatro dedos da mão esquerda. A imagem mostra os quatro dedos da mão esquerda de Webber fora do volante, controlado apenas por seu polegar. Imediatamente antes de atingir a Lotus, Webber recoloca todos os dedos no volante, numa tentativa frustrada de evitar Kovalainen.
Quando os dutos ativados manualmente apraeceram na Sauber e na Ferrari, mês passado, Christian Horner, o chefe da Red Bull, disse que pilotos guiando com os dedos e não com as mãos era uma questão de segurança.
Sebastian Vettel, por sua vez, admitiu em Valência não ser fã do sistema operado manualmente. O alemão considerou a idéia muito boa, mas disse que não é a mais confortável, já que você tem que tirar as mãos do volante para acionar o sistema.
A asa-duto será banida em 2011, e talvez a Fórmula 1 fique sem nenhum mecanismo de redução da pressão aerodinâmica em retas, já que a asa-móvel sugerida por algumas equipes não é consensual.
Vettel corre o risco de perder cinco posições no grid em Valência se tiver que trocar a caixa de câmbio. Foto: Vladimir Rys/Getty Images
Depois de ter perdido a liderança do campeonato para a McLaren, a Red Bull parece diante de um novo e grave problema na caixa de câmbio do RB6.
Mark Webber perdeu seu lugar na primeira fila do GP do Canadá porque teve que trocar a caixa de marchas antes da largada, e Sebastian Vettel completou a prova com algum problema na caixa de câmbio que o impediu de aumentar o ritmo de corrida.
Christian Horner disse que seus pilotos tiveram problemas diferentes e negou qualquer problema estrutural na caixa de câmbio. Vettel também afirmou que não havia motivo para pânico, e a equipe confirmou que ele usaria em Valência a mesma caixa de marchas de Montreal, mesmo que uma mudança durante o fim de semana resultasse na perda de cinco posições no grid.
Mas agora, Horner já admite que a caixa possa ser trocada, pois há a possibilidade de que ela tenha se danificado durante o GP do Canadá. A necessidade de uma troca e a consequente punição podem estragar mais uma corida para pelo menos um dos pilotos da Red Bull, justamente agora que a equipe estréia sua asa-duto e espera reduzir esta desvantagem para a McLaren.
Parece que a maré não anda muito boa para a equipe do energético depois de um início de temporada excepcional.
Mais uma sacada de Adrian Newey, o sistema de escapamento mais baixo da Red Bull canaliza os gases através do difusor duplo e melhora a pressão aerodinâmica. Todo mundo está copiando.
Na Fórmula 1, tudo que dá certo é copiado. Esse ano, as duas grandes inovações foram apresentadas pela Red Bull e pela McLaren. A equipe do energético desenvolveu um sistema de escapamentos que auxilia a pressão aerodinâmica, e a McLaren criou a asa-duto, que, ao contrário, reduz a pressão do aerofólio traseiro em reta, aumentando a velocidade final.
O sistema da McLaren foi rapidamente descoberto e saiu todo mundo atrás, embora ninguém tenha obtido a mesma eficiência da equipe inglesa, já que o desenvolvimento do mecanismo não se mostrou tão simples assim. A Ferrari reconheceu ter despendido muita energia na introdução da asa-duto em seu carro, o que atrasou a melhoria em outras parte do F10. A Red Bull, por sua vez, só vai estrear o mecanismo na próxima corrida, em Valência.
Já o sistema de escapamentos da Red Bull demorou um pouco a ser desvendado, pois a equipe punha seus mecânicos atrás do carro quando ele estava parado no grid e usava adesivos para disfarçar o posicionamento dos escapes.
A posição mais baixa dos escapamentos, mais uma sacada de Adrian Newey, faz com que os gases passem através do difusor duplo, ao invés de por cima, aumentando a pressão aerodinâmica. O ganho estimado é de meio segundo por volta.
A Ferrari leva um sistema semelhante ao da Red Bull para Valência, e Mercedes, McLaren e Renault também estão desenvolvendo o seu. McLaren e Mercedes devem estrear os escapamentos mais baixos em Silverstone, embora a equipe inglesa talvez consiga aprontá-lo a tempo do GP da Europa, em Valência. A Renault ainda está trabalhando o seu sistema e não há previsão de estréia.
Se a Ferrari leva muitas novidades para a Valência, a Red Bull finalmente estréia sua asa-duto para desfrutar de uma velocidade final maior em reta, seguindo a inovação criada pela McLaren.
O projetista Adrian Newey nem esteve com a equipe no Canadá para trabalhar nos últimos detalhes do funcionamento do mecanismo.
A Red Bull testou uma versão inicial do sistema nos treinos para o GP da Turquia, mas achou necessário desenvolvê-lo mais antes de colocá-lo definitivamente no carro. Com a asa-duto, a equipe do energético espera reduzir a vantagem que os carros da Mclaren têm em reta, o que faz diferença em certos circuitos.
Embora não esteja mais na liderança do campeonato, a Red Bull liderou 67% das voltas desta temporada, e sem problemas de confiabilidade ou de conflito entre seus pilotos pode retomar a ponta.
A renovação dos contratos de Felipe Massa, pela Ferrari, e de Mark Webber, pela Red Bull, definiu os pilotos das principais equipes para 2011 e encerrou a "sily season" mais cedo do que se esperava.
As equipes grandes manterão sua dupla de pilotos ano que vem, e mesmo as médias não devem mudar tanto. A Williams vai ficar com Rubens Barrichello e Nico Hulkenberg, e a Renault vai segurar Robert Kubica, nome mais envolvido numa possível transferência, mas que agora ficou sem lugar fora da equipe francesa.
Vitaly Petrov, embora tenha se revelado um piloto promissor, tem sua posição ameaçada, já que a Renault poderá reforçar a equipe tentando atrair Adrian Sutil, da Force India. A revista italiana Autosprint falou também de uma possível volta de Kimi Raikkonen à Fórmula 1 pela Renault, mas parece pouco provável que o finlandês volte em uma equipe intermediária.
Se Sutil sair da Force India, a equipe indiana poderá ser a que mais mudará, já que o alemão é seu principal piloto, o que a obrigaria buscar algum nome de relativo peso. Vitantonio Liuzzi não tem o lugar totalmente assegurado, já que seu desempenho tem sido instável. Enquanto Sutil marcou 23 pontos, Liuzzi tem apenas 12.
A Lotus tende a manter seus pilotos para continuar sua evolução, e nas outras novatas tudo pode acontecer, já que o fator financeiro pesa na escolha dos pilotos.
Terceiro colocado no Canadá, Alonso terá um carro três a quatro décimos mais rápido em Valência, com as mudanças aerodinâmicas da ferrari. Foto: Mark Thompson/Getty Images
O desenvolvimento que a Ferrari levará para o GP da Europa, em Valência, terá como principal elemento um sistema de escapamento similar ao da Red Bull. O sucesso do carro da equipe do energético vem sendo atribuído ao desenho da traseira do carro, incluindo os escapamentos, montados numa posição mais baixa.
As mudanças no F10 serão tão significativas, que o carro vem sendo chamado de espécie B. A expectativa da Ferrari é de que o "novo" carro já seja três a quatro segundos por volta mais rápido do que o modelo utilizado no Canadá.
As mudanças representariam uma diferente direção aerodinâmica para o carro, abrindo novas possibilidades para desenvolvimentos posteriores. "O mais importante em Valência não será o que conquistaremos lá, mas o caminho que será aberto para desenvolvimentos que nos deixarão mais forte no resto da temporada", disse Alonso ao jornal espanhol As.
Além dos escapamentos mais baixos, o carro B terá uma suspensão traseira modificada para abrir um canal de ar maior com o prpósito de dobrar a presão aerodinâmica gerada pelo difusor.
A Ferrari gastou muito tempo e energia tentando desenvolver o sistema de asa-duto, mas agora se concentra em outras áreas. O carro B é a grande aposta da equipe. Se mostrar um bom potencial, Alonso garante o resto.
Com 12 títulos mundiais de pilotos e oito de construtores, a tradição da McLaren pesa numa disputa como a que trava agora com a Red Bull. Foto: Mark Thompson/Getty Images
Em tempos de Copa do Mundo, escrevi na última coluna para o "Campeão" que se há alguma coisa em que a Fórmula 1 pode ser comparada ao futebol é a vantagem das equipes grandes. E é isso que estamos vendo agora com a evolução da McLaren, que rompeu o domínio da Red Bull e ocupa a oiderança dos campeonatos de pilotos e construtores.
A Red Bull pretende ser grande e está num excelente caminho, mas a McLaren tem tradição de disputar e vencer campeonatos há um bom tempo. Enquanto a equipe do energético tem apenas seis anos e o máximo que conseguiu foi o vice-campeonato de Vettel, ano passado, a McLaren já conquistou 12 títulos mundiais de pilotos e oito de construtores.
A Red Bull desperdiçou uma oportunidade histórica de abrir uma vantagem considerável no início da temporada, quando estava bem à frente das demais equipes. Se tivesse sido bem sucedida, poderia repetir o feito da Brawn ano passado, cuja vantagem inicial lhe garantiu o título quando as outras equipes chegaram e até ultrapassaram seu carro em termos de desenvolvimento.
A Red Bull está pagando muito caro os problemas de confiabilidade que teve nas duias primeiras corridas da temporada, e, mais ainda, o acidente entre Vettel e Webber, na Turquia, que entregou a vitória de mão beijada para a McLaren.
A equipe inglesa também tem uma tradição de conseguir um constante avanço do carro, recuperando o terreno perdido quando não inicia o ano com o melhor dos carros. Martin Whitmarsh, o chefe da McLaren, disse que o programa de desenvolvimento do carro visa tirar 0,15 a 0,25 segundos por corrida, o que corresponde a um segundo em quatro corridas se forem bem sucedidos.
A McLaren prepara uma grande evolução para o GP da Inglaterra, em Silverstone, a prova que mais deseja ganhar este ano, que pode ser o pulo do gato para superar defintivamente a Red Bull.
A disputa continua em aberto, pois a Red Bull ainda tem o carro mais equilibrado e também não está parada. Mas é numa hora dessas que a camisa pesa.
Vettel acha que não há motivo para pânico. Foto: Getty Images
A Red Bull perdeu no Canadá a última liderança que tinha, a do campeonato de pilotos. A de construtores já estava com a McLaren, que a ampliou ainda mais. O mais preocupante, porém, é que a equipe do energético voltou a ter problemas de confiabilidade.
A Red Bull continua tendo o melhor carro, embora a McLaren já esteja bem próxima, mas não tem convertido este fato em resultados. No início da temporada, duas corridas foram perdidas por problemas inesperados. Uma vela que falhou no motor do carro de Vettel, no Bahrein, e um problema na roda dianteira do alemão, na Austrália.
Depois das duas primeiras provas, os problemas de confiabilidade pareciam ter ficado para trás, com a vitória de Vettel, na Malásia, e de Webber, na Espanha e em Mônaco. Mas no Canadá, a Red Bull voltou a sofrer e desta vez o vilão foi o câmbio.
Webber classificou o carro na primeira fila, mas perdeu cinco posições no grid por ter trocado o câmbio. E Vettel teve um problema na caixa de marchas a partir da metade da corrida e teve que diminuir o ritmo.
Vettel acha que o problema foi ocasional e que não há motivo para pânico. A próxima corrida, em Valência, favorece o maior equilíbrio do carro da Red Bull, que pode se recuperar diante da McLaren, a campeã da confiabilidade até agora.
Foram precisos oito treinos oficiais para que a Red Bull finalmente perdesse uma pole-position nessa temporada. O autor da façanha foi Lewis Hamilton, que dominou inteiramente toda a sessão e garantiu o melhor lugar do grid no Grande Prêmio do Canadá com uma volta voadora em sua última tentativa.
Mark Webber, que foi o pole nas três últimas voltas, chegou a ameaçar Hamilton, principalmente quando o piloto da Mclaren não conseguiu superá-lo em sua primeira volta antes de o cronômetro zerar. Mas Hamilton ainda tinha mais uma tentativa e foi impecável, batendo Webber em todos os setores do circuito e estabelecendo uma vantagem de 0,268s.
A se destacar o fato de que Webber usou o pneu mais duro, apostando numa durabilidade maior na corrida, e Hamilton usou o mais macio e veloz. Hamilton também fez o melhor tempo com um teco de gasolina no tanque, tanto que precisou desligar o carro e empurrá-lo para que chegasse ao parque fechado ainda com algum combustível.
Sebastian Vettel ficou logo atrás e divide a segunda fila com Fernando Alonso, que conseguiu extrair o máximo da Ferrari e ainda se classificar à frente da McLaren de Jenson Button. Vitantonio Liuzzi fez um treino extraordinário, classificando a Force Índia no sexto lugar do grid, à frente de Felipe Massa e Robert Kubica. Adrian Sutil, seu companheiro de equipe, foi o nono colocado e larga ao lado de Nico Rosberg.
Michael Schumacher ficou fora do Q 3 pela primeira vez, desde que voltou à Fórmula 1, e vai largar em 13° lugar, pois ainda foi superado pelas Williams de Barrichello e Hulkenberg. No pelotão traseiro, Bruno Senna superou Karun Chandhok pela oitava vez e ainda larga uma posição à frente de Lucas di Grassi.
Não pude acompanhar o segundo treino livre em Montreal e só agora me inteirei do andamento. O que mais me chamou a atenção foi a declaração de Mark Webber que a Red Bull esperava que a McLaren fizesse mais. Ou seja, a McLaren que chegou ao Canadá como maior favorita, não impressionou tanto assim, depois do treino da manhã. Vettel foi o mais rápido à tarde e as McLaren ficaram para trás.
Os primeiros treinos não são tão conclusivos assim, e muitas mudanças ainda podem ocorrer amanhã. Mas o cenário parece realmente embolado, com várias equipes dando sinais de que podem lutar pelas primeiras posições do grid.
Todo mundo sofreu com a pista suja e com o desgaste dos pneus, principalmente os super macios. Mas a McLaren pareceu mais perdida na parte da tarde, a julgar pelos comentários de Hamilton de que tentaram várias mudanças de acerto e o carro ficou cada vez pior.
Jenson Button, que fora o mais rápido pela manhã, também reclamou do equilíbrio do carro e da instabilidade nas freadas, questão crucial no circuito canadense.
A sessão da tarde confundiu todo mundo, já que a Ferrari, que fora um desastre pela manhã, andou bem, com Alonso em segundo lugar, a menos de um décimo de Vettel. O espanhol foi cauteloso, lembrando que na Turquia, a Ferrari foi quarta ou quinta na sexta-feira, e no sábado ele saiu no Q2.
Os tempos da tarde:
Pos Piloto Equipe Tempo 1. Vettel Red Bull-Renault 1:16.877 2. Alonso Ferrari 1:16.963 3. Rosberg Mercedes 1:17.151 4. Webber Red Bull-Renault 1:17.273 5. Massa Ferrari 1:17.401 6. Sutil Force India-Mercedes 1:17.415 7. Hamilton McLaren-Mercedes 1:17.522 8. Kubica Renault 1:17.529 9. Schumacher Mercedes 1:17.688 10. Liuzzi Force India-Mercedes 1:17.903 11. Button McLaren-Mercedes 1:17.961 12. Barrichello Williams-Cosworth 1:18.385 13. Hulkenberg Williams-Cosworth 1:18.447 14. Petrov Renault 1:18.582 15. De la Rosa Sauber-Ferrari 1:18.658 16. Kobayashi Sauber-Ferrari 1:19.142 17. Buemi Toro Rosso-Ferrari 1:19.168 18. Alguersuari Toro Rosso-Ferrari 1:19.274 19. Kovalainen Lotus-Cosworth 1:19.969 20. Chandhok HRT-Cosworth 1:20.879 21. Senna HRT-Cosworth 1:21.097 22. Trulli Lotus-Cosworth 1:21.346 23. Glock Virgin-Cosworth 1:21.488 24. Di Grassi Virgin-Cosworth 1:21.577
Webber renovou por mais um ano. Foto: Getty Images
Mark Webber e Sebastian Vettel terão que conviver pelo menos até o fim de 2011. A Red Bull renovou o contrato de Webber por mais um ano, movimento precipitado pela crise pós-acidente de Istambul.
A Red Bull quis mostrar que não priviliegia nenhum piloto, renovando o contrato de Webber, mas o acidente na Turquia deixou claro que a preferência da equipe é por Vettel.
Faria sentido apostar no alemão, que é jovem e promissor, mas não é justo que isso se dê às custas de Webber, que vem fazendo uma excelente temporada, e, se não chegasse ao título mundial, poderia contribuir em muito para Vettel.
O GP do Canadá, no próximo domingo, vai mostrar, de fato, como está o ambiente na Red Bull. Helmut Marko, consultor esportivo da equipe, disse que a principal conclusão da reunião da última quinta-feira é que os pilotos estão livres para disputar posições, mas que sempre terão que dexar espaço para quem estiver mais rápido em determinada corrida.
A eficiência do chassis do RB6 vem compensando uma desvantagem de potência do motor Renault estimada em 30 cavalos. Foto: Malcolm Griffiths/Getty Images
A eficiência do chassis do carro da Red Bull é tamanha que a equipe fez as seis poles e venceu três corridas até agora mesmo com uma desvantagem de potência do motor Renault em torno de 30 cavalos para os demais.
No início da temporada, a Red Bull pediu à FIA uma equalização do motor Renault, que estaria com uma diferença de potência de 3,5% a 4% para o Mercedes, quando a regra permite uma diferença máxima de 2%. A FIA negou o pedido, com base no congelamento do aumento de potência dos motores, mas a Renault pode aprimorar o motor em termos de confiabilidade.
Christian Horner condena o congelamento da maneira como está, pois criou vantagens e desvantagens. "Os fabricantes precisam se reunir e encontrar uma maneira de ir adiante", defendeu o chefe da Red Bull, acrescentando que isso será determinante para a equipe permanecer com a Renault ano que vem.
Horner disse que pode parecer irônico se queixar de falta de potência no motor quando a Red Bull lidera o campeonato, com seis poles consecutivas, mas atribiu o sucesso ao trabalho que vem sendo feito no chassis.
"No momento, nós temos uma vantagem no chassis, que pode não estar acontecendo mais em duas ou três corridas. E aí, o motor se torna um fator determinante", disse Horner à Autosport.
Em contrapartida, o V8 da Renault é o mais eficiente no consumo, o que permitia à equipe largar com menos combustível. Essa diferença parece ter sido reduzida, já que na Turquia, os carros da Red Bull entraram no modo de economizar combustível antes da McLaren. Ou melhor, entrariam, já que Vettel ainda estava à plena potência quando bateu em Mark Webber.
A Red Bull divulgou em seu site oficial que ficou tudo bem após a reunião realizada hoje, na sede da equipe, em Milton Keynes, na Inglaterra, entre Mark Webber, Sebastian Vettel. Christian Horner, Adrian Newey e Helmut Marko.
O acidente entre os dois pilotos na Turquia teria ficado para trás e a equipe está focada no GP do Canadá, no próximo dia 13. Vettel e Webber até posaram para a foto engraçadinha publicada acima.
Nenhuma informação foi dada sobre o destino do engenheiro de Webber, Ciaron Pilbeam, acusado pela equipe de não ter passado as informações corretas ao piloto australiano. A Auto Motor und Sport, alemã, e portanto mais interessada em Vettel, diz que o engenheiro não apenas omitiu informações de Webber, como o instruiu a usar o botão de ultrapassagem para resistir ao ataque de Vettel.
A preferência da equipe por Vettel poderia ser constatada em imagens gravadas, segundo notícias vindas da Alemanha, de Christian Horner pronunciando "passe" momentos antes da tentativa de ultrapassagem de Vettel.
Webber, por sua vez, se queixou após a corrida que seu pit stop foi muito lento e brincou com a situação, dizendo que a equipe deve ter "abastecido" seu carro.
Niki Lauda disse que está evidente que Vettel é o primeiro piloto da Red Bull, mas ironizou a escolha, considerando natural a equipe focar em apenas um piloto, mas normalmente o escolhido é o que está na frente, e Webber lidera o campeonato, com 15 pontos de vantagem sobre Vettel.
Ainda existe muita coisa para ser esclarecida na Red Bull, e o comportamento da equipe e de seus pilotos na Canadá dirá em que pé está a situação.
Num esforço para resolver o conflito eclodido com o acidente entre Mark Webber e Sebastian Vettel no GP da Turquia, a Red Bull fará uma reunião essa semana na sede da equipe, em Milton Keynes, na Inglaterra.
Pilotos, engenheiros e chefes de equipes sentarão juntos para debater tudo o que se passou e firmar um compromisso para o restante da temporada. Para acalmar os ânimos, Helmut Marko, o conselheiro esportivo da Red Bull, que foi o dirigente mais crítico a Webber, afirmou que o contrato do australiano será renovado por mais um ano nos próximos dias.
"A meta é vencer o Campeonato Mundial com o piloto mais rápido. Sobre qualquer interesse individual deve estar o interesse geral. Os dois pilpotos não precisam sair para jantar juntos, mas devem cooperar", disse Marko sobre o espírito da reunião, que pretende pacificar a equipe.
O ex-piloto austríaco, no entanto, continua afirmando que o engenheiro de Webber, Ciaron Pilbeam, tinha que ter avisado ao piloto que Vettel não estava ainda economizando combustível, pois tinha uma volta a mais de combustível.
"Porque ele não passou a informação ainda não está totalmente claro. O engenheiro simplesmente teve um surto, ele não respondeu adequadamente", disse Marko.
Para o consultor, a mensagem para Webber deveria ter sido: "Você está muito lento. Nesse ritmo, Hamilton vai te ultrapassar. Se Vettel é mais rápido, não lute contra ele, se concentre em Hamilton."
Webber não sabe mais se tem o apoio da equipe. Foto: Getty Images
Parece que na hora em que Mark Webber sobe de produção e se revela um piloto capaz de ser campeão mundial, a Red Bull decide demonstrar claramente sua preferência por Sebastian Vettel. Só assim podem ser interpretadas as declarações dos dirigentes da equipe, de condenação a Webber pelo acidente com o companheiro de equipe na Turquia.
Ao dizer que Webber não deu espaço para Vettel, a equipe sinalizou que o australiano deveria ter cedido a liderança e não brigado por ela. E a própria manobra em si não foi agressiva por parte de Webber, que manteve a sua linha. Caberia a Vettel fazer a curva por dentro e não jogar o carro para a direita para ter a melhor tomada.
À exceção da Red Bull, a Fórmula 1 foi quase unânime em responmsabilizar Vettel. Lewis Hamilton, que foi espectador privilegiado do acidente, pois vinha imediatamente atrás de Vettel, analisou o episódio com clareza: "Aonde Mark deveria ter ido? Acho que o espaço que ele deixou era grande o suficiente."
Nico Rosberg teve a mesma opinião. "Mark nem se moveu. Para mim, foi claramente erro de Sebastian". O tricampeão Niki Lauda considerou que Vettel foi foi muito agressivo, e o ex-piloto Alexander Wurz disse que todos seus companheiros de corrida concordaram que o erro foi de Vettel.
O ex-piloto e atual comentarista da BBC, Martin Brundle, contou que após a corrida Christian Horner e Helmut Marko, respectivamente chefe de equipe e consultor esportivo da Red Bull, lhe perguntaram como tinha visto o acidente, e ele respondeu que era 100% erro de Vettel.
Os dois discordaram e disseram que Webber não poderia ter espremido Vettel na parte suja da pista, quando ambos deviam se defender da McLaren. Mas Brundle observou muito bem que se Webber levanta o pé ou abre caminho seria o mesmo que entregar o troféu de campeão mundial para o companheiro e voltar para a Austrália.
A demonstração explícita de preferência da Red Bull por Vettel criou uma situação extremamente delicada para Webber, que não sabe mais e conta com o apoio da equipe nas próximas provas.
mmPela estranha reação contra Webber chego a acreditar que a direção da Red Bull já havia tomado uma decisão internamente em favor de Vettel. Agora eles tem um dilema nas mãos pois Webber esta se mostrando muito mais piloto do que imaginavam. Se ele conseguir sobreviver a guerra psicológica que se seguirá e conseguir manter uma performance superior ao companheiro, a Red Bull terá que mudar seus planos - uma clara confissão de erro, muito difícil para quem é regiamente pago para não errar...Postado às 09:03 do dia 01/06/2010
Marko (D) tomou partido de Vettel e ainda acusou o engenheiro de Webber de não informar o piloto australiano corretamente sobre a situação da corrida. Foto: Mark Thompson/Getty Images
O clima ficou realmente pesado na Red Bull após o acidente entre Mark Webber e Sebastian Vettel, na Turquia, com troca de acusações generalizadas, insinuações perigosas e suspeitas de favorecimento. Para uma equipe que tem o melhor carro do grid e busca seu primeiro título mundial, a crise não poderia ter explodido em pior hora.
Depois que Webber e Vettel trocaram acusações sobre o acidente que tirou a vitória da equipe, integrantes da Red Bull tomaram a defesa de Vettel e revelaram uma suposta predileção pelo piloto alemão que tornou o relacionamento interno ainda mais conflagrado.
Helmut Marko, consultor esportivo da equipe, responsabilizou não apenas Webber como o engenheiro do pioloto australiano, Ciaron Pilbeam. Segundo Marko, Webber era mais lento e Vettel estava sob intensa pressão de Hamilton.
"Infelizmente, Mark não foi devidamente informado sobre a situação por seu engenheiro de corrida", atacou Marko, que também não poupou críticas a Webber: "Ele acionou o rádio para dizer que era mais lento que Vettel nas retas. Ele sabia da situação e acabara de ser informado sobre a pressão que Hamilton vinha fazendo."
Christian Horner, que inicialmente evitara acusar qualquer dos pilotos, acentou o discurso pró-Vettel: "Parece que Mark não deixou espaço suficiente para Sebastian. Estava claro que ele (Vettel) estava a seu lado e à frente."
Após o acidente que destruiu a corrida da Red Bull também foi estranha a acolhida simpática que o comando da equipe destinou a Vettel no pit lane, ainda com a prova em andamento. Martin Whitmarsh, o chefe da McLaren, comentou que não receberia Vettel com abraços se fosse seu piloto.
A situação se tornou mais complexa com a revelação pós-corrida de que os dois pilotos não estavam com a mesma configuração de motor no momento do acidente. Webber teve que reduzir a rotação para economizar combustível, enquanto Vettel continuava a plena potência.
Perguntado sobre o acidente após a corrida, Webber disse que os jornalistas teriam que investigar mais para saber o que realmente aconteceu. Sua declaração levantou suspeitas de um possível favorecimento a Vettel.
Christian Horner disse que os dois pilotos largaram com a mesma carga de combustível e que Vettel tinha sido capaz de salvar um quilo a mais de combustível, o que lhe possibilitou mais uma volta a plena potência. Vettel sabia que aquela volta seria sua última chance de ultrapassar Webber, já que na seguinte teria que também reduzir o giro do motor.
Horner fez o discurso protocolar de que não há favorecimento na equipe e que os pilotos não vão levar desavenças para o GP do Canadá. Mas o ambiente na Red Bull efetivamente desandou, e no momento em que a McLaren começa a ameaçar a supremacia da equipe do energético.
Vettel sinaliza que Webber é louco. Foto: Getty Images
A Red Bull vai precisar de muita habilidade para administrar a disputa interna entre seus pilotos. O episódio de hoje na Turquia revelou uma luta fratricida, muito perigosa para uma equipe que busca seu primeiro título mundial e estava na liderança de pilotos e construtores.
O trabalho maior será em administrar a cabeça de Vettel, que sentiu a pressão da ascensão de Webber. O australiano o superou em Barcelona e Mônaco, e se encaminhava para a terceira vitória consecutiva, quando Vettel vislumbrou uma chance de ultrapassagem e se atirou nela sem medir consequências. O resultado foi o toque entre os dois, fim da corrida para Vettel e vitória perdida para Webber.
O jovem piloto alemão demonstrou seu descontrole ao sair do carro fazendo sinais de que Webber era louco. Vettel sustentou após a prova que sua manobra era correta e atribuiu a culpa do acidente a Webber. "Pelas imagens, estava claro que eu tinha a parte de dentro. Eu fui por dentro e estava à frente quando reduzi para focar no ponto de freada, e, honestamente, você pode ver que ele tocou minha roda traseira direita e eu fui pra fora."
Webber, por sua vez, disse que a culpa foi de Vettel. "Seb tinha boa vantagem de velocidade final e foi por dentro. Nós estávamos lado a lado e ele virou muito rapidamente para a direita e fizemos contato. Foi uma vergonha para a equipe."
Embora Webber tenha se mantido na liderança entre os pilotos, a Red Bull perdeu para a McLaren a vantagem entre os construtores. E a equipe inglesa parece ter se aproximado perigosamente da Red Bull, principalmente em condições de corrida.
Christian Horner, o chefe da Red Bull, não quis culpar nenhum de seus pilotos, mas contou ter dito a Vettel que ele nunca deveria ter se colocado naquelas condições. "A prioridade é superar as outras equipes, e hoje nós entregamos 43 pontos de bandeja para a McLaren."
Horner disse que a Red Bull permite a disputa aberta entre seus pilotos, desde que o façam de maneira justa e responsável. "O que nós sempre pedimos aos pilotos é que dêem espaço um ao outro. Hoje, nenhum deles concedeu, e o resultado foi a perda de muitos pontos."
O chefe da Red Bull usou de exemplo de como as coisas devem ser a disputa entre os pilotos da McLaren. "Nós vimos hoje com Jenson e Lewis, eles disputaram posição, mas deram espaço um ao outro. É isso que pedimos."
Nelson TavaresO triste é que o Massa só conseguiu ganhar posição com isso. A performance dele não está das melhores... se continuar desse jeito, sai da disputa logo logo... O curioso é ver a Ferrari retrocedendo ano após ano. A equipe que despontava hoje não consegue disputar os primeiros lugares...Postado às 13:01 do dia 30/05/2010
No acidente que definiu a corrida, Vettel reclama de Webber, que contorna a área de escape para voltar à pista e ser o terceiro colocado. Foto: Mark Thompson/Getty Images
A Red Bull deu hoje na Turquia uma lição de como se pode perder um campeonato. Com seus carros nas duas primeiras posições e com mais uma vitória a caminho, acabou perdendo tudo com uma desastrada manobra de ultrapassagem de Sebastian Vettel sobre Mark Webber, que tirou o alemão da prova e jogou o australiano para o terceiro lugar.
A vitória caiu no colo da McLaren, que fez dobradinha, com Lewis Hamilton vencendo pela primeira vez no ano, e Jenson Button em segundo lugar. Webber manteve a liderança do campeonato, agora com 93 pontos, e Vettel, que dividia com ele a liderança, foi o mais punido, caindo para a quinta colocação. Button é o segundo clocado, com 88 pontos, e Hamilton, o terceiro, com 84. Fernando Alonso, com um modesto oitavo lugar é agora o quarto no campeonato, com 79 pontos, um a mais do que Vettel.
A Red Bull tinha tudo para ter feito mais uma dobradinha. Webber largou na pole e se manteve sempre absoluto, e Vettel, que estava uma posição atrás de Hamilton, assumiu o segundo lugar após a rodada de troca de pneus.
Hamilton ainda tentou ultrapassar Vettel na volta 19, chegou a colocar o carro lado a lado, mas o piloto da Red Bull segurou a posição. A corrida se encaminhava para terminar com as duas Red Bull na frente e as duas McLaren logo em seguida, quando a 18 voltas do fim aconteceu o episódio que mudou a história da prova.
Vettel partiu para a ultrapassagem sobre Webber por dentro, tocou no carro do australiano e rodou para fora da pista, com a roda traseira danificada. Furioso, Vettel deixou o carro fazendo sinais de que Webber era louco, mas o acidente foi mais culpa sua.
Webber foi jogado para a área de escape, mas conseguiu voltar à pista, já atrás das duas McLaren. O australiano ainda precisou de uma parada extra para trocar o bico do carro e não teve mais como recuperar posições.
Os pilotos da McLaren ainda travaram uma disputa espetacular, e a nove voltas do fim, Button fez uma ultrapassagem por fora sobre Hamilton, que devolveu mergulhando por dentro assim que entraram na reta dos boxes.
Temendo uma repetição do que ocorrera com a Red Bull, a McLaren mandou seus pilotos economizarem combustível e com isso não houve mais duelo. No resto da classificação, ficou tudo praticamente como na largada, com Schumacher, Rosberg, Kubica e Massa subindo apenas uma posição por conta da saida de Vettel. Alonso chegou em oitavo, ganhando quatro posições, Sutil foi o nono e Kobayashi marcou seu primeiro ponto e o primeiro da Sauber também, chegando em 10º lugar.
Newey gosta de dar suas guiadas, mas como piloto é um excelente projetista. Foto: Vladimir Rys/Getty Images
O The Guardian traz hoje deliciosa matéria sobre Adrian Newey, o mago dos projetistas, que incluiu a Red Bull entre as equipes de ponta da Fórmula 1, embora com uma estrutura bem menor que Ferrari e McLaren.
Newey se autoclassifica de o "último dinossauro" da engenharia por ser de um tempo em que o automobilismo não era tão grande quanto atualmente e um engenheiro tinha que se envolver em diferentes etapas do processo.
"Nos meus primeiros tempos na March, eu era um engenheiro de corridas nos fins de semana, desenhista no escritório de projetos durante a semana e analista no túnel de vento em outras horas", afirmou, dando a pista do segredo do seu sucesso.
"Agora, infelizmente, as pessoas não têm como se mover tanto. As equipes sairam de 10 engenheiros, no tempo em que comecei, para 200 engenheiros numa equipe de ponta."
O mais curioso da matéria está no final quando Christian Horner, o chefe da Red Bull, conta uma divertida história que viveu ao lado do projetista. Newey tem consciência de não ser um grande piloto, embora seja um corredor de fim de semana, mas de vez em quando gosta de testar suas habilidades.
No último inverno europeu, Horner conta que foi com Newey visitar Helmut Marko, consultor esportivo da Red Bull, em Graz, na Áustria. Marko esperava por eles ao fim de uma estrada ladeada de árvores e Newey decidiu acelerar, perdeu a traseira e bateu em uma das árvores danificando bem o carro. "Apenas um típico fim de tarde de sexta-feira com Adrian Newey", brincou Horner.
Webber fez a terceira pole consecutiva, agora na Turquia, e provou que é o piloto a ser batido no momento. Foto: Malcolm Griffiths/Getty Images
Quando um piloto ganha confiança e tem equipamento, é difícil segurá-lo. Mark Webber vem numa maré superpositiva e conquistou sua terceira pole consecutiva, o que o deixa como principal favorito para o GP da Turquia.
Lewis Hamilton ainda sustentou um bom duelo com Webber, mas o australiano, que já tinha feito a melhor volta rápida na sua primeira tentativa no Q3, confirmou a pole na tentativa final, mantendo a supremacia da Red Bull nas classificações, com sete poles em sete corridas.
Sebastian Vettel mais uma vez não conseguiu acompanhar Webber e um erro logo na curva 1 em sua última tentativa o impediu de superar Hamilton. Largando na terceira posição, Vettel pode até ajudar Webber, já que está no lado limpo da pista e pode atacar Hamilton logo na largada.
A McLaren mostrou que é quem mais se aproxima da Red Bull, e Jenson Button fez o quarto tempo, atrás de Vettel. A Mercedes foi a boa surpresa do treino, colocando seus dois carros na terceira fila, com Schumacher em quinto e Nico Rosberg em sexto. Schumacher ainda rodou na curva 8 na sua última tentativa de melhorar o tempo, mas se manteve à frente do companheiro de equipe.
A Ferrari ficou muito aquém do desejado, com Fernando Alonso sendo eliminado no Q2, e Massa conquistando apenas a oitava posição do grid. Alonso mais uma vez voltou a errar, desta vez na freada para a parte final do curcuito, e não passou para o Q1. O espanhol reconheceu que o erro foi seu e voltou a complicar sua corrida, já que vai largar na 12ª posição.
A Renault, que sempre tem se intrometido entre as equipes de ponta, aproveitou o mal dia da Ferrari para colocar Kubica na sétima posição e Petrov, na nona. Kamui Kobayashi, da Sauber, completou os 10 primeiros do grid.
Bruno Senna fez provavelmente seu melhor treino esse ano, e não larga na última fila, que deixou para Di Grassi e para o companheiro de equipe Karum Chandhok.
Os Tempos:
Pos Piloto Equipe Q1 Q2 Q3 1. Webber Red Bull 1:27.500 1:26.818 1:26.295 2. Hamilton McLaren 1:27.667 1:27.013 1:26.433 3. Vettel Red Bull 1:27.067 1:26.729 1:26.760 4. Button McLaren 1:27.555 1:27.277 1:26.781 5. Schumacher Mercedes 1:27.756 1:27.438 1:26.857 6. Rosberg Mercedes 1:27.649 1:27.141 1:26.952 7. Kubica Renault 1:27.766 1:27.426 1:27.039 8. Massa Ferrari 1:27.993 1:27.200 1:27.082 9. Petrov Renault 1:27.620 1:27.387 1:27.430 10. Kobayashi Sauber 1:28.158 1:27.434 1:28.122 11. Sutil Force India 1:27.951 1:27.525 12. Alonso Ferrari 1:27.857 1:27.612 13. de la Rosa Sauber 1:28.147 1:27.879 14. Buemi Toro Rosso 1:28.534 1:28.273 15. Barrichello Williams 1:28.336 1:28.392 16. Alguersuari Toro Rosso 1:28.460 1:28.540 17. Hulkenberg Williams 1:28.227 1:28.841 18. Liuzzi Force India 1:28.958 19. Trulli Lotus 1:30.237 20. Kovalainen Lotus 1:30.519 21. Glock Virgin 1:30.744 22. Senna HRT 1:31.266 23. di Grassi Virgin 1:31.989 24. Chandhok HRT 1:32.060
Button foi o mais rápido do dia e McLaren começou bem nos primeiros treinos para o GP da Turquia. Foto: Malcolm Griffiths/Getty Images
Depois de alguns erros da equipe, que prejudicaram Lewis Hamilton, na Espanha, e Jenson Button, em Mônaco, a McLaren anunciou comprometimento total para o GP da Turquia e deu sinais hoje de que pode conseguir sua melhor classificação no grid até agora.
Jenson Button foi o mais rápido no segundo treino de hoje, com 1.28.280, e Hamilton tinha sido o melhor no treino da manhã, com 1.28.653. Hamilton não conseguiu repetir o tempo à tarde e caiu para a quarta posição, atrás da dupla da Red Bull.
O segundo e terceiro lugares de Mark Webber e Sebastian Vettel não seriam motivo de preocupação para a Red Bull não fosse seus dois pilotos terem tido problemas no carro. Vettel se queixou pelo rádio da pressão da água, e Webber parou o carro na pista, a cinco minutos do fim, com sinais de fumaça na parte traseira.
O fantasma da falta de confiabilidade voltou a assustar a Red Bull, e a questão agora é se identificará os problemas a tempo do treino oficial de sábado.
Na Ferrari, Massa rodou forte na curva 8, a mais exigente do circuito, e destruiu sua volta com pneus macios. Acabou em 10º lugar, enquanto Alonso ficou em quinto, atrás da McLaren e Red Bull.
Rosberg e Schumacher andaram no mesmo ritmo, com vantagem de 60 centésimos de segundo para o primeiro. Lá atrás, Di Grassi usando pela primeira vez o carro novo da Virgin, conseguiu se colocar entre as Lotus de Kovalainen e Trulli, normalmente as melhores entre as equipes estreantes.
Pos Piloto Equipe Tempo 1. Button McLaren-Mercedes 1:28.280 2. Webber Red Bull-Renault 1:28.378 0.098 3. Vettel Red Bull-Renault 1:28.590 0.310 4. Hamilton McLaren-Mercedes 1:28.672 0.392 5. Alonso Ferrari 1:28.725 0.445 6. Rosberg Mercedes 1:28.914 0.634 7. Schumacher Mercedes 1:28.974 0.694 8. Kubica Renault 1:29.225 0.945 9. Petrov Renault 1:29.501 1.221 10. Massa Ferrari 1:29.620 1.340 11. Sutil Force India-Mercedes 1:29.629 1.349 12. Hulkenberg Williams-Cosworth 1:29.987 1.707 13. Kobayashi Sauber-Ferrari 1:30.053 1.773 14. de la Rosa Sauber-Ferrari 1:30.176 1.896 15. Buemi Toro Rosso-Ferrari 1:30.386 2.106 16. Liuzzi Force India-Mercedes 1:30.627 2.347 17. Barrichello Williams-Cosworth 1:30.766 2.486 18. Alguersuari Toro Rosso-Ferrari 1:30.933 2.653 19. Kovalainen Lotus-Cosworth 1:31.610 3.330 20. di Grassi Virgin-Cosworth 1:33.013 4.733 21. Trulli Lotus-Cosworth 1:33.081 4.801 22. Glock Virgin-Cosworth 1:33.312 5.032 23. Senna HRT-Cosworth 1:33.420 5.140 24. Chandhok HRT-Cosworth 1:33.740 5.460
MairO motor fumou sim, mas depois o Christian Horner disse que ele estava no final da vida útil. Amanhã tem motor novo.Postado às 12:38 do dia 28/05/2010
Leocade o chandhok q sempre anda mais rápido q o senna? [2]
ahahahh
acho q dessa vez nao tem surpresinha da RBR naoPostado às 12:31 do dia 28/05/2010
Lucas Rosscade o chandhok q sempre anda mais rápido q o senna?Postado às 12:31 do dia 28/05/2010
Carlos PaesRussell, nao fumou mas deu problema, o webber suou
e o massa rodou e tudoPostado às 12:08 do dia 28/05/2010
Russellque isso!?!?!?!?!?!?!??!?!!
motor da RBR fumou na pista?!Postado às 10:40 do dia 28/05/2010
Notícia das mais importantes, tão significativa quanto contratar ou reter um piloto campeão mundial. O jornal alemão Sport Bild afiirma que Adrian Newey vai continuar na Red Bull nos próximos anos.
O projetista inglês é o responsável pelo domínio do RB6 na atual temporada, e encarou sua mudança para a Red Bull, em 2006, como o desafio de tornar uma carro vencedor numa equipe mediana.
Com a contratação de Newey a Red Bull se tronou em três anos uma equipe de ponta, e está na liderança dos campeonatos de pilotos e construtores desse ano.
Christian Horner, o chefe da Red Bull, confirmou a permanência de Newey, mas disse que o contrato é confidencial. Estima-se que Newey receba um salário equivalente aos principais pilotos da Fórmula 1.
Segundo Horner, já no ano passado Newey pediu a remoção de uma cláusula que encerraria seu contrato esse ano. Gehrard Berger, que já esteve à frente da Toro Rosso, espécie de subsidiária da Red Bull, disse que a equipe se manterá competitiva enquanto Newey e Vettel estiverem lá.
Jackie Stewart compara o estilo técnico de Mark Webber ao de Denny Hulme, aqui pilotando um Brabham-Repco na Corrida dos Campeões de 1967, ano em que conqistou seu título mundial. Foto: Getty Images
Jackie Stewart entregou o troféu de vencedor do GP de Mônaco para Mark Webber e vê o piloto australiano no ponto certo de se tornar um campeão mundial.
O tricampeão pela Tyrrell, cuja equipe Stewart se tornou Jaguar, em 2000, e Red Bull, em 2005, se vale de seu próprio exemplo para diagnosticar em Webber um piloto em seu melhor momento. "Ele está com 33 anos, e acho que o início dos 30 é a melhor época para um piloto", disse Stewart em entrevista à Reuters.
Jackie Stewart foi campeão pela primeira vez, em 1969, aos 30 anos, e repetiu as conquistas em 1971 e 1973, aos 32 e 34 anos, respectivamente. Ele acha que Webber, após um longo aprendizado, tem a maturidade para aproveitar um carro obviamente rápido e uma boa chance de conquistar o campeonato esse ano.
Solicitado a comparar Webber com Jack Brabham, o único australiano que também venceu em Mônaco, Stewart, que correu contra Babham nos anos 60, disse que os estilos são bem diferentes. "Webber é um piloto tático. Talvez Denny Hulme seria um bom exemplo (de comparação).
Campeão mundial em 1967, o neozelandês Denny Hulme venceu apenas oito corridas em sua carreira, e no ano em que conquistou o título Mônaco estava entre elas. Webber tem quatro vitórias em nove anos na F1, e equipamento para vencer muitas outras.
A Red Bull enfrenta pela primeira vez a necessidade de administrar a rivalidade interna entre Webber e Vettel e garante que não vai pivilegiar nenhum. Foto: Mark Thompson/Getty Images
Com a liderança nos campeonatos de pilotos e de construtores, a Red Bull passou a ter um problema que desconhecia: administrar a disputa interna entre seus próprios pilotos.
O que normalmente acontece em qualquer equipe é um piloto ter como referência inicial o próprio companheiro. Se for mais rápido do que ele, passa a competir com os adversários das outras equipes. O problema é quando essa diferença não se estabelece clramente e a disputa interna se transforma numa enorme rivalidade.
Todas as grandes equipes já experimentaram isso e sofreram para administrar a questão. A Ferrari viu um embate entre Gilles Villeneuve e Didier Pironi, nos anos 70, que acabou em tragédia. A disputa entre Nelson Piquet e Nigel Mansell custou à Williams o título mundial de 1986. E Lewis Hamilton e Fernando Alonso mostraram que a convivência era impossível dentro da McLaren em 2007.
Para a Red Bull essa situação é novidade. Primeiro porque a equipe só se estabeleceu como uma das grandes no ano passado. E depois, porque uma ordem natural se impôs com a vantagem constante de Sebastian Vettel sobre Mark Webber na maior parte das provas.
Mas essa situação se alterou agora com o bom momento de Webber, que venceu as duas últimas corridas e está empatado com Vettel na liderança do campeonato, com a vantagem de uma vitória a mais.
Dieter Mateschitz, o dono da Red Bull, não só da equipe mas do próprio fabricante do energético, surgiu para dar o veredito. Segundo ele, a equipe não vai favorecer nenhum de seus pilotos. "Ao invés disso, o melhor ou o mais sortudo vencerá", afirmou ao jornal alemão Bild am Sonntag.
Para o consultor esportivo da equipe e ex-piloto Helmut Marko, a rivalidade entre os pilotos da equipe é crucial para o sucesso dela e deles. Vettel, por sua vez, diz que a melhor situação é ter o companheiro de equipe como oponente, porque se sabe extamente com que recursos ele conta.
Até agora tudo muito bem, mas à medida que o campeonato começa a se definir a situação não é tão tranquila assim. Vettel não andou nada feliz após as duas vitórias consecutivas de Webber, e a Red Bull falou de um problema de chassis no carro do alemão, que soou como desculpa para o piloto não ficar mal.
Na Turquia já é possível prever uma disputa acirrada entre Vettel e Webber pela pole-position e na corrida. Ano passado, Vettel fez a pole, mas cometeu um erro e ficou atrás de Webber e de Button.
Nicolas Todt, empresário de Massa, teria iniciado negociações com a Renault para 2011. Foto: Mark Thompson: Getty Images
De agora até julho, os boatos sobre mudanças de equipe vão aumentar ainda mais. Muitos não passarão disso mesmo, mas é preciso acompanhá-los, pois na F1, muitas vezes onde há fumaça há fogo. Mark Webber, que após as quatro primeiras corridas era praticamente considerado peça fora do baralho, virou figura determinante após as vitórias consecutivas em Barcelona e Mônaco.
O lugar de Webber era um dos mais cobiçados, mas a Red Bull já avisou que gostaria de manter sua dupla de pilotos para 2011. Webber, porém, não descarta mudar de equipe ao fim desse ano, quando termina seu contrato. Um interesse da Ferrari no australiano já foi mencionado e até uma troca com Felipe Massa, que iria para seu lugar na Red Bull. Webber espera que seu futuro na F1 esteja definido até o GP da Inglaterra, dia 11 de julho.
Se corre o risco de perder Webber, a Red Bull nem quer ouvir falar de uma saída de Vettel. O jovem piloto alemão é a aposta da Red Bull, que usa um discurso sedutor para mantê-lo. Segundo Helmut Marko, conselheiro esportivo da equipe, porque Vettel trocaria uma situação confortável na Red Bull por uma disputa acirrada com Alonso, na Ferrari, por exemplo. Marko lembrou que a Red Bull vem com um carro vencedor desde 2008 e que tem condições de manter essa situação nos próximos anos.
A menção freqüente à Ferrari confirma que a posição de Massa é mesmo a mais ameaçada. O brasileiro gostaria de continuar na escuderia italiana, mas diante dos boatos, seu empresário, Nicolas Todt, teria iniciado conversas com a Renault, segundo informações do jornal finlandês Turun Sanomat.
Nesse caso, mais uma vez, Massa poderia trocar de lugar com outro piloto. Robert Kubica deixaria a Renault para se mudar para a Ferrari, e o brasileiro ocuparia seu lugar na equipe francesa. McLaren e Mercedes, por enquanto, se mantêm fora das especulações. A equipe inglesa tem uma dupla de campeões mundiais e não teria razão para mudar, a não ser que o relacionamento entre Button e Hamilton desandasse, o que não parece ser o caso. Já a Mercedes aposta em Nico Rosberg e só mudaria algo se Schumacher, frustrado com sua fraca temporada, decidisse abreviar sua volta à Fórmula 1.
kubica na ferrari ia fazer um estrago, eu queria o massa na redbul com o vetel, ia ser uma boa dupla! Postado às 12:26 do dia 24/05/2010
IuryMassa na Renault? Está fadado ao fracasso!
Se for para a RBR, ainda pode sonhar com alguma coisa.
É o Barrichello do futuro!Postado às 10:49 do dia 24/05/2010
Hamilton só espera alcançar a Red Bull em Silvertsone. Foto: Getty Images
Uma declaração de Lewis Hamilton após o GP de Mônaco foi reveladora da distância da Red Bull sobre as outras equipes de ponta. O piloto da McLaren admitiu que sua equipe pode estar a meses de ter condições de competir com a Red Bull.
Hamilton duvidou que a McLaren possa alcançar a Red Bull já na Turquia, semana que vem, e disse esperar que no GP da Inglaterra, dia 11 de julho, isso seja possível.
Como a Red Bull também está bem adiante de Ferrari e Mercedes, se a previsão de Hamilton estiver certa, a equipe do energético ainda dominará os GPs em Istambul, Montreal e Valência. Nesse caso, poderá construir uma vantagem difícil de ser alcançada na segunda metade da temporada.
A Red Bull foi obrigada a mudar o desenho do difusor traseiro em Mônaco, mas Webber dominou a prova como fizera na Espanha. Foto: Paul Gilham/Getty Images
A superioridade da Red Bull nessa temporada vem incomodando as outras equipes de ponta, que se esforçam por encontrar alguma irregularidade no carro projetado por Adrian Newey que justifique sua velocidade e equilíbrio tanto nas classificações quanto nas corridas.
Primeiro se levantou a hipótese de que o RB6 teria algum sistema de suspensão ativa, que lhe permitiria andar mais baixo na classificação e se elevar automaticamente com o tanque cheio para a corrida.
Por conta dessa suspeita, a FIA fez um exame completo no carro da Red Bull e nada encontrou. Agora, sabe-se que a Red Bull foi obrigada a modificar uma asa do difusor traseiro no Grande Prêmio de Mônaco.
A McLaren teria identificado um elemento do difusor traseiro do RB6, que não estaria de acordo com o regulamento. No grid para o GP da Espanha, o diretor de engenharia da McLaren , Paddy Lowe, suspeitou que alguma coisa estava irregular na traseira do carro e comunicou à FIA.
A Red Bull foi solicitada pelos comissários da FIA em Mônaco a modificar o design do difusor, mas também dominou a corrida, assim como fizera em Barcelona. O chefe da equipe, Christian Horner confirmou a mudança e foi irônico: "Tivemos que usar uma versão sem essas asas (do difusor) e descobrimos que ficou ainda melhor do que antes."
A parte traseira do carro da Red Bull tem sido constantemente observada pelos concorrentes, o que levou a equipe a colocar um batalhão de mecânicos atrás do carro quando ele está alinhado no grid. Segundo Christian Horner, a traseira do carro é muito sensível e a equipe faz o máximo para que as outras não a vejam em detalhes.
Fernando Alonso cometeu algum erro em quase todas as corridas até agora, o que vem prejudicando sua temporada. Foto: Mark Thompson/Getty Images
Fernando Alonso disse em seu blog no site da Ferrari que poderia ter vencido o GP de Mônaco não fosse o acidente de sábado. Ninguém duvida. Mas começa a chamar atenção a série de erros que o espanhol vem comentendo esse ano.
Em Mônaco, ele tinha sido o mais rápido na quinta-feira e a corrida provou que o carro estava em excelentes condiçõesb para brigar pela vitória. Mas Alonso bateu sozinho, por erro próprio, destruindo o chassis da Ferrari e suas chances de vitória numa pista em que podia competir em mais igualdade de condições com a Red Bull.
"Isso nunca aconteceu comigo antes, ficar sem condições de participar da classificação... Ter que assistir a classificação pela tela, do início ao fim, foi realmente cruel", escreveu ele no blog.
Mas o erro em Mônaco não foi o primeiro de Alonso nessa temporada. Mais correto seria dizer que foi o último, tantas vezes em que comprometeu sua corrida por conta própria. No Bahrein não foi o caso, já que acabou vencendo, mas foi superado por Massa no treino de classificação por um erro na sua melhor volta.
Na pista molhada da Austrália, Alonso tocou em Button na primeira curva, rodou e perdeu a vantagem que tinha construído com o terceiro lugar na classificação.
Na Malásia, o erro foi da Ferrari em não mandar logo os seus pilotos à pista em treino sob chuva, que foi piorando e deixou Alonso na 19ª posição. A decisão da equipe de aguardar que as condições melhorassem, porém, teria tido apoio integral do espanhol. Essa doi a única prova que Alonso não completou, com o motor Ferrari explodindo na penúltima volta.
Na China, Alonso queimou a largda e foi punido com um drive through que já reduziu suas chances. Depois, fez uma corrida errática, parando duas outras vezes nos boxes para colocar pneus intermediários e depois recolocar pneus de pista seca, já que a ameaça de chuva não se concretizou.
Na Espanha, correndo em casa, foi o único GP em que Alonso não cometeu nenhum erro e acabou recompensado pelo acidente de Hamilton no final da prova, que lhe deixou o segundo lugar de bandeja.
É justo ressaltar que com todos esses erros, Alonso quase sempre conseguiu se recuperar do prejuízo e marcar pontos importantes, que o deixaram a três pontos da dupla da Red Bull. Mas sem esses erros ele talvez estive ainda mais próximo ou até à frente, considerando os problemas de confiabilidade que a Red Bull teve nas primeiras corridas do ano.
HessSurpresos com a declaração de Montezemolo ao dizer que sente falta do Schumacher? Eu não, Alonso esta errando muito, erros que raramente acontece com Schumacher(estar sem ritmo é outra coisa, até já era esperado, pois ficou 3 anos sem correr, mas já mostrou ótima reação nos 2 ultimos GPs). A má largada de Alonso na ESP e a batida nos treinos de MON(fora os outros erros) devem ter deixado Montezemolo com enorme saudade do alemão, ficou bem claro que foi uma INDIRETA ao espanhol, se Alonso não for campeão logo a Ferrari vai tentar seduzir o alemão na Mercedes(tudo é possível), ela sabe que Schumacher tem a capacidade de fazer uma super equipe, acompanho a F1 a 3 décadas e nunca vi um piloto dar estabiliade a uma equipe como Schumacher o fez, e sem desculpas de que a Ferrari dava só atenção ao alemão,isso também acontecia com brasileiros, ex: são Piquet e Senna que sempre tiveram a equipe toda a seu favor em 90% da carreira, Senna mesmo(tirando 88/89) sempre mandou nas equipes!Postado às 08:19 do dia 24/05/2010
MairÉ verdade, a diferença é de apenas três pontos. É que ainda estou inconformado em terem anulado aquela ultrapassagem do Schumacher sobre ele em Mônaco...rsrsPostado às 07:54 do dia 20/05/2010
IuryBué da fixe!Postado às 12:37 do dia 19/05/2010
Afs.AngolaOs erros de facto são muitos, mais a competência e a sorte de campeão estão o ajudando de+. Uma ressalva ele está a apenas três da dupla da Red Bull e não a cinco como o texto diz...
Atentamente.Postado às 11:54 do dia 19/05/2010
Leonao Russell, nao acho nao cara... mesmo com tantos ocorridos, o Alonso mantém a posição no campeonato e está na briga pelo título, competindo de perto com as duas RBR... por isso q ele é bicampeao rsrsPostado às 11:01 do dia 19/05/2010
RussellTá errando muito pra quem é bicampeao!Postado às 10:58 do dia 19/05/2010
Jack Brabham considerou fantástica a vitória de Webber em Mônaco e acha que esse pode ser o ano do piloto da Red Bull. Foto: Vladimir Rys/Getty Images
Vencer o Grande Prêmio de Mônaco tem um sabor especial e é o sonho de todo piloto. Ao lado das 500 Milhas de Indianápolis e das 24 Horas de Le Mans, é a corrida mais importante do mundo, e é por isso que Mark Webber continua saboreando seu resultado lá no último domingo.
A impecável vitória de Webber levantou uma onda de otimismo na Austrália. O piloto da Red Bull é o primeiro australiano a vencer em Mônaco, desde Jack Brabham, em 1959, ano do primeiro de seus três títulos mundiais.
Brabham, hoje com 84 anos, assistiu a corrida pela TV e ficou entusiasmado. "Ele não cometeu nenhum erro e fez um trabalho fantástico. Espero que esse possa ser o seu ano", disse o tricameão ao jornal The Australian.
Brabham ressaltou que Mônaco é um dos circuitos mais difíceis e que vencer lá dá muita confiança ao piloto. "É uma pista muito exigente. Você realmente sabe que fez alguma coisa quando ganha lá."
O também australiano e ex-campeão mundial Alan Jones foi outro que elogiou Webber, e acha que após superar Sebastian Vettel em duas corridas seguidas sua autoconfiança cresceu muito.
Apesar de ter sido campeão mundial em 1980, Jones confessou que gostaria de ter vencido uma vez em Mônaco. "Eu liderei uma vez e cheguei a abrir uma vantagem de 20 segundos, mas fui traído por falta de combustível. Era um grande prêmio que eu queria ter vencido porque é provavelmente a corrida de maior prestígio no mundo."
Aplaudido por Jackie Stewart, Mark Webber comemora a vitória em Mônaco, que confirma sua plenitude aos 33 anos. Foto: Paul Gilham/Getty Images
Numa época em que os talentos na Fórmula 1 são cada vez mais precoces, e que o recorde de juventude entre os campeões mundiais vem sendo batido com frequência depois de ficar longos anos em posse de Emerson Fittipaldi, é curioso ver um piloto como Mark Webber atingir sua melhor forma aos 33 anos.
Antes do início da atual temporada, a opinião generalizada era de que esse seria o último ano de Webber na Fórmula 1. Superado ano passado por Sebastian Vettel na disputa interna da Red Bull, seu papel parecia o de coadjuvante, o que com a sua idade não garante futuro na categoria.
As primeiras quatro corridas do ano reforçaram essa impressão, com Vettel sempre pontuando mais, à exceção da Austrália, onde abandonou, e vencendo o GP da Malásia. A estrela do jovem piloto alemão reluzia, enquanto o australiano dava sinais de se encaminhar para o ostracismo.
A volta de Kimi Raikkonen à F1 ocupando o seu lugar na Red Bull passou a ser cogitada, até que começou a temporada européia. Webber fez duas poles e venceu as duas corridas, não só assumindo a liderança do campeonato, como se revelando forte candidato ao título.
Sua ressureição levou a Red Bull a iniciar as negociações para mantê-lo na equipe em 2011, o que confirma a confiança na sua capacidade de obter bons resultados por mais uma temporada.
Mark Webber é um piloto que chegou à plenitude com a experiência. Patrick Head, sócio de Frank Williams, de cuja equipe Webber foi dispensado após duas temporadas frustrantes, disse que o australiano era muito rápido em uma volta, mas tinha tendência de cometer erros nas corridas e sair delas.
"No primeiro ano na Red Bull, ele foi o mesmo. Mas no segundo ano, nós percebemos que esses erros desapareceram", disse Head ao The Guardian.
Webber está agora por cima da carne seca e é o primeiro australiano a liderar um mundial de F1 desde Alan Jones, em 1981. Se porventura se tornar campeão entrará na galeria dos heróis do país, ao lado de Jones e do tricampeão Jack Brabham.
HessUns chegam e ARREBENTAM, casos de Piquet/Prost/Senna/Schumacher/Alonso/Lewis/Vettel...outros levam + tempo para fazer sucesso(Button/Webber)mas isso se deve pq são poucas as equipes que brigam pelo título, mas também é verdade que uns são melhores que os outros, quando um piloto FAZ ACONTECER isso enche os OLHOS da equipe, Rosberg que se cuide, pois até aqui só levou o carro até a bandeirada, não fez um grande lance até agora, nem mesmo uma bela ultrapassagem(depois reclamam que a equipe vai toda para o alemão). Button sempre foi um belo piloto e demostrou seu valor em 2009/2010, Webber vem fazendo o mesmo, sabe que 2010 pode ser sua ultima chance de ser campeão, vem sim dando trabalho ao Vettel, o mesmo acontece em outras equipes. Fica cada dia mais FEIO para o Rubinho, todos se impõe ao seu companheiro de equipe(foram muitos os casos nos últimos anos, sempre foi assim na F1), mas com Rubens nunca aconteceu, Button o SURROU em 06/07/09 e Galvão nem tem como culpar o alemão e a FerrariPostado às 08:44 do dia 24/05/2010
IuryO cara é bom!Postado às 10:01 do dia 18/05/2010
O estreito circuito de Mônaco, praticamente sem retas, fez com que todo mundo, à exceção da McLaren, deixasse o duto de lado, mas na Turquia quem já tem desenvolvido o mecanismo que neutraliza a asa traseira nas retas voltará a utilizá-lo.
A Ferrari, que estreou seu aeroduto na Espanha, está melhorando o seu funcionamento para que traga as vantagens esperadas na Turquia. Os carros de Massa e Alonso foram bem rápidos na grande reta de Barcelona, mas o sistema também estava tirando pressão aerodinâmica nas curvas mesmo quando não estava sendo ativado.
A Sauber não usou o duto em Mônaco também por questões de segurança. "Eu queria meus pilotos com as duas mãos no volante atravessando o túnel. Desde que Karl Wendlinger teve o acidente aqui, em 1994, eu tenho respeito por esse lugar", disse Peter Sauber à Auto Motor und Sport.
Sauber se referia ao grave acidente do piloto austríaco na saída do túnel, que o deixou em coma por longo período e assustou a Fórmula 1, na corida seguinte à morte de Senna, em Imola.
O aeroduto da Sauber, assim como o da Ferrari, é acionado pelas mãos do piloto no interior do cockpit. O da McLaren é posto em funcionamento com um movimento de joelho dos pilotos.
A Red Bull começará a experimentar o conceito na Turquia. O carro da equipe já é o mais rápido, mesmo sem duto, e ela só pretende aproveitar o mecanismo quando estiver absolutamente segura de seu funcionamento.
A direção do Grande Prêmio de Mônaco acaba de punir Michael Schumacher com a perda de 20 segundos pela ultrapassagem sobre Fernando Alonso na última curva da corrida.
Os comissários consideraram que a corrida terminou sob Safety Car e que nenhuma ultrapassagem poderia ter acontecido entre a entrada do pit lane, onde o Safety Car deixou a pista, e a linha de chegada.
Com a punição, Schumacher caiu da sexta para a 12ª posição, e Sebastien Buemi, da Toro Rosso, subiu para o 10º lugar, conquistando seu primeiro ponto na temporada. Com o sexto lugar recuperado. Alonso passa a totalizar 75 pontos e fica apenas três atrás da dupla da Red Bull.
A Mercedes recorreu da decisão, que será julgada pela Corte de Apelação da FIA. A federação disse, no entanto, que o apelo é estritamente quanto à decisão e não à punição, já que os 12 segundos aplicados a Schumacher foram considerados um drive through pós-corrida e contra drive-through não existe recurso.
Webber e Vettel fizeram a segunda dobradinha do ano e cada um tem 78 pontos. A vantagem é do australiano, com uma vitória a mais. Foto: Mark Thompson/Getty Images
Não fossem as entradas do Safety Car o Grande Prêmio de Mônaco seria um tédio. Bastaria republicar a foto do post do treino de classificação, que os três primeiros estariam lá, quase na mesma ordem: Webber, Vettel e Kubica.
Mas foram os acidentes que mudaram um pouco a história da corrida. E Fernando Alonso, particularmente, experimentou a dor a e a delícia da interrupção da prova.
Logo após a largada, quando Vettel ultrapassou Kubica e estabeleceu o domínio da Red Bull que permaneceria inalterado até a chegada, Nico Hulkenberg, da Williams, deu um pancadão dentro do túnel, obrigando a primeira entrada do Safety Car.
Alonso, que largara do pit lane, na última posição, aproveitou para fazer logo sua troca por pneus duros, o que lhe possibilitaria ir até o final sem parar mais. Ainda com o carro de segurança na pista, Button abandonou a prova com o motor superaquecido porque a McLaren esqueceu de tirar a tampa do duto que não precisaria ser usado em Monte Carlo.
Alonso começou uma série de ultrapassagens sobre as equipes mais lentas, todas na saída do túnel, na freada para a chicane, e depois da parada geral para trca de pneus já era o sexto colocado. Para quem realmente só podia sonhar em chegar na zona de pontuação, a corrida estava ganha.
Outros dois Safety Cars ainda entraram na pista sem alterar muito as posições, mas a quatro voltas do final, Trulli e Chandhok se enroscaram na Rascasse, quando o piloto da Lotus forçou a ultrapassagem sobre o indiano. Novo Safety Car e parecia que a corrida terminaria assim, mas a luz verde foi acesa na última volta, exatamente após a curva Rascasse, a poucos metros da linha de chegada. Schumacher aproveitou bem essa relargada, botou o carro por dentro da Ferrari de Alonso e tirou do espanhol a sexta colocação, dois pontinhos que podem fazer falta no final do campeonato.
A Red Bull fez sua segunda dobradinha no ano, e finalmente assumiu a liderança nos campeonatos de pilotos e construtores. Webber e Vettel têm 78 pontos cada um, e a liderança é do australiano por ter duas vitórias contra uma do alemão.
Alonso é o terceiro, com 73 pontos, seguido por Button, com 70, e Massa, quarto colocado em Mônaco, com 61. Kubica é o sexto colocado, com 59 pontos, mesma pontuação de Hamilton. Rosberg é o oitavo, com 54 pontos, e Schumacher, o nono, com 30.
Será que eles acreditam? Jornal espanhol fala de troca de lugares entre Felipe Massa e Mark Webber em 2011. Foto: Getty Images
A temporada de especulações sobre as mudanças de pilotos para 2011 deu a largada em Mônaco. Na verdade, já tinha cmeçado com a possível tranferência de Robert Kubica para a Ferrari, mas agora se consolidou, tendo como alvo o que é visto como fráfil posição de Felipe Massa na escuderia italiana.
O jornal inglês The Sun, o espanhol El Mundo Deportivo e o jornalista inglês James Allen, bem enfronhado na Fórmula 1, colocaram Mark Webber com um dos possíveis substitutos de Massa na Ferrari em 2011.
Três fontes diferentes tornam a informação mais robusta, mas entre os jornalistas da F1 é comum a troca de informações, o que pode significar que a fonte da notícia seja uma só. O que parece estranho é o veterano Webber, cuja carreira se encaminha para o fim, ser cobiçado pela Ferrari. O australiano venceu o GP da Espanha, mas está atrás de Sebastian Vettel no campeonato, e ano passado foi superado com folga pelo jovem alemão. Um possibilidade seria oapoio de Alonso, que preferiria ter Webber ao seu lado do que Kubica chegando com muita vontade de vencer.
Uma dos veículos da notícia, o jornal The Sun, reconhece que Webber pode encerrar a carreira ao fim dessa temporada se for dispensado pela Red Bull e não encontrar outra equipe de ponta. A volta de Kimi Raikkonen à F1 pela Red Bull, a quem está ligado no Mundial de Rali, já vem sendo cogitada, e o The Sun afirma que até julho a situação da equipe para 2011 deverá se definir.
Já o El Mundo Deportivo diz que pode acontecer uma simples troca de lugares entre Webber e Massa, com o brasileiro se tornando o companheiro de Vettel na Red Bull ano que vem.
Depois do primeiro treino em Mônaco, na quinta-feira, muita gente comentou aqui que na hora H é a Red Bull que dá as cartas e leva a pole-position. Pois o próprio Fernando Alonso, o mais rápido na quinta-feira, reconheceu isso, não se considerando o favorito para a pole.
"Só houve o treino de quinta-feira, e vimos ese ano muitas sessões dominadas pela McLaren, com a gente lá em cima também, e então a Red Bull surpreende todo mundo na classificação", comentou.
Jenson Button, por sua vez, disse que a Ferrari parece bem rápida, mas se disse seguro de que a Red Bull escondeu o jogo no primeiro treino.
A equipe do energético tinha um problema ano passado em pistas travadas, mas Christian Horner garante que a evolução do modelo deste ano o tornou mais amigável de circuitos como Mônaco.
Diante do que vimos na Espanha, a chance das outras equipes de ponta conseguirem uma vitória agora está em Mônaco. Se o domínio for da Red Bull, a dor de cabeça vai aumentar, pois será preciso muito desenvolvimento para alcançá-la.
Alonso foi o mais rápido nas duas sessões de hoje e pode até ter garantido a pole se o treino de sábado for sob chuva. Foto: Paul Gilham/Getty Images
A chuva temida não passou de algumas gotas ao final da sessão, e o primeiro treino oficial em Mônaco confirmou Ferrnando Alonso na ponta, comprovando que o espanhol vem com vontade para aproveitar um circuito onde a vantagem da Red Bull não é tão flagrante.
Alonso, que já tinha sido o mais rápido no treino livre da manhã, foi o único a entrar na casa de 1 minuto e 14 segundos, com uma volta limpa, com pneus macios. O espanhol foi 109 milésimos mais rápido que Nico Rosberg, que por sua vez deixou Sebastian Vettel na terceira posição.
Massa, que foi atingido pela Lotus de Kovalainen no final da sessão, fez o quarto melhor tempo, seguido por Schumacher e Kubica. A McLaren não encontrou o melhor ritmo e deixou Hamilton em sétimo, e Button, em nono, com a Force India de Adrian Sutil entre eles.
Pior foi o desempenho de Mark Webber, que fez apenas o 10º tempo, quase alcançado por Petrov. Bruino Senna continua enfrentando sérios problemas no carro e conseguiu completar apenas 11 voltas, contra 35 de Chandhok, seu companheiro na Hispania. O resultado foi o último tempo
Veja os tempos finais do 1º treino em Mônaco:
1. Fernando Alonso (ESP/Ferrari) - 1min14s904
2. Nico Rosberg (ALE/Mercedes) - 1min15s013
3. Sebastian Vettel (ALE/Red Bull) - 1min15s099
4. Felipe Massa (BRA/Ferrari) - 1min15s120
5. Michael Schumacher (ALE/Mercedes) - 1min15s143
6. Robert Kubica (POL/Renault) - 1min15s192
7. Lewis Hamilton (ING/McLaren) - 1min15s249
8. Adrian Sutil (ALE/Force India) - 1min15s460
9. Jenson Button (ING/McLaren) - 1min15s619
10. Mark Webber (AUS/Red Bull) - 1min15s620
11. Vitaly Petrov (RUS/Renault) - 1min15s746
12. Sebastian Buemi (SUI/Toro Rosso) - 1min16s276
13. Nico Hulkenberg (ALE/Williams) - 1min16s348
14. Rubens Barrichello (BRA/Williams) - 1min16s522
15. Vitantonio Liuzzi (ITA/Force India) - 1min16s528
16. Pedro de la Rosa (ESP/Sauber) - 1min16s599
17. Kamui Kobayashi (JAP/Sauber) - 1min16s818
18. Jaime Alguersuari (ESP/Toro Rosso) - 1min17s023
19. Heikki Kovalainen (FIN/Lotus) - 1min18s184
20. Lucas Di Grassi (BRA/Virgin) - 1min18s478
21. Jarno Trulli (ITA/Lotus) - 1min18s667
22. Timo Glock (ALE/Virgin) - 1min18s721
23. Karun Chandhok (IND/Hispania) - 1min20s313
24. Bruno Senna (BRA/Hispania) - 1min21s688
Joananada a ver, eu lembro do de la rosa sim pq ele falou mal de monaco e naum fez nada... vai dar alonso!Postado às 17:16 do dia 13/05/2010
Carlos PaesE falo mais! Dá Vettel! Postado às 17:15 do dia 13/05/2010
Leofalou e disse hahahaPostado às 17:15 do dia 13/05/2010
Carlos PaesEsquece o De la rosa, Alonso fez a pole mas a Mercedes que mandou bem, rosberg em 2º é um resultado mt acima do esperado, schumi tb nao foi mal. o problema é que é sempre assim, vai a turma, faz bonito, chega no sábado, o webber e o vettel papam tudoPostado às 17:14 do dia 13/05/2010
JoanaDe la rosa fala, fala, e nunca sai do mesmo lugarPostado às 16:56 do dia 13/05/2010
RusselAlonso botando abaixo dos 14s... mt triste pela williams, que situação horrorosaPostado às 15:23 do dia 13/05/2010
Embora tenha feito sua melhor corrida esse ano, Schumacher cruzou a linha de chegada mais de um minuto atrás de Webber. Foto: Mark Thompson/Getty Images
Embora Schumacher tenha mostrado lampejos dos velhos tempos no quarto lugar na Espanha, a Mercedes não conseguiu nenhuma evolução significativa com o novo pacote que levou para Barcelona e parece meio perdida.
Schumacher teve seu melhor fim de semana desde que voltou às pistas, mas cruzou a linha de chegada mais de um minuto atrás de Mark Webber, uma eternidade em termos de Fórmula 1.
Nico Rosberg, que ao contrário de Schumacher teve seu pior fim de semana, acha que a equipe deu um passo atrás. "Na corrida anterior eu era capaz de lutar com a Red Bull, agora nós não estamos em lugar nenhum."
O diretor da equipe, Nick Fry, também se mostrou preocupado com a diferença de performance para a Red Bull. "Quando você termina um minuto atrás é muito decepcionante, e a realidade é que ainda temos muito trabalho a fazer."
Como para Mônaco as equipes não terão tempo para nada, a Mercedes terá que se mostrar mais competitiva na Turquia, no fim do mês, justamente o prazo estabelecido para conseguir algum resultado com o carro atual. Se até lá, nenhum sinal positivo for identificado, a Mercedes pode colocar mais forças no desenvolvimento do carro do ano que vem.
Horner garante que RB6 também é bom em curvas de baixa. Foto:Getty Images
Mesmo sem um retrospecto favorável em Mônaco e com a eficiência de seu carro mais evidente em curvas de alta, a Red Bull é a favorita à vitória nas ruas estreitas de Monte Carlo.
Niki Lauda deu um veredito definitivo nesse sentido em Barcelona. "Se eles foram seis décimos mais rápidos aqui, a situação será a mesma em Mônaco, mas talvez três ou quatro décimos."
O carro da Red Bull ano passado não se destacava em pistas lentas, mas Christian Horner, o chefe da equipe, garante que o RB6 evoluiu nas áreas em que o precessor era fraco. "Nós mantivemos nossa performance em alta velocidade, mas também melhoramos muito o desempenho em baixa velocidade", disse Horner.
Como a Red Bull vem se mostrando imbatível na classificação, as chances de estar com seus carros na primeira fila em Mõnaco são grandes. E daí para a vitória é um passo.
Hamilton tomou quase um segundo de Webber e ficou impressionado com velocidade da Red Bull. Foto: Mark Thompson/Getty Images
A vantagem
da Red Bull foi tão flagrante em Barcelona que a McLaren sia satisfeita em ser
a melhor do resto, como comentou Lewis Hamilton, o piloto que conseguiu chegar
mais perto de Webber e Vettel, mesmo assim a quase um segundo atrás do pole.
Hamilton se disse surpreso com a velocidade dos carros da Red Bull e considerou
massiva a diferença deles para o resto. Como Barcelona dá o tom para o resto da
temporada, as equipes terão que trabalhar muito para alcançar a Red Bull e em
circuitos de alta pressão aerodinâmica a equipe do energético tende a ser
imbatível.
"Eles são muito rápidos nas curvas de alta e têm mais pressão e eficiência
aerodinâmicas que as demais equipes. E deram um passo à frente que nos deixou
mais atrás ainda", disse Hamilton após o treino.
"É bom nos ver como os melhores do resto.Este carro tem muito potencial e
precisamos continuar trabalhando em seu desenvolvimento. Temos avenidas para
melhorar a pressão aerodinâmica", acrescentou.
Webber levou a melhor no duelo particular com Vettel e conquistou sua segunda pole na temporada. Foto: Mark Thompson/Getty Images
A Red Bull fez um treino à parte, sempre mais rápida que as demais equipes, e Mark Webber garantiu a quinta pole-position do ano para a equipe em cinco corridas. O aproveitamento de 100% foi completado com o segundo lugar de Sebastian Vettel, que garantiu a primeira fila para a Red Bull.
Se não chover amanhã, dificilmente a vitória escapa de um dos pilotos da Red Bull. Barcelona é um circuito de difícil ultrapassagem, e a eficiência aerodinâmica da Red Bull nas curvas de alta garante uma vantagem significativa para a equipe.
A Red Bull foi mais rápida desde o Q1 e foi ampliando a vantagem até o Q3. Webber e Vettel mantiveram um duelo à parte, com o australiano levando vantagem nas três sessões de classificação até ser o único a baixar da casa de 1 minuto e 20 segundos.
A imagem relaxada do chefe da equipe, Christian Horner, e do projetista Adrian Newey, focalizada pela TV assim que o Q3 acabou, revela a confiança da Red Bull no progresso que fez para a temporada européia.
O consultor esportivo da equipe, Helmut Marko, já tinha revelado que a Red Bull estaria três décimos mais rápida em Barcelona, e ninguém conseguiu acompanhar o seu desenvolvimento.
Lewis Hamilton, o terceiro colocado, ficou 8 décimos atrás de Webber, e Jenson Button, o quinto, a quase um segundo do australiano. Fernando Alonso conseguiu uma volta heróica para se colocar entre as duas McLaren, e Michael Schumacher, pela primeira vez esse ano, conseguiu superar Rosberg e vai largar na sexta posição.
Robert Kubica mais uma vez andou além do equipamento, colocando a Renault entre as duas Mercedes. Felipe Massa fez apenas o nono tempo, uma classificação decepcionante, e Kamui Kobayashi fechou os 10 primeiros com uma colocação impressionante para o que a Sauber vinha demonstrando até agora.
Os Tempos: 1. Webber Red Bull 1.19.995 2. Vettel Red Bull 1.20.101 3. Hamilton McLaren 1.20.829 4. Alonso Ferrari 1.20.937 5. Button McLaren 1.20.991 6. Schumacher Mercedes 1.21.294 7. Kubica Renault 1.21.353 8. Rosberg Mercedes 1.21.408 9. Massa Ferrari 1.21.585 10. Kobayashi Sauber 1.21.984 11. Sutil Force India 1.21.985 12. De la Rosa Sauber 1.22.026 13. Hulkenberg Williams 1.22.131 14. Petrov Renault 1.22.139 15. Buemi Toro Rosso 1.22.191 16. Alguersuari Toro Rosso 1.22.207 17. Liuzzi Force India 1.22.854 18. Barrichello Williams 1.23.125 19. Trulli Lotus 1.24.674 20. Kovalainen Lotus 1.24.748 21. Glock Virgin 1.25.475 22. Di Grassi Virgin 1.25.556 23. Chandhok HRT 1.26.750 24. Bruno Senna HRT 1.27.122
A estrutura que a Ferrari monta no padoque das corridas européias é sempre impressionante. Foto: GPUpdate
Com o início da temporada européia, o deslocamento das equipes entre um país e outro é feito por caminhões, e os padoques são tomados pelos motorhomes, cada dia mais sofisticados e cheios de novidades.
Mesmo com menos espaço no padoque pelo maior número de equipes esse ano, os espaços de hospitalidade buscam acompanhar a tecnologia da Fórmula 1 para agradar e impressionar seus convidados VIPs.
O site GP Update fez uma galeria com todos os motorhomes que já estão na Espanha, que impressionam pela grandiosidade. Parecem verdadeiras casas. O da Force India, que ainda não estará totalmente concluído em Barcelona, terá um sistema de reconhecimento de voz dos convidados, dando-lhes boas vindas assim que chegam e já comandando a bebida de preferência no bar.
O da Red Bull será um prédio de tres andares, dos quais apenas dois estarão prontos em Barcelona. A equipe tinha previsto uma festa na piscina para esta quinta-feira.
Ferrari e McLaren apostaram em arrojadas estruturas de vidro e até a Lotus montou um moderníssimo motorhome, que rivaliza com o das grandes equipes. É na Europa que a F1 mostra seu luxo e riqueza, que nenhuma Amélia sonharia imaginar.
rojaumdinheiro chama dinheiro!!! mas acho ridículo!!!Postado às 15:28 do dia 06/05/2010
LuisO pior é a Lotus montar um motorhome todo moderno PARA rivalizar com ferrari e companhia... rivaliza na pista!!!! Postado às 11:49 do dia 06/05/2010
Iury festa na piscina ??? caraca hein... Por isso que as equipes vão à falência... o gasto é exorbitante também fora da pistaPostado às 11:24 do dia 06/05/2010
Helmut Marko (com Vettel) aposta que a Red Bull será três décimos mais rápida em Barcelona, circuito que já é favorável à equipe. Foto: Clive Mason/Getty Images
Enquanto todo mundo fala do pacote aerodinâmico da Mercedes e da tentativba das equipes de copiar o sitema de duto da McLaren, a Red Bull trabalha em silêncio para o GP da Espanha e promete ser três décimos de segundo mais rápida em Barcelona.
A Red Bull teve o carro mais rápido das quatro primeiras corridas e pode manter essa condição, segundo Helmut Marko, ex-piloto e consultor esportivo da equipe. Em entrevista à TV austríaca, Marko disse que com base nos dados coletados pela equipe, o carro será pelo menos três décimos mais rápido em Barcelona.
Na F1, as diferenças são consderadas por décimos. Um segundo é uma eternidade. Se ninguém evoluir tanto, a Red Bull já desponta como favorita. O circuito de Barcelona exige pressão aerodinâmica, condição em que a Red Bul se destaca. Apesar da sua longa reta, leva vantagem quem tem um carro rápido nas curvas, caso de Vettel e Webber.
Marko acha que mesmo que a Mercedes dê um grande salto, dificilmente ele alcançaria os carros mais rápidos. "Na classificação, a Mercedes estava cinco a sete décimos atrás de nós. Agora nós somos três décimos ainda mais rápidos, o que significa que eles teriam que ganhar um segundo inteiro. E um segundo é realmente muito."
O ex-piloto esbanjou otimismo com os avanços da Red Bull para a temporada européia; "Agora que nós temos um pacote tão bom, estamos confiantes em conquistar nosso objetivo de vencer o campeonato desse ano."
Na entrevista de Alonso para o Corriere della Sera, que citei ontem aqui, ele também foi perguntado se repetiria a ultrapassagem sobre Felipe Massa na entrada dos boxes, em Xangai, depois das críticas que a manobra mereceu. "Absolutamente sim", respondeu Alonso, sem se estender mais no assunto.
Alonso anda aborrecido que o episódio do GP da China continue no noticiário. Semana passada, ele se recusou a responder pergunta semelhante do diário espanhol Marca, dizendo que as pessoas falavam de coisas sem importância duas semanas após a corrida.
Queira ou não queira Alonso, sua manobra continuará sendo comentada, não só até o próximo GP, mas até o fim da temporada e por todos os tempos. Qualquer retrospectiva de suas ultrapassagens incluirá aquela sobre Massa, acompanhada de vários adjetivos, sendo o mais leve controversa.
Amigo de Alonso, Mark Webber foi um dos que considerou a ultrapassagem muito arriscada. "Foi muito dura contra o companheiro de equipe, mesmo justa, mas também incrivelmente arriscada e oportunista."
O piloto da Red Bull acrescentou que a manobra poderia ter sido embaraçosa para a equipe, e que "não arriscaria chegar à fábrica depois de tirar os dois carros da prova na entrada do pit lane."
A ultrapassagem de Alonso foi um divisor de águas no relacionamento entre os pilotos da Ferrari e não será apagada com declarações. Ela serviu para mostrar as garras do espanhol e o cavalheirismo de Massa. Mas agora é guerra.
Gabriel SchmidtPessoal, participe da enquete na comunidade oficial do SpeedBlog no Orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=100777478
"Se você estivesse na Ferrari hoje, gostaria de ter Fernando Alonso companheiro de equipe?"Postado às 16:04 do dia 03/05/2010
RussellO que o Alonso fez foi arriscado. Fico pensando, e se eles batem? Se Alonso tira os dois da corrida? Alonso não quer mais que o assunto siga pq ele sabe q, a medida que o tempo passar e os comentários estiverem mais frios, a opiniao sejá unânime: foi arriscado e nao deveria ter acontecido.Postado às 15:29 do dia 03/05/2010
Carlos Paespreferia o finlandêsPostado às 12:22 do dia 03/05/2010
LeoEles não são uma dupla. Eles são 2, e só. O Massa tem que se ligar disso o mais rápido possívelPostado às 12:22 do dia 03/05/2010
Alonso sabe como agradar a Ferrari e os italianos. Foto: Getty Images
No post de ontem, em que afirmava que Alonso é o primeiro piloto da Ferrari, destaquei a maneira como o espanhol sabe lidar com a liturgia de ser um ferrarista, o respeito à equipe acima de tudo.
Um bom exemplo disso pode ser visto na entrevista que ele concedeu ao jornal italiano Corriere della Sera. Em uma das perguntas, o entrevistado o coloca como um fora de série, assim como a Ferrari, e indaga se a união dos dois não teria que ter acontecido de qualquer jeito. É aí que Alonso, humildemente, se coloca aquèm da tradicional escuderia italiana: "Não sei se sou um fora de série. A Ferrari sim o é."
Alonso é um bicampeão mundial e considerado por muitos o melhor piloto da atualidade. Mas diante da equipe, mantém a humildade, o que conta muito para a escuderia e para os italianos, que têm a Ferrari acima de qualquer piloto.
Perguntado se a emoção de estar em Maranello é a que imaginava, diz que é diferente e melhor. "A Ferrari é uma paixão, uma filosofia, é um modo de vida. Estou contagiado por essa emoção."
Alonso mais uma vez destaca o papel da equipe, quando dá a receita para ser um campeão. "Partindo de um carro com um bom projeto. Depois vem o desenvolvimento, embora com a limitação atual a fantasia está castrada. Digamos que para vencer conta também a sorte. É preciso que funcione não só um detalhe, mas uma série de coisas".
Interpelado sobre o papel do piloto, Alonso responde que primeiro vem a equipe: "Como se trabalha na fábrica, primeiro, e na pista, depois. Deixo a quem guia um percentual baixo, mas o piloto deve estar à altura do equipamento no desempenho e na regularidade. Não é preciso dar 100% de tempos em tempos, mas 98% sempre e em quaisquer condições."
Alonso ainda tratou do atual campeonato, descrevendo os atuais rivais e apontando a favorita. "A Red Bull é melhor na classificação e tem muita velocidade, mas em corrida nós a alcançamos.A McLaren sabe desenvolver rapidamente o carro, mas nós não ficamos atrás. Resultado: Ferrari favorita para o Mundial."
Sobre a dupla com Massa, disse que se completam. "A mim falta qualquer coisa na administração das curvas, que ele tem, enquanto eu, em alguns traçados, sou mais rápido. Quem pode nos dar problemas: Button e Hamilton."
Massa jamais viveu situação tão adversa na Ferrari, cuja preferência por Alonso fica mais evidente a cada corrida. Foto: Clive Mason/Getty Images
Já tinha postado aqui que Fernando Alonso conquistou a condição de primeiro piloto da Ferrari, e que a situação de Felipe Massa ficou delicada. Chegou a circular a notícia de que Massa teria seu contrato renovado por mais alguns anos, mas ela foi desmentida pela própria escuderia, e o contrato do brasileiro continua expirando ao fim dessa temporada.
Agora a revista alemã Auto Motor und Sport fez uma matéria sobre quem tem o seu companheiro de equipe sob controle, e cravou que a situação na Ferrari está definida por Alonso. Os técnicos da escuderia italiana vêem Alonso como uma reincarnação de Schumacher, considerando-o até um passo à frente do alemão.
Com base nas quatro primeiras corridas, Massa nem teria como contestar a preferência por Alonso. Além da vitória no Bahrein, o espanhol fez um extraordinária corrida de recuperação na Austrália, depois de ser tocado por Webber e cair para o último lugar, e na Malásia, apesar de não ter pontuado pela quebra do motor, deixou sua marca ao guiar com problemas na caixa de marchas desde a primeira volta.
A afirmação definitiva de Alonso sobre o companheiro de equipe aconteceu na China, quando ultrapassou Massa na entrada dos boxes. A manobra perigosa foi vista pela Ferrari como vontade de vencer e instinto matador que só os campeões mundias têm.
O estilo de trabalho de Alonso também agradou a Ferrari. O espanhol entendeu rapidamente como funciona a equipe. Em Maranello, não se crítica a Ferrari, é preferível autocrítica do piloto. E foi o que Alonso fez na China, quando queimou a largada, e disse que seu erro era imperdoável.
Além de Alonso, Massa enfrenta a pressão do fim do contrato. O nome de Robert Kubica já foi lançado como um provável substituto, e o brasileiro precisará de muita cabeça para suportar o momento adverso. Seu nome começa a ser cogitado para o lugar de Mark Webber, na Red Bull, piloto que vive situação similar a sua.
Christian Horner (E) determinou a Mark Weber que apóie Sebatien Vettel na disputa do título mundial. Foto: Mark Thompson/Getty Images
Mark Weber recebeu ordens da Red Bull para ajudar Sebastien Vettel na luta pelo título mundial deste ano. O piloto australiano, que não tem mais chances de ser campeão, atuará como escudeiro de Vettel e permitirá a ultrapassagem do companheiro de equipe, caso esteja à frente nas próximas corridas.
"Mark é um integrante da equipe e entende que ele agora deve apoiar Sebastien", disse o chefe da Red Bull, Christian Horner, à revista alemã Sport Bild.
Esse jogo de equipe é comum na Fórmula 1 e não afeta a ética do esporte. Weber não pode provocar um acidente para prejudicar um concorrente de Vettel, mas pode ajudá-lo contendo os adversários, caso conquiste uma melhor posição de largada.
Se na Red Bull o jogo de equipe está estabelecido, na Brawn a luta é aberta entre os dois pilotos, que têm chances de chegar ao título. Isso pode representar uma desvantagem para a equipe inglesa nas duas corridas que faltam.
Vettel está com moral elevada para o Grande Prêmio do Brasil, após sua vitória em Suzuka. O piloto alemão disse que o desempenho do carro em Cingapura e no Japão lhe deu a certeza de que andará muito bem em Interlagos.