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Jenson Button, da Brawn, é o grande nome do ano na Fórmula 1. Maior ganhador da temporada, o piloto inglês lidera o campeonato desde seu início. No GP da Turquia, realizado no começo de junho, chegou a abrir 26 pontos de folga sobre o segundo colocado. A partir de então, a situação se complicou: Button não conseguiu mais subir ao pódio. Em casa, chegou em sexto, foi quinto na Alemanha e alcançou apenas a sétima posição tanto na Hungria quanto no último domingo, em Valência.
Com a vitória do segundo colocado Rubens Barrichello na última disputa, a diferença entre os dois chegou a apenas 18 pontos. Talvez seja cedo para afirmar se Barrichello voltou ou não a brigar pelo título deste ano, mas uma coisa é certa: Button sentiu a necessidade de voltar a pontuar com expressividade. Após o GP da Europa, o inglês afirmou precisar ser mais agressivo.
"Vou para Spa com certeza bem mais agressivo, de todos os jeitos. Não só na maneira de pilotar mas também na estratégia e com os pneus", afirmou o líder do campeonato. "Tem que ser assim senão a minha liderança vai ser engolida aos poucos".
Button declarou à revista Autosport acreditar que os testes de amanhã serão cruciais para saber se a equipe como um todo continuará se mostrando competitiva até o fim do capeonato, frente à Red Bull.
"Para a equipe, o dia de amanhã será importante", afirmou. "Iremos saber se podemos desafiar a Red Bull num circuito como esse. Se pudermos, penso então que eles estarão numa situação complicada".
Mesmo com os resultados abaixo do esperado nas últimas corridas, Button afirmou não estar se sentindo pressionado e continua confiante em sua posição como líder.
"Sei como me sinto. Foi um fim de semana frustrante, por um lado, pois sei que se certas coisas tivessem acontecido de maneira diferente nós poderíamos ter tido um fim de semana excelente. Eu diria que este foi o primeiro fim de semana ruim que tive nesta temporada", resumiu o piloto inglês. "Mas continuo na melhor posição entre os quatro primeiros pilotos, então não estou sentindo nenhuma pressão".
Pilotos fora de série, em geral, se revelam logo ao chegar à Fórmula 1. Existem casos de pilotos que não apareceram logo nos primeiros anos, foram amadurecendo e só sobressaíram quando tiveram um carro competitivo nas mãos, mas quem é bom por natureza já mostra talento de cara. Foi assim com Ayrton Senna (a histórica corrida de Mônaco em 84) e com Michael Schumacher, que estreou pela Jordan em 1992 e na corrida seguinte já estava na Benetton, pela qual viria a conquistar seus dois primeiros títulos.
Sebastian Vettel, da Red Bull, tem esse pedigree. É piloto vencedor e futuro campeão. Mostrou as credenciais logo ao aparecer na F1. Marcou ponto em sua primeira corrida, quando substituiu Kubica, na BMW, no GP dos EUA, em 2007, e confirmou a categoria ao ocupar o cockpit da Toro Rosso, equipe reserva da RB, com um quato lugar na China. E era apenas a quarta corrida que ele fazia pela equipe, depois de substituir Scot Speed a partir do GP da Hungria.
Em sua primeira temporada completa na Toro Rosso, foi avassalador. Venceu o GP da Itália, em Monza, e terminou o ano em oitavo lugar. À sua frente, apenas as duplas Ferrari, McLaren, BMW e Alonso. A Red Bull tratou de garantí-lo logo para 2009. Com os progressos do carro do mago Adrian Newey, é candidato ao título deste ano.
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