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Quinta-feira, 2 de setembro de 2010 | 8:08
A primeira vez num F1 ninguém esquece
Nabil Jeffri pilotou um carro de F1 da Lotus com apenas 16 anos - Foto: Divulgação

A primeira vez num carro de Fórmula 1 ninguém esquece, mesmo que seja apenas guiando numa linha reta, como aconteceu com o jovem piloto malaio, Nabil Jeffri, de apenas 16 anos, que se tornou o mais jovem piloto da história a testar um fórmula 1.

Jeffri participou de um dia de testes aerodinâmicos da Lotus na pista do aeródromo do Imperial War Museum, em Duxford, na Inglaterra, praticando também simulações de pit stop. O adolescente deixou o carro extasiado, classificando a experiência como um dos melhores dias da sua vida.

"Confesso que na primeira vez que saí eu estava muito assustado. Todo mundo me disse que a aceleração seria inacreditável e a freada maior do que qualquer coisa que eu já tivesse experimentado. Levou um tempo para eu me adaptar, mas Heikki (Kovalainen) e Fairuz (Fauzy) me deram boas dicas e pude cumprir o programa previsto para o dia", contou Jeffri, admitindo que demoraria até que a excitação com a oportunidade passasse.

"Foi uma grande experiência para Nabil e foi bom ver como ele se adaptou. Ele ainda é muito jovem e lembrará dessa experiência pelo resto de sua vida. Quando você experimenta a potência de um carro de Fórmula 1 pela primeira vez é um sentimento inacreditável e eu disse a ele para aproveitar a oportunidade e não se preocupar em impressionar demais as pessoas", comentou Kovalainen, que acompanhou toda a sessão.

Jeffri integra o programa de desenvolvimento de pilotos asiáticos da AirAsia, empresa de aviação do dono da Lotus, Tony Fernandes. Atualmente, ele disputa o campeonato da Fórmula BMW asiática.

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DuduE é feio o moleque...Postado às 18:01 do dia 02/09/2010
jaimemolecão de sorte, aonde estara daqui ha 5 anos? hehehPostado às 11:43 do dia 02/09/2010
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Terça-feira, 11 de maio de 2010 | 8:11
Mônaco terá 5 ex-vencedores
Qualquer estatística sobre Mônaco exige muita pesquisa, já que corridas de Fórmula 1 são disputadas lá desde 1929, mas talvez não seja muito arriscado dizer que possivelmente um GP em Monte Carlo não teve tantos ex-vencedores alinhados no grid como acontecerá no próximo domingo.

Nada menos que cinco pilotos que largarão nesta edição já foram vencedores nas ruas do Principado. O maior deles é Michael Schumacher, que com cinco primeiros lugares lá se igualou a Graham Hill, apelidado de Mr. Mônaco pela sua sequência de vitórias. À frente dos dois na história, só Ayrton Senna, que venceu seis vezes.

Mas Schumacher dificilmente terá chances de voltar a vencer esse ano, assim como Jarno Trulli, cuja única vitória na Fórmula 1 aconteceu justamente em Mônaco, pela Renault, em 2004. Schumacher, na Mercedes, e Trulli, na Lotus, não têm equipamento para sonhar com a vitória esse ano.

Já os outros três vencedores estão no páreo. A dupla da McLaren venceu nos últimos dois anos. Lewis Hamilton, em 2008, e Jenson Button, em 2009, quando corria pela Brawn. Os dois pilotos gostam de correr em Monte Carlo e classificam suas vitórias lá como pontos altos de suas carreiras. Hamilton chega a afirmar que seu sucesso na chuva em 2008 foi provavelmente sua melhor vitória na Fórmula 1.

Fernando Alonso já saboreou por duas vezes a champagne no camarote dos Grimaldi, e por duas equipes diferentes. Venceu em 2006 pela Renault, em em 2007 pela McLaren. Com mais uma vitória, inscreveria seu nome no livro dos recordes do mais charmoso circuito da F1, ao lado de Jackie Stewart e Stirling Moss.
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João CarlosAposto na vitória de uma RBR. Largando na frente, dificilmente serão ultrapassadas.Postado às 10:32 do dia 11/05/2010
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Sábado, 8 de maio de 2010 | 10:48
Ferrari corre com o duto
A abertura que leva o ar para a asa traseira no carro da Ferrari está localizada na lateral da barbatana de tubarão. Foto: Mark Thompson/Getty Images
Depois de aprovado nos treinos de sexta-feira, o sistema de duto da Ferrari será utilizado no GP da Espanha. A entrada por onde segue o fluxo de ar para a asa traseira está colocada na lateral da barbatana de tubarão que cobre o motor, e o sistema é acionado pela parte externa da mão esquerda do piloto no cockpit.

O diretor técnico da Ferrari, Aldo Costa, disse que Alonso e Massa se adaptaram bem ao sistema, que reduz a pressão da asa traseira, aumentando a velocidade final em reta.

Alonso conseguiu o quarto tempo e larga na segunda fila, mas Massa não teve o mesmo desempenho, e larga na nona posição, o que compromete significativamente sua corrida.
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Quinta-feira, 6 de maio de 2010 | 10:33
Motorhomes high tech
A estrutura que a Ferrari monta no padoque das corridas européias é sempre impressionante. Foto: GPUpdate
Com o início da temporada européia, o deslocamento das equipes entre um país e outro é feito por caminhões, e os padoques são tomados pelos motorhomes, cada dia mais sofisticados e cheios de novidades.

Mesmo com menos espaço no padoque pelo maior número de equipes esse ano, os espaços de hospitalidade buscam acompanhar a tecnologia da Fórmula 1 para agradar e impressionar seus convidados VIPs.

O site GP Update fez uma galeria com todos os motorhomes que já estão na Espanha, que impressionam pela grandiosidade. Parecem verdadeiras casas. O da Force India, que ainda não estará totalmente concluído em Barcelona, terá um sistema de reconhecimento de voz dos convidados, dando-lhes boas vindas assim que chegam e já comandando a bebida de preferência no bar.

O da Red Bull será um prédio de tres andares, dos quais apenas dois estarão prontos em Barcelona. A equipe tinha previsto uma festa na piscina para esta quinta-feira.

Ferrari e McLaren apostaram em arrojadas estruturas de vidro e até a Lotus montou um moderníssimo motorhome, que rivaliza com o das grandes equipes. É na Europa que a F1 mostra seu luxo e riqueza, que nenhuma Amélia sonharia imaginar.
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rojaumdinheiro chama dinheiro!!! mas acho ridículo!!!Postado às 15:28 do dia 06/05/2010
LuisO pior é a Lotus montar um motorhome todo moderno PARA rivalizar com ferrari e companhia... rivaliza na pista!!!! Postado às 11:49 do dia 06/05/2010
Iury festa na piscina ??? caraca hein... Por isso que as equipes vão à falência... o gasto é exorbitante também fora da pistaPostado às 11:24 do dia 06/05/2010
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Sábado, 24 de abril de 2010 | 12:01
McLaren 100%
Reproduzo coluna do SpeedBlog na edição de hoje do jornal Campeão.

Com os primeiros quatro grandes prêmios completados, a revista alemã Auto Motor und Sport elaborou um interessante ranking de confiabilidade, bastante revelador do atual estágio das equipes da Fórmula 1. A McLaren é a única das 12 equipes da temporada com 100% de aproveitamento, o que explica sua liderança entre os construtores e a de Jenson Button no campeonato de pilotos.


A equipe inglesa tem duas vitórias, quatro pódios e seus dois pilotos chegaram ao fim de todas as corridas na zona de pontuação. Button e Lewis Hamilton completaram as 438 voltas das quatro corridas somadas, um total de 2.562 km, sem que seus carros apresentassem qualquer defeito ou se envolvessem em acidentes.


A Ferrari, mesmo enfrentando problemas de confiabilidade no motor, tem 99,5% de aproveitamento, já que o propulsor de Fernando Alonso explodiu a 11 km do fim do Grande Prêmio da Malásia.A Red Bull, que teve o carro mais rápido nas quatro primeiras corridas, está em terceiro no ranking, com 405 voltas completadas e aproveitamento de 92,4%.


O grande desastre da temporada até agora é a Sauber, que só viu a bandeira quadriculada uma vez, na Austrália, e conseguiu completar apenas 112 voltas das 438 possíveis, o que corresponde a um quarto da distância percorrida (25,5%). A Sauber fez uma boa pré-temporada e chegou a pintar como uma possível surpresa. Mas bastou o campeonato começar para ver que ela estava abaixo do pelotão intermediário, condição agravada pela falta de confiabilidade do motor Ferrari que a equipe utiliza.


Peter Sauber, o dono da equipe, confessou que seus carros andaram com pouco combustível na pré-temporada para conseguir bons tempos e atrair patrocinadores. O tiro saiu pela culatra. O carro da Sauber continua branquinho como um lençol lavado e os resultados não vieram até agora.


A situação da equipe é tão dramática, que a posição do piloto espanhol Pedro de La Rosa está ameaçada. Peter Sauber declarou publicamente que um dos problemas da equipe é sua dupla de pilotos, que não está se comunicando bem com os engenheiros. Sauber apostou no veterano De La Rosa, 37 anos, e no jovem Kamui Kobayashi, 23, e se revelou insatisfeito, sobretudo, com o primeiro. "O que nós provavelmente subestimamos foi o tempo de familiarização dos pilotos com a equipe. Pedro, depois de muitos anos como piloto de teste, está voltando a correr agora, e o processo de adaptação é mais desafiador do que nós prevíamos."


A Sauber conseguiu a proeza de ter um rendimento inferior ao da Virgin, cujo carro tem um erro de projeto na dimensão do tanque de combustível que lhe impede de chegar ao fim das corridas com um ritmo forte. Apesar de todos os problemas de um carro novo, concebido inteiramente por computador, sem um teste sequer em túnel de vento, Timo Glock e Lucas di Grassi conseguiram percorrer 148 voltas, equivalentes a 818 km.


Entre as novatas, a sensação é a Lotus, que completou 327 voltas, desempenho superior ao da Force Índia e da Toro Rosso. O ranking da confiabilidade também serve para demonstrar a diferença abissal entre as equipes grandes e pequenas. Enquanto McLaren e Ferrari percorreram mais de 2.500 km, Virgin e Sauber, que foi rebaixada à pequena, não chegaram nem a um terço disso.
 

Estatística de confiabilidade após 4 das 19 corridas

 

Equipe 

Chegadas

Quebras

Acidentes

Voltas

Km percorridos

McLaren 

8/8

0

0

438 (100%)

2562,6 km

Ferrari

7/8

1

0

436 (99,5 %)

2551,5 km

Red Bull 

7/8

1

0

405 (92,4 %)

2387,7 km

Mercedes

7/8

1

0

391 (89.2 %)

2302,1 km

Williams

7/8

0

1

377 (86,0 %)

2138,5 km

Renault

5/8

2

1

329 (75,1 %)

1943,4 km

Lotus

5/8

3

0

327 (86,0 %)

1861,7 km

Toro Rosso

5/8

1

2

321 (73,3 %)

1831,4 km

Force India

5/8

2

1

289 (65,9 %)

1653,9 km

HRT

5/8

2

1

286 (65,2 %)

1575,4 km

Virgin

1/8

6

1

148 (33,8 %)

818,1 km

Sauber

1/8

5

2

112 (25,5 %)

636,5 km

 

 

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Terça-feira, 15 de setembro de 2009 | 9:54
Lotus entra, Sauber na fila
Mika Salo guia sob chuva na última corrida da Lotus na Fórmula 1, o GP da Austrália de 1994. Foto: Mike Hewitt/Getty Images
A Federação Internacional de Automobilismo confirmou que a 13ª equipe no grid da Fórmula 1 em 2010 será a nova Lotus, com capital da Malásia, e que tentará elevar o número de equipes a 14 para incluir a Sauber.

A nova Lotus será comandada por Tony Fernandes, fundador e CEO da empresa malaia Tune Group, dona da companhia aérea Air Asia. O diretor técnico será Mike Gascoyne, que tem 20 anos de Fórmula 1, com passagens por Jordan, Renault, Toyota e Force India.

Assim como as novas entrantes Manor, USF1 e Campos, a Lotus usará motores Cosworth. A equipe ficará inicialmente sediada em Norfolk, na Inglaterra, mas no futuro pretende ter suas instalações na área do circuito de Sepang, na Malásia.

A FIA também recebeu um pedido da BMW Sauber, que foi vendida para uma fundação, com base na Suíça, chamada Qadbak Investments, que representa interesses de famílias na Europa e Oriente Médio.

À nova equipe Sauber foi conferida o 14º lugar no grid, em caso de vacância, e a FIA prometeu uma consulta urgente às demais equipes para uma mudança na regra que permitisse a expansão do grid para 28 carros a tempo do primeiro GP de 2010.
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GabrielNa minha opinião, carros nunca são demais. As regras é que precisam ser claras e não beneficiarem as que têm maior orçamento. Para isso, já basta o dinheiro em caixa.Postado às 12:13 do dia 15/09/2009
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Quinta-feira, 3 de setembro de 2009 | 14:35
Mais um pouco de Lotus
Este belo exemplar da Lotus não chegou a ir à pista com a pintura verde
Não será a mesma Lotus dos tempos de Colin Chapman, mas só a possível volta do nome à Fórmula 1 daria à categoria um outro status.
Bem que a equipe, caso voltasse, poderia usar a cor verde da foto acima, para lembrar os gloriosos bons tempos. O carro da foto nunca foi às pistas com essa pintura. Ele foi apresentado assim no fim de 1990 para atrair patrocinadores após o acerto da equipe com Mika Hakkinen, que acabara de ser campeão de Fórmula 3.
A Lotus conquistou seis títulos mundiais de pilotos, em 1963 e 65, com Jim Clark; 1968, com Graham Hill; 1970, com Jochen Rindt; 1972, com Emerson Fittipaldi, e 1978, com Mario Andretti.
Foram 79 vitórias, obtidas por Jim Clark (25), Mario Andretti (11), Emerson Fittipaldi (9), Ronnie Peterson (9), Jochen Rindt (6), Ayrton Senna (6), Stirling Moss (4), Graham Hill (4), Elio de Angelis (2), Innes Ireland (1), Jo Siffert (1) e Gunnar Nilson (1).
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MairClaro que é final de 90, Bruno. Troquei as bolas. Obrigado.Postado às 23:19 do dia 03/09/2009
Bruno SantosNão gosto muito dessa idéia de voltar times tradicionais, ainda mais sabendo que as pessoas que gerenciam essas marcas, não estarão por trás, no comando.

Só uma observação, esse carro não seria do final de 1990?
Postado às 17:13 do dia 03/09/2009
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Quinta-feira, 3 de setembro de 2009 | 13:57
Lotus pode voltar via Malásia
A Lotus pode voltar à Fórmula 1 ano que vem. Segundo a Autosport, um consórcio apoiado pelo governo da Malásia está trabalhando seriamente para conquistar o lugar da BMW no grid de 2010.
O Grupo Lotus foi comprado em 1996 pela fabricante de carros da Malásia, Proton, depois de ter passado pelas mãos da General Motor e da Bugatti. À época do negócio, especulou-se que a Lotus poderia se tornar parte do interesse da Malásia na Fórmula 1.
Em entrevista à mídia malaia, o ministro de Esportes, Datuk Ahmad Shabery Cheek, não negou, nem confirmou o envolvimento do governo no negócio, e não descartou que um anúncio venha a ser feito depois do GP de Cingapura, pelo primeiro-ministro do país.
A Malásia já tem um grande prêmio de Fórmula 1 e está presente na categoria através da Petronas, sua empresa de petróleo, que patrocina a BMW.
A nova equipe Lotus usaria motor Cosworth e um chassis desenhado pelo ex-diretor técnico da Toyota e da Renault, Mike Gascoigne. Os direitos do nome Team Lotus pertencem à equipe Litespeed, com sede em Norfolk, que corre na Fórmula 3. A Litespeed seria a responsável pelas operações da Lotus na F 1, com patrocínio da Petronas.
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GabrielInteressante! Não sabia que eles eram os maiores vencedores. Valeu pela informação!Postado às 09:06 do dia 04/09/2009
MairOs motores Ford Cosworth são os maiores vencedores da história da Fórmula 1. Como todo fabricante, tem seus maus momentos, mas com investimento adequado é sempre competitivo.Postado às 23:28 do dia 03/09/2009
GabrielSério que todas vão usar o mesmo motor? Mas ele era horrível! Isso é imposição da FIA ou elas farão isso por vontade própria?Postado às 15:41 do dia 03/09/2009
MairGabriel, todas as novas equipes da Fórmula 1 ano que vem usarão o motor Cosworth, que promete ser competitivo. A ver. A cor tradicional da Lotus, dos tempos pré-patrocínio é verde. A preta era realmente linda, mas se devia ao patrocinador.Postado às 15:06 do dia 03/09/2009
GabrielEsqueci de acrescentar:

Se voltar, o carro tem que continuar preto! Se não, não tem graça!
Postado às 14:36 do dia 03/09/2009
GabrielMotor Cosworth (Ford)? Não era o mesmo que o Rubinho usava na Stewart? Será que rende alguma coisa? O carro mais quebrava do que andava.

De qualquer maneira, seria legal ver a Lotus de volta à F1.
Postado às 14:32 do dia 03/09/2009
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Sexta-feira, 14 de agosto de 2009 | 14:27
Recordar é viver...
Folder que recebi em visita à Lotus, em 1992

Em 1992, quando cobria a temporada da Fórmula 1 para a Agência Estado, tomei a iniciativa de conhecer a sede da Lotus antes que ela acabasse. De fato, a lendária escuderia inglesa, a mais charmosa da Fórmula 1 depois da Ferrari, fecharia as portas dois anos depois.

Tomei um trem de Londres para Norfolk pensando nas ameaças que pesavam sobre a equipe em cujo cockpit brilharam Jim Clark, Graham Hill, Jochen Rindt, Emerson Fittipaldi e Mario Andretti. A Lotus já era uma sombra do passado e até a pintura do carro, predominantemente branco naquele ano, dificultava sua identificação para quem se habituara a vê-la verde com faixa amarela, nos tempos pré patrocínio, ou com o vermelho e dourado do Gold Leaf e o magniífico preto do John Player Special.

Mas ao chegar a Ketteringham Hall, propriedade comprada por Colin Chapman, em 1968, parecia que as incertezas tinham ficado para trás. Em meio àquela grande propriedade, respirava-se tradição, e parecia que a Lotus verde de Clark iria aparecer a qualquer momento entre os jardins.

Fui recebido por James Penrose, assessor de imprensa, que me guiou na visita à gigantesca casa em estilo gótico, com um lago artificial à frente. Katteringham Hall data de 1046 e passou por vários proprietários até ser comprada por Chapman, que fez dali o seu centro de inteligência, de onde sairam idéias geniais, como o carro-asa.

Em uma das salas, logo ao entrar, havia uma foto de Emerson Fittipaldi, com a Lotus 72, que parecia estar ali para me receber. Pelos corredores da casa, sentia-se o peso da história. Mas a Lotus já não era a mesma desde a morte de Chapman, em 1982, e mesmo com o esforço de gente do ramo, como Peter Collins e Peter Wright, que tentaram reconstrui-la, a gloriosa escuderia inglesa não resistiu. Até hoje faz falta no grid.

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Rafael SoaresA Lotus é msm inesquecível... Mair, continue compartilhando suas histórias!!! Imagino que vc deva ter mta coisa pra contar pra gente!!!Postado às 13:01 do dia 15/08/2009
GabrielLotus é puro charme. A história aí de cima é o também puro reflexo disso.Postado às 11:36 do dia 15/08/2009
Rogério NogueiraLotus, uma paixão eterna!Postado às 17:39 do dia 14/08/2009
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Quarta-feira, 15 de julho de 2009 | 11:47
Efeito-solo
Mario Andretti voa com a Lotus 78, a primeira com efeito-solo, em Zolder. Foto: divulgação.

Utilizado inicialmente nos carros da Lotus, o efeito-solo era obtido pelo desenho do assoalho do carro, em forma de asa de avião invertida, que criava uma zona de baixa pressão sob ele, colando-o ao chão. As velocidades obtidas nas curvas passaram a ser crescentes e perigosas, o que levou a sua proibição em 1984, depois que outras equipes também exploraram essa vantagem aerodinâmica, valendo-se, sobretudo, das saias laterais. Quem quiser conhecer os detalhes do pioneirismo da Lotus no uso do efeito-solo, há um ótimo título em inglês "Lotus 78-79 - The Ground-Effect Cars", de John Tipler, editora The Crowood Press.

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Pedro CostaOlá, esse Lotus não é o 78, é sim o 79, o segundo carro com efeito de solo.

Um abraço
Postado às 05:24 do dia 16/08/2009
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Perfil
Mair Pena Neto
Jornalista, acompanha profissionalmente o automobilismo desde o início dos anos 1980. Foi correspondente do Jornal do Brasil e da Agência Estado, de 1989 a 1992, sediado em Londres, cobrindo toda a temporada da Fórmula 1.
Gabriel Schmidt
Jornalista, fanático por automobilismo e caçador de novidades. Acompanha profissionalmente o automobilismo e o mercado desde 2008.
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