Hamilton se beneficiou de uma renovação de contrato antes da crise econômica. Foto: Getty Images
Em julho escrevi aqui sobre os pilotos mais bem pagos da Fórmula 1 com base num ranking elaborado pela revista norte-americana Sports Ilustrated. O jornalista inglês James Allen foi consultado pela publicação para a montagem do ranking e apresentou em seu blog novas informações interessantes sobre como se distribuem os ganhos dos pilotos.
Lewis Hamilton, que a Sports Ilustrated apresentou como o piloto mais bem pago da atualidade, se beneficiou de um contrato de cinco anos, assinado em outubro de 2007, ano de sua estréia espetacular na categoria. Naquele momento, o mundo vivia o auge de um ciclo econômico positivo, que terminaria em 2008 com a mais grave crise do capitalismo desde 1929.
Segundo Allen, o contrato de Hamilton por cinco anos é de 50 milhões de libras, e o piloto da McLaren ainda fatura mais 3 milhões de libras por ano em patrocínio da Bombardier e da Reebok. Seu rendimento anual seria de 13 milhões de libras, que ao câmbio de hoje, equivaleria a US$ 20,2 milhões. Hamilton escapou de uma redução dos salários na F1 provocada pela crise econômica.
Com base em conversas com empresários dos pilotos e chefes de equipe, Allen estima que a renda dos pilotos provém 70% de salário e 30% de bônus relativos a pódios, vitórias e posição no campenato. A Red Bull seria a exceção, com 40% de salário e 60% de bônus, o que deve estar valendo uma boa grana a Mark Webber e Sebastian Vettel, que juntos já venceram sete corridas e fizeram 11 pole-posotions. Em termos de salários, a Red Bull paga 3,5 milhões de libras a cada um de seus pilotos (US$ 5,4 milhões).
Como mostrara a Sports Ilustrated, Kimi Raikkonen continua no topo do ranking dos salários, mesmo competindo no Mundial de Rali, onde os ganhos financeiros não se comparam aos da Fórmula 1. Isso se explica pelos 19 milhões de libras que a Ferrari lhe garantiu para que não corresse por nenhuma outra equipe na F1. O acerto entre a Ferrari e Raikkonen incluiu uma cláusula de que se ele encontrasse outro trabalho, a escuderia italiana complementaria o valor que passasse a receber até alcançar os 19 milhões de libras (US$ 29,5 milhões). Raikkonen foi contratado por 10 milhões de libras para disputar o Mundial de Rali pela Red Bull/Citroen, portanto a Ferrari continua lhe pagando 9 milhões de libras.
Outro grande salário é o do bicampeão mundial Fernando Alonso, embora seja difícil precisar quanto recebe diretamente da Ferrari e quanto ganha do banco Santander, que viabilizou sua contratação pela escuderia italiana. As estimativas variam de 12 milhões a 15 milhões de libras por ano (US$ 18,6 milhões a US$ 23,3 milhões).
Felipe Massa ainda desfruta de um contrato de três anos renovado em 2007 de 12 milhões de libras anuais (US$ 18,6 milhões). O brasileiro renovou com a Ferrari por mais dois anos, mas estima-se que talvez tenha aceitado uma redução dos ganhos por conta da nova realidade econômica e por uma performance que ainda não voltou a dos tempos pré-acidente.
Atual campeão mundial, Jenson Button recebe 8 milhões de libras da McLaren (US$ 12,4 milhões), o que representa 3 milhões de libras a mais do que ganhava na Brawn, ano passado. James Allen disse que é difícil saber quanto ganha Michael Schumacher na Mercedes, mas a equipe, sem revelar valores, assegura que não é a enormidade que o heptacampeão recebia da Ferrari, algo na casa de 25 milhões de libras (US$ 38,9 milhões). Como a volta de Schumacher à Fórmula 1 e sua presença na Mercedes atraiu patrocinadores, ele não deve ganhar menos que 10 milhões de libras, o que corresponde a US$ 15,5 milhões.
A Ferrari completou 99,8% das voltas possíveis e só teve um abandono em 12 provas. Foto: Clive Mason/Getty Images
Apesar de ser apenas a terceira colocada entre os construtores e seu piloto mais bem colocado, Fernando Alonso, estar em quinto lugar, a Ferrari conta com o carro mais confiável da temporada, tendo completado 1.471 das 1.474 voltas possíveis, segundo levantamento feito pela Auto Motor und Sport.
A única falha da Ferrari foi um estouro no motor do carro de Alonso no GP da Malásia, a duas voltas do fim da prova.Alonso e Massa também não se envolveram em nenhum acidente, o que garantiu o número recorde de voltas, 98 a mais do que as completadas pela dupla de pilotos da Red Bull.
A equipe do energético, mesmo com mais vitórias, mais pontos e mais pole positions,ficou em segundo lugar no ranking de confiabilidade, com 1.373 voltas completadas. O carro da Red Bull é indiscutivelmente o mais rápido de todos, não apenas pelas seis vitórias, 11 poles e cinco voltas mais rápidas em corrida. Considerando as 48 sessões de treinos realizadas até agora, a Red Bull foi a mais rápida em 22, 14 vezes com Sebastian Vettel e oito vezes com Mark Webber. Lewis Hamilton se iguala a Webber com oito melhores tempos.
Embora não venha fazendo uma boa temporada, a Mercedes é a terceira colocada em termos de confiabilidade, com 1.367 voltas completadas. Por duas vezes a Mercedes deixou de completar uma corrida, nas duas por causa de uma roda solta. Isso relativiza outra marca positiva da equipe alemã, a de ter feito a mais rápida troca de pneus em sete dos 12 GPs.
A McLaren ficou em quarto lugar no ranking, com 1.347 voltas completadas, duas falhas técnicas e um acidente. A Renault é a melhor entre as equipes intermediárias, com 1.274 voltas, quatro falhas e dois acidentes.
A Sauber foi a última colocada em confiabilidade, tendo completado apenas 854 voltas, o que corresponde a pouco mais da metdde das corridas (57,9%). Mesmo tendo se recuperado e pontuado nas últimas coridas, a Sauber ainda ficou atrás da Virgin, que completou 962 voltas. Sauber e Virgin foram as únicas a alcançar os dois dígitos em quantidade de abandonos.
A maior surpresa do ranking é a Hispania como a mais confiável entre as três equipes estreantes. Apesar de não ter participado dos testes do inverno europeu e só ter colocado seu carro na pista no primeiro GP da temporada, a equipe de Bruno Senna teve oito abandonos, contra nove da Lotus e 11 da Virgin.
Índice de confiabilidade após 12 corridas
Equipe Quebras Acidentes Voltas (de 1.474) Ferrari 1 0 1.471 (99,8%) Red Bull 1 2 1.373 (93,1%) Mercedes 2 0 1.367 (92,7%) McLaren 2 1 1.347 (91,4%) Renault 4 2 1.274 (86,4%) Williams 1 3 1.269 (86,1%) Force India 3 2 1.260 (85,5%) Toro Rosso 4 3 1.184 (80,3%) Lotus 9 3 1.049 (71,1%) Hispania 8 3 1.043 (70,7%) Virgin 11 1 962 (65,2%) Sauber 10 3 854 (57,9%)
Os jovens pilotos da Formula Future estão ansiosos pela corrida de semana que vem, em Interlagos (SP). Pela primeira vez, eles correrão em um circuito que já puderam experimentar anteriormente com os carros que usam na categoria. Em junho, após a etapa do Rio de Janeiro, houve uma sessão de treinos no autódromo paulistano para que os pilotos pudessem ter uma melhor adaptação ao equipamento.
O piloto Vinícius Alvarenga não teve muita sorte nos treinos de junho. "Não deu certo daquela vez, e perdi a chance. Mesmo assim estou confiante porque fui bem em Londrina, onde consegui andar um pouco na frente. Além disso, a primeira vez que pilotei um fórmula foi em Interlagos, então pelo menos sei para que lado virar", brincou.
Ontem, a maioria dos pilotos pôde conhecer a pista. O argentino Lucas Colombo Russell, que estreou em Londrina, disse que gostou de Interlagos. "Já tinha ido a Interlagos ver uma corrida de Fórmula 1, mas quando se está no carro é outra coisa."
A etapa de São Paulo do Racing Festival será realizada nos dias 21 e 22 de agosto e os ingressos continuam à disposição dos torcedores nas revendas Fiat, concessionárias Honda e postos Shell credenciados. A lista completa dos pontos de retirada você vê clicando aqui.
Danica Patrick seria o marketing perfeito para o sucesso da Fórmula 1 nos EUA, segundo Bernie Ecclestone. Foto: Divulgação
A Fórmula 1 está sempre em busca de afirmação nos Estados Unidos, e com retorno previsto para 2012, num circuito a ser construído em Austin, Texas, Bernie Ecclestone afirmou que ter alguém como a piloto da Indy Danica Patrick seria a propaganda perfeita para a categoria naquele país.
Patrick corre na Indy desde 2005, quando foi considerada a melhor estreante do ano, e foi a primeira mulher a vencer na categoria, nas 300 Milhas do Japão, em Motegi, em 2008. Com longos cabelos pretos, Patrick é muito bonita e uma alegria para fãs e patrocinadores. A piloto norte-americana, que começou sua carreira na Inglaterra, dise certa vez que gostaria de correr na Fórmula 1, mas nos últimos tempos parece ter descartado essa idéia e desprezou totalmente a possibilidade de ingressar na USF1 quando a fracassada equipe americana foi selecionada para entrar na categoria esse ano.
Ao mesmo tempo em que sonha com o marketing perfeito que Danica Patrick representaria, Ecclestone sabe que ser bem sucedido nas categorias norte-americanas não signfica muito em termos de Fórmula 1. Mesmo grandes ídolos lá, como Michael Andretti, filho do grande Mario Andretti, não se sairam bem quando trocaram a Indy pela F1.
O responsável pelo futuro GP dos EUA, Tavo Hellmund, prefere apostar no jovem piloto mexicano Sergio Perez, atualmente na GP2, como um possível atrativo para a prova. Hellmund acha que o GP dos EUA poderá ser uma espécie de corrida em casa para Perez, já que a distância de Austin para o México é de apenas 250 quilômetros. Perez é cotado para entrar na F1 com o apoio da Telmex, do milionário Carlos Slim, e o ingresso pode ser via Sauber, que está em negociações com o empresário mexicano.
De acordo com a organização do Sertões 2010, 30 mil pessoas acompanharam a grande largada - Foto: Divulgação
Noticiamos ontem o começo do Rally dos Sertões 2010 e a estreia da equipe Salvini Racing, que busca o pentacampeonato entre os caminhões. Segundo a organização do evento, a festa de abertura contou com a presença de mais de 30 mil pessoas.
Atuais campeões da categoria T4.2 (caminhões acima de 4.801 quilos), o piloto Guido Salvini, o navegador Weidner Moreira e o copiloto Fernando Chwaigert, foram os segundo mais rápidos do grupo, atrás apenas de Edu Piano, Sólon Mendes e Marcos Vinícius Alves. Eles fizeram o tempo de 01min57,8, a quatro segundos dos concorrentes.
Hoje, os participantes encaram um percurso de 203 quilômetros, porém, o trecho cronometrado é de 133 quilômetros. Embora curto, o nível dos obstáculos já serão observados pelos competidores: estradinhas travadas, riachos, pedras e inúmeras lombadas, com piso predominante de cascalho.
Com carros seus na Renault World Series, a Epsilon Euskadi quer chegar à F1 depois de ter sido preterida ano passado. Foto: Divulgação
Preterida ano passado, embora conte com uma estrutura e tradição de automobilismo bem superior a da Virgin e da Hispania, a Epsilon Euskadi aguarda ansiosa a decisão de FIA sobre quem será a 13ª equipe da Fórmula 1 ano que vem.
A Epsilon Euskadi já participou das 24 Horas de Le Mans com seu próprio protótipo e também já construiu monopostos para algumas categorias. Atualmente, está na Renault World Series e espera chegar agora à Fórmula 1, já tendo inclusive começado a trabalhar com um modelo em escala no túnel de vento.
Joan Villadelprat, que trabalhou na Tyrrell, McLaren, Ferrari, Benetton e Prost, disse que a equipe já conta com um orçamento inicial, mas não o que gostaria para um programa de Fórmula 1. O engenheiro afirmou que os possíveis parceiros na empreitada querem a certeza de que a equipe foi a escolhida antes de investirem seu dinheiro.
A FIA toma sua decisão no fim desse mês, mas há também a possibilidade de que nenhuma das pretendentes seja aprovada e a F1 continue com 12 equipes, embora pareça pouco provável a sobrevivência de algumas que já estão no grid.
A FIA não quer repetir o fiasco do ano passado, quando sua seleção se revelou desastrosa, com o projeto da USF1 morrendo antes do início da temporada, e a Hispania funcionando como equipe de segunda linha.
Além da Epsilon Euskadi, estão na disputa da 13ª vaga a Villeneuve-Durango e a Stefan GP.
Dennisah sim a equipe tem que investir! o villeneuve tá comendo mosca enquanto a E.E. já ta botando o carro no tunel de vento e o escambau.
ver um piloto rendendo menos por estar dirigindo uma carroça é bem frustrante, e se for pra ser mais um equipe meia bomba melhor deixar assimPostado às 16:36 do dia 12/08/2010
jaimeEspero que a candidata vencedora seja uma boa equipe... situaçao da Hispania ta triste d+...
A equipe escolhida vai ter que lutar contra os ponteiros se quiser se manter na disputa... pra mim, o fracasso das novatas só torna a f1 mais previsivel... com tres equipes hegemonicas, algumas médias que querem parecer grandes, e as pequenas se arrastando no final.. a f1 merece equipe mais estruturadas para aproveitar melhor o talento dos pilotos
A Salvini Racing é conhecida pelos saltos que dá com o caminhão durante as provas. No ano passado, o pórtico de chegada escapou por pouco - Foto: Site Salvini Racing
Começa hoje a 18ª edição do Rally dos Sertões. A largada é em Goiânia (GO) e a chegada será em Fortaleza (CE), no dia 21. De forma geral, 12 países estão representados na competição, divididos entre 235 competidores com seus 155 veículos - 70 motos, 15 quadris, 60 carros e 10 caminhões. Ao todo, serão quase 4,5 mil quilômetros percorridos.
Entre os pesos pesados, a equipe Salvini Racing foi a campeã do ano passado na categoria Caminhões. Com um Mercedes Atego, o time vai à estrada (de terra!) em busca do quinto título sob o comando do experiente Guido Salvini. "Sou do mundo off-road desde os 16 anos, e tenho mais de 26 anos de prática. Na categoria Motos, inclusive, já competi em provas do Campeonato Mundial de Motocross. E depois, no rali, tive uma experiência de cinco anos como navegador, e agora, vou para o quinto ano como piloto", explicou.
Acompanhado pela dupla Fernando Chweigert (copiloto) e Weidner Moreira (navegador), o piloto da Salvini Racing destaca a importância da afinação. "Ninguém vence sozinho! E graças aos meus companheiros de equipe, posso comemorar com muito gosto os meus dez anos de Rally dos Sertões", concluiu Salvini.
Autor da volta mais rápida em Monza ano passado, Sutil acha que a Force India tem chance de bons resultados na Bélgica e na Itália. Foto: Paul Gilham/Getty Images
Ano passado, a Force India surpreendeu as demais equipes ao fazer duas super corridas, em Spa e Monza, revelando uma excelente adaptação de seu carro a pistas de alta. Mas a repetição do sucesso é considerada impossível pelos seus atuais pilotos.
A Force India foi a sensação do Grande Prêmio da Bélgica do ano passado, com Giancarlo Fisichella conquistando a pole-position e chegando em segundo lugar. O italiano só não venceu a prova porque a Ferrari contava com o kers, que garantiu a Kimi Raikkonen ultrapassá-lo logo na primeira volta.
Duas semanas depois, em Monza, foi a vez de Adrian Sutil se classificar na primeira fila e terminar a prova em quarto lugar, estabelecendo a volta mais rápida. O retorno da Force India a estas duas pistas é visto com esperança pela equipe, embora não se espera um resultado tão forte quanto o do ano passado.
"Ano passado, nós tínhamos um carro incrível em Spa e Monza, e era uma grande vantagem. Nós não temos mais esta vantagem", disse Sutil à imprensa indiana em visita ao país de sua equipe. "Mas temos uma boa chance de marcar muitos pontos nessa duas corridas", acrescentou.
Vitantonio Liuzzi concorda que a situação atual não se compara a do ano passado, mas acredita que a Force India possa conquistar seu melhor resultado na temporada e até lutar para terminar entre os três primeiros.
"Eu acho que nós seremos muito competitivos novamente e poderemos chegar ao pódio que planejamos no inicio do ano", disse Liuzzi, confirmando que o carro da Force India se adapta muito bem às características de Spa e Monza.
A Force India conta com a asa-duto, fundamental para a velocidade final em retas, mas ainda não conseguiu desenvolver o sistema de exaustão mais baixo, lançado pela Red Bull. A equipe levou o novo sistema para a Hungria, mas o removeu após os treinos de sexta-feira. A intenção é estreá-lo em Spa, o que será essencial para acompanhar as equipes de ponta, principalmente Red Bull e Ferrari.
Para quem não viu, ontem no Esporte Espetacular teve uma entrevista do Barrichello esclarecendo a polêmica da ultrapassagem no GP Hungria. Segundo o brasileiro, ele faria a mesma coisa contra qualquer piloto, já que a manobra valia um ponto no campeonato. Rubinho, entretanto, confirmou que a ultrapassagem teve um gostinho especial por ter sido em cima do alemão.
Alonso está convencido que a duas ou três corridas do fim do campeonato estará ainda mais próximo da liderança. Foto: Ker Robertson/Getty Images
Quando estava em situação muito pior do que a desfruta agora no campeonato, Fernando Alonso disse que seria o campeão mundial. A sete corridas do fim da temporada e entre os cinco pilotos que podem chegar ao título, o espanhol baixou suas possibilidades para 50%.
Não é sinal de pessimismo de Alonso. O piloto da Ferrari confia no seu taco e sabe que pode chegar lá, e está confiante que vai reduzir a distância de 20 pontos que o separa do líder Mark Webber quando o campeonato chegar ao momento decisivo.
"Nós só precisamos de duas corridas normais para voltar a disputar o título. Estou convencido que na arrancada final, o que significa as últimas duas ou três corridas, nós estaremos muito mais próximos da ponta do que agora", afirmou.
Alonso venceu na Alemanha, mesmo que de forma controversa, e foi segundo na Hungria, o que o recolocou na disputa do título. E como é o único piloto da Ferrari em condições de chegar lá, terá toda a atenção da equipe.
Alonso considera que os cinco pilotos têm condições de chegar ao título, mas destacou que talvez ele, Hamilton e Button, por já terem sido campeões mundiais, terão mais calma no momento decisivo. "Meu percentual de chence é de 50%."
Nelson TavaresResumo: Fernando Alonso é soberbo!Postado às 16:19 do dia 10/08/2010
AlbertoJá torci para o Alonso. Confesso que o admiro como piloto mas o GP da Alemanha ainda está fresco na minha cabeça e a atitude dele foi pessima. AbsPostado às 13:41 do dia 09/08/2010
Adrian Newey gosta de dar suas pilotadas de fim de semana, mas seu talento ao volante nem chega perto do projetista. Foto: Andrew Hone/Getty Images
O projetista da Red Bull, Adrian Newey, foi hospitalizado no domingo após um acidente no circuito de Snetterton, na Inglaterra, quando participava de uma prova de Ginetta, preliminar de uma etapa do Campeonato Inglês de Turismo.
Newey, que guiava uma Ginetta G50, rodou na pista e seu carro foi atingido na lateral pelo de outro competidor. O projetista, 51 anos, foi retirado do carro, colocado numa maca e levado para o hospital para exames. Testemunhas disseram que ele estava falando na ambulância, mas sentindo dores, e o chefe da série Ginetta afirmou que ele escapou de sérios ferimentos graças à estrutura do carro.
Adrian Newey adora participar de corridas esportivas nos fins de semana, mas é considerado um péssimo piloto. Contei aqui em maio uma história em que ele foi com Christian Horner visitar o consultor esportivo da Red Bull, Helmut Marko, em Graz, na Áustria, e decidiu fazer uma exibição de velocidade, que terminou com uma batida na árvore depois de perder a traseira do carro.
O pessoal da Red Bull diz que Newey como piloto é um excelente projetista.
A Sauber precisa muito de um patrocinador para colorir seu carro branco e um acordo com o milionário Carlos Slim seria muito bem-vindo, junto com um piloto mexicano. Foto: Mark Thompson/Getty Images
Com a Fórmula 1 de férias e poucas notícias circulando, aumentam os boatos sobre o mercado de pilotos e equipes. O mais interessante é o que vincula o multimilionário mexicano Carlos Slim, empresário do ramo de telecomunicações, com a Sauber, equipe suíça que voltou esse ano à F1 com o carro totalmente branco, sem um patrocinador de peso.
Peter Sauber afirma que não está interessado em vender a equipe, mas reconhece que precisa desesperadamente de um patrocinador que traga estabilidade para escuderia. Carlos Slim, que esteve no padoque do GP da Inglaterra, poderia levar para a Sauber o patrocínio da Telmex, sob cuja marca já estão os pilotos mexicanos Sergio Perez, da GP2, e Esteban Gutierrez, da GP3.
Slim condicionaria seu apoio à presença de ao menos um piloto mexicano, o que não seria nenhum problema para Sauber, que manteria o japonês Kamui Kobayashi e dispensaria o veterano Pedro de La Rosa, que não correspondeu às expectativas da equipe, embora tenha melhorado sua performance nas últimas corridas, chegando a pontuar no GP da Hungria. Caso perca o lugar e não encontre cockpit em outra equipe, De La Rosa poderia passa a piloto de testes da Sauber.
Um dos lugares mais cobiçados para 2011 é o de segundo piloto da Renault, ao lado de Robert Kubica. A equipe francesa surpreendeu a Fórmula 1 esse ano e agrante que tem um patrocinador forte para melhorar ainda mais ano que vem. A equipe exigiu do russo Vitaly Petrov uma melhora de performance para mantê-lo ano que vem e vai observá-lo o máximo possível. Petrov correspondeu nas últimas duas corridas, e no GP da Hungria superou Kubica nos treinos pela primeira vez esse ano e foi o quinto colocado, seu melhor resultado na temporada.
Sebastien Buemi chegou a ser apontado como potencial substituto de Petrov, mas acabou renovando com a Toro Rosso e disse que seu objetivo é se tornar piloto da Red Bull. Outro forte candidato é Adrian Sutil, que está em posição confortável na Force India, mas se mostra aberto à mudança, principalmente para uma equipe mais competitiva.
A Lotus, que foi a melhor entre as equipes novas até agora, pretende trocar os motores Cosworth pelo Renault, o que aumentaria a sua competitividade. A tendência da equipe é manter sua dupla de pilotos, Heiki Kovalainen e Jarno Trulli, embora o italiano não tenha feito uma boa temporada até o momento.
Reprodução da coluna do último sábado, dia 02/08, antes do GP da Hungria
Está confirmado! A coluna do SpeedBlog no jornal "Campeão!" vai para São Paulo a partir deste próximo domingo, dia 08. Para quem é de fora do Rio e não conhece, o diário pertence ao Grupo O Dia, que recentemente foi comprado pelo mesmo grupo que administra o jornal Brasil Econômico.
Além de estrear em São Paulo, o jornal passará por uma série de mudanças para se tornar mais moderno e abrangente. Entre as principais novidades, está a associação ao jornal Marca, da Espanha, o que afetará inclusive o nome da publicação: a partir de domingo o nome será "Marca Campeão!".
A coluna do SpeedBlog será publicada todo sábado (com exceção deste fim de semana que, por causa da estreia, sairá no domingo...). Em fins de semana com GP na Fórmula 1, a coluna ganha uma nova versão na segunda-feira, abordando os principais temas da corrida.
Jornalista, acompanha profissionalmente o automobilismo desde o início dos anos 1980. Foi correspondente do Jornal do Brasil e da Agência Estado, de 1989 a 1992, sediado em Londres, cobrindo toda a temporada da Fórmula 1.
Gabriel Schmidt
Jornalista, fanático por automobilismo e caçador de novidades. Acompanha profissionalmente o automobilismo e o mercado desde 2008.