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Terça-feira, 15 de setembro de 2009 | 9:54
Lotus entra, Sauber na fila
Mika Salo guia sob chuva na última corrida da Lotus na Fórmula 1, o GP da Austrália de 1994. Foto: Mike Hewitt/Getty Images
A Federação Internacional de Automobilismo confirmou que a 13ª equipe no grid da Fórmula 1 em 2010 será a nova Lotus, com capital da Malásia, e que tentará elevar o número de equipes a 14 para incluir a Sauber.

A nova Lotus será comandada por Tony Fernandes, fundador e CEO da empresa malaia Tune Group, dona da companhia aérea Air Asia. O diretor técnico será Mike Gascoyne, que tem 20 anos de Fórmula 1, com passagens por Jordan, Renault, Toyota e Force India.

Assim como as novas entrantes Manor, USF1 e Campos, a Lotus usará motores Cosworth. A equipe ficará inicialmente sediada em Norfolk, na Inglaterra, mas no futuro pretende ter suas instalações na área do circuito de Sepang, na Malásia.

A FIA também recebeu um pedido da BMW Sauber, que foi vendida para uma fundação, com base na Suíça, chamada Qadbak Investments, que representa interesses de famílias na Europa e Oriente Médio.

À nova equipe Sauber foi conferida o 14º lugar no grid, em caso de vacância, e a FIA prometeu uma consulta urgente às demais equipes para uma mudança na regra que permitisse a expansão do grid para 28 carros a tempo do primeiro GP de 2010.
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GabrielNa minha opinião, carros nunca são demais. As regras é que precisam ser claras e não beneficiarem as que têm maior orçamento. Para isso, já basta o dinheiro em caixa.Postado às 12:13 do dia 15/09/2009
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Quinta-feira, 3 de setembro de 2009 | 14:35
Mais um pouco de Lotus
Este belo exemplar da Lotus não chegou a ir à pista com a pintura verde
Não será a mesma Lotus dos tempos de Colin Chapman, mas só a possível volta do nome à Fórmula 1 daria à categoria um outro status.
Bem que a equipe, caso voltasse, poderia usar a cor verde da foto acima, para lembrar os gloriosos bons tempos. O carro da foto nunca foi às pistas com essa pintura. Ele foi apresentado assim no fim de 1990 para atrair patrocinadores após o acerto da equipe com Mika Hakkinen, que acabara de ser campeão de Fórmula 3.
A Lotus conquistou seis títulos mundiais de pilotos, em 1963 e 65, com Jim Clark; 1968, com Graham Hill; 1970, com Jochen Rindt; 1972, com Emerson Fittipaldi, e 1978, com Mario Andretti.
Foram 79 vitórias, obtidas por Jim Clark (25), Mario Andretti (11), Emerson Fittipaldi (9), Ronnie Peterson (9), Jochen Rindt (6), Ayrton Senna (6), Stirling Moss (4), Graham Hill (4), Elio de Angelis (2), Innes Ireland (1), Jo Siffert (1) e Gunnar Nilson (1).
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MairClaro que é final de 90, Bruno. Troquei as bolas. Obrigado.Postado às 23:19 do dia 03/09/2009
Bruno SantosNão gosto muito dessa idéia de voltar times tradicionais, ainda mais sabendo que as pessoas que gerenciam essas marcas, não estarão por trás, no comando.

Só uma observação, esse carro não seria do final de 1990?
Postado às 17:13 do dia 03/09/2009
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Quinta-feira, 3 de setembro de 2009 | 13:57
Lotus pode voltar via Malásia
A Lotus pode voltar à Fórmula 1 ano que vem. Segundo a Autosport, um consórcio apoiado pelo governo da Malásia está trabalhando seriamente para conquistar o lugar da BMW no grid de 2010.
O Grupo Lotus foi comprado em 1996 pela fabricante de carros da Malásia, Proton, depois de ter passado pelas mãos da General Motor e da Bugatti. À época do negócio, especulou-se que a Lotus poderia se tornar parte do interesse da Malásia na Fórmula 1.
Em entrevista à mídia malaia, o ministro de Esportes, Datuk Ahmad Shabery Cheek, não negou, nem confirmou o envolvimento do governo no negócio, e não descartou que um anúncio venha a ser feito depois do GP de Cingapura, pelo primeiro-ministro do país.
A Malásia já tem um grande prêmio de Fórmula 1 e está presente na categoria através da Petronas, sua empresa de petróleo, que patrocina a BMW.
A nova equipe Lotus usaria motor Cosworth e um chassis desenhado pelo ex-diretor técnico da Toyota e da Renault, Mike Gascoigne. Os direitos do nome Team Lotus pertencem à equipe Litespeed, com sede em Norfolk, que corre na Fórmula 3. A Litespeed seria a responsável pelas operações da Lotus na F 1, com patrocínio da Petronas.
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GabrielInteressante! Não sabia que eles eram os maiores vencedores. Valeu pela informação!Postado às 09:06 do dia 04/09/2009
MairOs motores Ford Cosworth são os maiores vencedores da história da Fórmula 1. Como todo fabricante, tem seus maus momentos, mas com investimento adequado é sempre competitivo.Postado às 23:28 do dia 03/09/2009
GabrielSério que todas vão usar o mesmo motor? Mas ele era horrível! Isso é imposição da FIA ou elas farão isso por vontade própria?Postado às 15:41 do dia 03/09/2009
MairGabriel, todas as novas equipes da Fórmula 1 ano que vem usarão o motor Cosworth, que promete ser competitivo. A ver. A cor tradicional da Lotus, dos tempos pré-patrocínio é verde. A preta era realmente linda, mas se devia ao patrocinador.Postado às 15:06 do dia 03/09/2009
GabrielEsqueci de acrescentar:

Se voltar, o carro tem que continuar preto! Se não, não tem graça!
Postado às 14:36 do dia 03/09/2009
GabrielMotor Cosworth (Ford)? Não era o mesmo que o Rubinho usava na Stewart? Será que rende alguma coisa? O carro mais quebrava do que andava.

De qualquer maneira, seria legal ver a Lotus de volta à F1.
Postado às 14:32 do dia 03/09/2009
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Sexta-feira, 14 de agosto de 2009 | 14:27
Recordar é viver...
Folder que recebi em visita à Lotus, em 1992

Em 1992, quando cobria a temporada da Fórmula 1 para a Agência Estado, tomei a iniciativa de conhecer a sede da Lotus antes que ela acabasse. De fato, a lendária escuderia inglesa, a mais charmosa da Fórmula 1 depois da Ferrari, fecharia as portas dois anos depois.

Tomei um trem de Londres para Norfolk pensando nas ameaças que pesavam sobre a equipe em cujo cockpit brilharam Jim Clark, Graham Hill, Jochen Rindt, Emerson Fittipaldi e Mario Andretti. A Lotus já era uma sombra do passado e até a pintura do carro, predominantemente branco naquele ano, dificultava sua identificação para quem se habituara a vê-la verde com faixa amarela, nos tempos pré patrocínio, ou com o vermelho e dourado do Gold Leaf e o magniífico preto do John Player Special.

Mas ao chegar a Ketteringham Hall, propriedade comprada por Colin Chapman, em 1968, parecia que as incertezas tinham ficado para trás. Em meio àquela grande propriedade, respirava-se tradição, e parecia que a Lotus verde de Clark iria aparecer a qualquer momento entre os jardins.

Fui recebido por James Penrose, assessor de imprensa, que me guiou na visita à gigantesca casa em estilo gótico, com um lago artificial à frente. Katteringham Hall data de 1046 e passou por vários proprietários até ser comprada por Chapman, que fez dali o seu centro de inteligência, de onde sairam idéias geniais, como o carro-asa.

Em uma das salas, logo ao entrar, havia uma foto de Emerson Fittipaldi, com a Lotus 72, que parecia estar ali para me receber. Pelos corredores da casa, sentia-se o peso da história. Mas a Lotus já não era a mesma desde a morte de Chapman, em 1982, e mesmo com o esforço de gente do ramo, como Peter Collins e Peter Wright, que tentaram reconstrui-la, a gloriosa escuderia inglesa não resistiu. Até hoje faz falta no grid.

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Rafael SoaresA Lotus é msm inesquecível... Mair, continue compartilhando suas histórias!!! Imagino que vc deva ter mta coisa pra contar pra gente!!!Postado às 13:01 do dia 15/08/2009
GabrielLotus é puro charme. A história aí de cima é o também puro reflexo disso.Postado às 11:36 do dia 15/08/2009
Rogério NogueiraLotus, uma paixão eterna!Postado às 17:39 do dia 14/08/2009
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Quarta-feira, 15 de julho de 2009 | 11:47
Efeito-solo
Mario Andretti voa com a Lotus 78, a primeira com efeito-solo, em Zolder. Foto: divulgação.

Utilizado inicialmente nos carros da Lotus, o efeito-solo era obtido pelo desenho do assoalho do carro, em forma de asa de avião invertida, que criava uma zona de baixa pressão sob ele, colando-o ao chão. As velocidades obtidas nas curvas passaram a ser crescentes e perigosas, o que levou a sua proibição em 1984, depois que outras equipes também exploraram essa vantagem aerodinâmica, valendo-se, sobretudo, das saias laterais. Quem quiser conhecer os detalhes do pioneirismo da Lotus no uso do efeito-solo, há um ótimo título em inglês "Lotus 78-79 - The Ground-Effect Cars", de John Tipler, editora The Crowood Press.

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Pedro CostaOlá, esse Lotus não é o 78, é sim o 79, o segundo carro com efeito de solo.

Um abraço
Postado às 05:24 do dia 16/08/2009
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Perfil
Mair Pena Neto
Jornalista, acompanha profissionalmente o automobilismo desde o início dos anos 1980. Foi correspondente do Jornal do Brasil e da Agência Estado, de 1989 a 1992, sediado em Londres, cobrindo toda a temporada da Fórmula 1.
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