
A primeira vez num carro de Fórmula 1 ninguém esquece, mesmo que seja apenas guiando numa linha reta, como aconteceu com o jovem piloto malaio, Nabil Jeffri, de apenas 16 anos, que se tornou o mais jovem piloto da história a testar um fórmula 1.
Jeffri participou de um dia de testes aerodinâmicos da Lotus na pista do aeródromo do Imperial War Museum, em Duxford, na Inglaterra, praticando também simulações de pit stop. O adolescente deixou o carro extasiado, classificando a experiência como um dos melhores dias da sua vida.
"Confesso que na primeira vez que saí eu estava muito assustado. Todo mundo me disse que a aceleração seria inacreditável e a freada maior do que qualquer coisa que eu já tivesse experimentado. Levou um tempo para eu me adaptar, mas Heikki (Kovalainen) e Fairuz (Fauzy) me deram boas dicas e pude cumprir o programa previsto para o dia", contou Jeffri, admitindo que demoraria até que a excitação com a oportunidade passasse.
"Foi uma grande experiência para Nabil e foi bom ver como ele se adaptou. Ele ainda é muito jovem e lembrará dessa experiência pelo resto de sua vida. Quando você experimenta a potência de um carro de Fórmula 1 pela primeira vez é um sentimento inacreditável e eu disse a ele para aproveitar a oportunidade e não se preocupar em impressionar demais as pessoas", comentou Kovalainen, que acompanhou toda a sessão.
Jeffri integra o programa de desenvolvimento de pilotos asiáticos da AirAsia, empresa de aviação do dono da Lotus, Tony Fernandes. Atualmente, ele disputa o campeonato da Fórmula BMW asiática.
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3 comentáriosEstatística de confiabilidade após 4 das 19 corridas
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Equipe
|
Chegadas |
Quebras |
Acidentes |
Voltas |
Km percorridos |
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McLaren |
8/8 |
0 |
0 |
438
(100%) |
|
|
Ferrari |
7/8 |
1 |
0 |
436
(99,5 %) |
|
|
Red Bull |
7/8 |
1 |
0 |
405
(92,4 %) |
|
|
Mercedes |
7/8 |
1 |
0 |
391
(89.2 %) |
|
|
Williams |
7/8 |
0 |
1 |
377
(86,0 %) |
|
|
Renault |
5/8 |
2 |
1 |
329
(75,1 %) |
|
|
Lotus |
5/8 |
3 |
0 |
327
(86,0 %) |
|
|
Toro Rosso |
5/8 |
1 |
2 |
321
(73,3 %) |
|
|
Force India |
5/8 |
2 |
1 |
289
(65,9 %) |
|
|
HRT |
5/8 |
2 |
1 |
286
(65,2 %) |
|
|
Virgin |
1/8 |
6 |
1 |
148
(33,8 %) |
|
|
Sauber |
1/8 |
5 |
2 |
112
(25,5 %) |
|

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6 comentáriosEm 1992, quando cobria a temporada da Fórmula 1 para a Agência Estado, tomei a iniciativa de conhecer a sede da Lotus antes que ela acabasse. De fato, a lendária escuderia inglesa, a mais charmosa da Fórmula 1 depois da Ferrari, fecharia as portas dois anos depois.
Tomei um trem de Londres para Norfolk pensando nas ameaças que pesavam sobre a equipe em cujo cockpit brilharam Jim Clark, Graham Hill, Jochen Rindt, Emerson Fittipaldi e Mario Andretti. A Lotus já era uma sombra do passado e até a pintura do carro, predominantemente branco naquele ano, dificultava sua identificação para quem se habituara a vê-la verde com faixa amarela, nos tempos pré patrocínio, ou com o vermelho e dourado do Gold Leaf e o magniífico preto do John Player Special.
Mas ao chegar a Ketteringham Hall, propriedade comprada por Colin Chapman, em 1968, parecia que as incertezas tinham ficado para trás. Em meio àquela grande propriedade, respirava-se tradição, e parecia que a Lotus verde de Clark iria aparecer a qualquer momento entre os jardins.
Fui recebido por James Penrose, assessor de imprensa, que me guiou na visita à gigantesca casa em estilo gótico, com um lago artificial à frente. Katteringham Hall data de 1046 e passou por vários proprietários até ser comprada por Chapman, que fez dali o seu centro de inteligência, de onde sairam idéias geniais, como o carro-asa.
Em uma das salas, logo ao entrar, havia uma foto de Emerson Fittipaldi, com a Lotus 72, que parecia estar ali para me receber. Pelos corredores da casa, sentia-se o peso da história. Mas a Lotus já não era a mesma desde a morte de Chapman, em 1982, e mesmo com o esforço de gente do ramo, como Peter Collins e Peter Wright, que tentaram reconstrui-la, a gloriosa escuderia inglesa não resistiu. Até hoje faz falta no grid.
3 comentáriosUtilizado inicialmente nos carros da Lotus, o efeito-solo era obtido pelo desenho do assoalho do carro, em forma de asa de avião invertida, que criava uma zona de baixa pressão sob ele, colando-o ao chão. As velocidades obtidas nas curvas passaram a ser crescentes e perigosas, o que levou a sua proibição em 1984, depois que outras equipes também exploraram essa vantagem aerodinâmica, valendo-se, sobretudo, das saias laterais. Quem quiser conhecer os detalhes do pioneirismo da Lotus no uso do efeito-solo, há um ótimo título em inglês "Lotus 78-79 - The Ground-Effect Cars", de John Tipler, editora The Crowood Press.
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